quarta-feira, 13 de setembro de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 02 DE SETEMBRO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS

RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano IX  SETEMBRO DE 2017 -  Nº  03

SANTO ANTONIO

                                     Frei Hugo D. Baggio,OFM


9 — FREI ANTÔNIO DE LISBOA

Numa bela manhã do ano de 1220, em fins de junho ou de julho, os frades franciscanos des­ceram de seu conventinho dos Olivais e vieram ao Mosteiro de S. Cruz. Era um dia importante para eles, pois iam agregar à Ordem um membro desta­cado da raça portuguesa, que se tornaria um lu­zeiro da Ordem em todo o mundo. O pequeno grupo de franciscanos foi recebido pelo Cônego D. Fernando que os conduziu à igreja e ali, em ceri­mônia simples, ele despiu o hábito branco e de largas pregas da Ordem de S. Agostinho e vestiu o humilde hábito marrom de S. Francisco e se dei­xou cingir por rude corda. Trocou os sapatos por sandálias e adaptou os cabelos ao corte dos fran­ciscanos.
Para completar a transformação externa — porque a interna já se operara — trocou o nome de D. Fernando pelo de FREI ANTÔNIO. E co­mo, na época, era costume acrescentar ao nome de Ordem o nome do local de nascimento, seu no­me completo ficou sendo: Frei Antônio de Lisboa. Contam seus biógrafos que na hora da des­pedida, um dos companheiros do Mosteiro lhe te­ria dito, em sinal de saudação e despedida:
— Vai, vai que hás de ser um santo!
— Quando ouvires contar que o sou — res­pondeu o novo frade — darás graças ao Senhor Deus.
E com os frades partiu para o Convento dos Olivais e com eles partilhou do sossego e do silên­cio que povoavam a ermidinha e seus arredores, tomando parte no seu dia-a-dia, franciscanamente simples: "ocupava-se cada um no ofício que apren­dera antes de ser frade, desde que tal ofício não trouxesse perigos à alma ou empecilhos à virtude. Saíam aos campos a ajudar no granjeio das terras e nas fainas das colheitas..." E rezavam, e cuida­vam dos doentes e pregavam o Evangelho. E An­tônio com eles. . .

10 — FASCÍNIO DA ÁFRICA

Ao que tudo indica, a estadia nos Olivais foi breve, pois Frei Antônio estava preparado e não precisava de estudos ou provações para ser admi­tido definitivamente à Ordem. Assim, já no outo­no de 1220, começava a realizar seu mais ardente desejo: ir às terras pagãs da África. Acompanha­do de Frei Filipino — pois a Regra de Francisco mandava que os frades fossem pelo mundo dois a dois — desceu de Coimbra até Lisboa, a pé, es­molando pelo caminho, hospe-dando-se onde hou­vesse um lugar que lhes parecesse casa aberta do Pai.
Podemos imaginar o ardor de Frei Antônio: português com ideais de conquistas cristãs da épo­ca e franciscano fascinado pelo zelo apostólico de Francisco de Assis. Ia para morrer, sim, caso essa fosse a santa vontade do Pai, mas ia também cheio de vida e oferecia toda esta sua vitalidade para plantar cristandades, em terras onde o paganismo escravizava as almas. Sentia-se conquistador e li­bertador. E dentro deste dinamismo chegou a Lis­boa, importante porto da época, de onde, saindo do velho Tejo, navios de velas ao vento buscavam os principais portos conhecidos no mundo de en­tão. Ali embarcou num navio de mercadores e buscou as costas da África.
Não nos guardou nenhum relato o nome do porto, nas costas de Marrocos, onde Frei Antônio e seu companheiro aportaram. Sabemos tão-somente, que foi acometido, logo à chegada, por vio­lenta febre que o prostrou, impedindo-o de dar início à missão. Ali passou os dias de inverno. Assim, logo na entrada seus castelos foram desfei­tos pela doença. Quando a primavera baixou na­quelas terras, Frei Antônio e Frei Filipino retoma­ram um navio que os levaria, de volta, à terra na­tal. Perceberam que Deus estava querendo outra coisa. Não sabiam, porém, o quê. . .

11 O VENTO SOPRA PARA ONDE QUER

Tanto a tripulação do navio quanto Frei An­tônio embarcaram rumo a Portugal, mas uma tem­pestade os surpreendeu no Mar Mediterrâneo e os jogou a todos nas costas da Sicília, ilha ao sul da Itália, completamente fora do roteiro humano, mas totalmente dentro do roteiro divino. Na ci­dade de Messina, os Monges de S. Basílio haviam cedido uma ermida a um grupo de frades que le­vavam ali a vida nos moldes de S. Francisco de Assis. Foi para junto deles que Frei Antônio se refugiou.
Extenuado pela doença, cansado pela peno­sa viagem por mar, estava necessitado de repouso e tratamento. Foi isso que os confrades de Messi­na lhe ofereceram. O carinho dos irmãos, a calma e a paz do ambiente, os bons ares da ilha, que re­cebiam os eflúvios quase da saudosa África não muito distante, restituíram-lhe as forças e as energias e despertaram-lhe o ardor. Mas, que fazer agora, se a tempestade destroçara seus planos? Deus lhe deu a resposta na voz dos acontecimentos.
Nesta altura, chegou a alegre nova do regres­so de Frei Francisco do Oriente, onde muitos o acreditavam já morto às mãos dos sarracenos, ou à mercê de algum naufrágio. E mais: vendo o es­tado em que estava a sua Ordem, resolvera convocar uma grande reunião, em Assis, nas próximas festividades de Pentecostes, a fim de poder contac­tar com o maior número possível de irmãos, para reanimá-los, restaurá-los e recolocá-los nas sendas uríssimas do Evangelho, assim como o Senhor lho revelara.
De todo o mundo os frades se movimen-taram. Também da Sicília. Frei Antônio nada revelara de seu passado. Nada contara ainda se seus so­nhos malogrados. Viu, porém, que Deus lhe ofe­recia uma magnífica oportunidade de encontrar-se com o Fundador dos Menores- Francisco de Assis. .

Continua no informativo – Ano IX -            OUTUBRO DE 2017  -  Nº  04

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE SETEMBRO

1  — B. João Francisco Burté, 1ª Ordem, mártir
2 —  B. Severino Jorge Girault,3ª Ordem,  Mártir
3 — B. Apolinário de Posat, 1ª Ordem, mártir.
4 — S. Rosa de Viterbo, 3ª Ordem.
5 — B. Gentil  de  Matelica,  1ª Ordem, mártir.
6 — B. Liberato de Loro  Piceno,  1ª Ordem.
7 — B. Peregrino de Falerone, 1ª Ordem.
8 — B. Serafina Sforza, 2ª Ordem.
9 — B. Jerônimo Torres,1ª Ordem, mártir no Japão.
10 — B. Apolinário  Franco, 1ª Ordem, mártir no Japão.
11 — B. Boaventura de  Barcelona, 1ª Ordem.
12 — B. Francisco de Calderola, 1ª Ordem.
13 — B. Gabriel da Madalena, 1 ª Ordem,  mártir no Japão.
14 — B. Ludovico   Sasanda, 1ª Ordem, mártir no  Japão.
15 — B. Antonio de S. Boaventura, 1ª Ordem, mártir no Japão.
16 — B. Antonio de S.Francisco, 1ª Ordem, mártir no Japão.
17 — ESTIGMAS   DE   S. FRANCISCO   DE ASSIS (1224)
18 — S. José de Cupertino, 1ª Ordem.
19 — B. Francisco de Santa Maria, 1ª Ordem,  mártir do Japão.
20 — S. Francisco Maria de Camporosso,1ª  Ordem
21 — B. Delfina  de Glandeves, 3ª Ordem.
22 — B. Inácio de Santhiá, 1ª Ordem.
23 — BB. Francisco  Hubyoe,  Caio  liyemon
          Liyemon, Tomás linemon, Leão  Satzuma  
          e  Luís Matzuo, 3ª Ordem, mártires no  Japão.
24 — S. Pacífico de S. Severino, 1ª Ordem.
25 — B. Lúcia  de  Caltagirone,  3ª Ordem.
26 — S. Elzeário de Sabran, 3ª Ordem.
27 — B. Luís Guanela, 3ª Ordem.
28 — B. Bernardino de Feltro, 1ª Ordem.
29 — B. João Dukla, 1ª Ordem.
30 — B. Félix Meda de Milão, 2ª Ordem

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE AGOSTO DE 2017


Recordando a Nossa História


    Longe de querer ser saudosista mas, consciente de que olhar o passado nos ajuda a ver melhor o presente, busquei nos livros de tombo de nossa fraternidade algo que pudesse trazer uma reflexão que gostaria de compartilhar.
    Esta foto de mais ou menos 1965, subindo a atual rua Nelson de Sá Earp sentido à Praça da Liberdade, provavelmente, sentido à nossa sede.
    Procurando mais um pouco me deparei com uma dificuldade um tanto oposta ao que vivemos nos dias atuais. Nos livros de Crônicas de nossa fraternidade, foi relatado que, devido ao número crescente de novos vocacionados à OFS, e algumas normas que entravam em vigor naquele tempo, eles encontravam-se com dificuldades de se conhecerem mutuamente e, como o princípio fundamental da OFS  é a caridade fraterna então, decidiu-se formar Núcleos de Caridade Fraterna conforme o bairro residencial de cada um.
    Isto, segundo o relato, já havia sido aplicado em fraternidades da França e da Itália sendo de grande proveito para diversas Fraternidades. Disse certo Pd. Comissário, que não foi mencionado o nome do mesmo, “A formação de núcleos nos bairros é a melhor e mais eficiente formação espiritual que os filhos de São Francisco podem proporcionar aos indiferentes mostrando-lhes em pequenas doses, o ideal da Familia Serafica”.
    Trazendo para os dias atuais, não temos um grande número de irmãos, mas, temos irmãos que uma vez por mês se deslocam de seus bairros para se reunirem em fraternidade vivenciando esta mesma experiência de nossos irmãos, desde o tempo de São Francisco que é Viver a Caridade Fraterna. Temos que reconhecer a grande riqueza que é a nossa Regra e Vida para nossas vidas e, esta, é como uma lâmpada que não pode ficar apagada em nossas memórias mas deve sim, através de nossa vida alcançar de forma eficiente e em doses homeopáticas os irmãos e irmãs que se aproximam de cada franciscano nas diversas paróquias, movimentos e pastorais. Uma vez por mês nos reunimos mas, no mínimo, semanalmente temos diversas atividades para desenvolvermos em nossas comunidades colocando em prática o que aprendemos em nossa ‘Escola de perfeição Cristã’ que é a OFS. Sendo assim, penso que a idéia do passado se faz muito atual. Se nas diversas comunidades da cidade onde se encontra um irmão de nossa Fraternidade se reúna, ainda que seja em dois irmãos apenas para refletir o nosso carisma, orar, celebrar juntos como franciscanos, iremos poder comunicar o nosso carisma para outros que ainda não o conhecem. Dar uma oportunidade de descobrir algo que está escondido em seus corações mas que ainda não chegamos até eles para mostrar. E, creio que muitos os que entenderem, assim como São Francisco após ouvir o Evangelho (Mt 10, 7-15) falou, também dirá: “É isso que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo fazer de todo coração”.

Atividades e união entre Juventude, OFS, e Frades Estudantes


    Na Foto acima a então JUF (Juventude Franciscana), com o intermédio da OFS, e apoio dos Frades estudantes, se reúnem para conseguir andaimes junto a prefeitura, arrecadou papelão e formou toda a estrutura da bela Cidade de Belém para representar o Natal de Greccio. O Ato vinha se repetindo diversos anos e, segundo o livro de Crônicas de nossa fraternidade, do ano de 1956, foi realizada a apresentação no pátio da Igreja do Sagrado, isto se deu no dia 23/12 e tinha casas originais, escadas, um grupo de pastores fora da cidade se aquecendo em uma pequena fogueira e ao lado da fogueira foi armado um grande rochedo que pela sua naturalidade atraiu a atenção do público devoto.
Ali foi representado todo o drama da Encarnação do Menino Jesus, desde a chegada de N. Senhora e São José pedindo pousada para o Menino nascer até o Nascimento, contou também com aparição do coro celeste dos anjos sobre o rochedo que desciam cantando até a gruta, os pastores se ajoelhando em adoração e enfim, terminando com o ato de o povo ir beijar a imagem do Menino Jesus que durou por volta de uma hora.
Dado o agrado popular a Juventude Franciscana se animou à aperfeiçoar a encenação, corrigir as falhas, e promover nas praças da cidade esta encenação tão bela que veio se repetindo por anos em diversas praças da cidade estimulando a devoção e “com certeza atraindo outros Jovens”.




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 05 DE AGOSTO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS


RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano IX  AGOSTO DE 2017 -  Nº  02

SANTO ANTONIO

                                     Frei Hugo D. Baggio,OFM

6 — FRANCISCANOS EM PORTUGAL

    Velhos autores afirmam que o próprio Fran­cisco de Assis, por volta de 1213 ou 1214, numa peregrinação a S. Tiago de Compostela, teria pas­sado por terras de Portugal. Não dão provas, mas o afirmam. Por isso não faltam os que duvidam desta verdade, mas não faltam provas de que em 1217, entrou em Coimbra uma missão de frades chefiada por Frei Zacarias. O povo, ao ver os recém-chegados com hábitos tão estranhos e fa­lando uma língua diferente, receberam-nos com des­confiança e má vontade. O que os salvou foi a simpatia da rainha D. Urraca, esposa de D. Afonso.
    Outro grupo apareceu por Portugal guiado pe­lo Provincial Frei João Parente, em 1219. Ao que parece, os primeiros frades se estabeleceram em Alenquer, mas nas suas andanças se dermos cré­dito às velhas crônicas, os frades passaram por Coimbra e, no Mosteiro de S. Cruz, foram rece­bidos e tratados por D. Fernando. Aquele modo de ser: descalços, sem mosteiro, ao Deus dará, con­fiantes na Providência, comendo da mesa do Senhor, desejosos de paz, fazia um gênero de vida muito do gosto do cônego Fernando.
    O avanço franciscano por aquelas bandas con­tinuou. Em 1212, Francisco, tocado pelo entusias­mo dos Cruzados, chega até as terras da Espanha, pois tencionava atingir a terra dos mouros, a África. Problemas de saúde, que para ele significa­vam a vontade de Deus, fizeram-no regressar à Itália.
    Por volta de 1219, no Capítulo de Pentecos­tes, quando Francisco dividiu o mundo entre seus frades, deu a África a um grupo de seis intrépidos companheiros da primeira hora: Frei Vital, Frei Beraldo, Frei Pedro, Frei Acúrsio, Frei Adjuto e Frei Otão. Lá foram rumo à terra dos mouros, passando por Portugal, mas apenas cinco, porque Frei Vital fora barrado pela doença. . .

7 — FRANCISCANOS EM COIMBRA

    O grupo dos cinco franciscanos, de passagem por terras portuguesas, pararam em Coimbra. E como os Cônegos de S. Agostinho tinham uma hos­pedaria para lá se dirigiram. Foi com eles que D. Fernando teve oportunidade de conversar. Ficou, assim, conhecendo a história do Fundador Frei Francisco, filho de um negociante como ele. Co­nheceu-lhes o modo de ser, a Regra, a devoção ao Evangelho, a dedicação e o zelo pelas almas, o desejo imenso que lhes ardia no peito de darem a vida pelo Cristo, em terras pagãs. Sobretudo per­cebeu uma enorme simplicidade e uma alegria que vinha lá do fundo, como de uma fonte pura que estivesse nascendo nas profundezas de cada um. D. Fernando ficou apaixonado. Foi um encontro mar­cante.
    E os frades lá foram para a terra da mouraria, ao sul da Espanha, e de lá para a costa da África, Marrocos. Puseram-se a pregar o Cristo, em am­biente hostil e o resultado se não fez esperar: fo­ram presos. Mesmo presos, do alto das janelas, continuavam a lançar a palavra de Deus sobre os transeuntes. Tentaram transferi-los para Ceuta, mas na viagem quiseram escapolir-se. Acabaram voltando a Marrocos. Daí, o miramolim aborre­ceu-se e pessoalmente lhes cortou a cabeça, em 16 de janeiro de  1220.  Foram os primeiros márti­res da família franciscana.
    Os restos mortais dos mártires foram remeti­dos à Europa, com muitas honras e veneração. Sua caminhada triunfal terminaria no Mosteiro de S. Cruz de Coimbra, o mesmo local que os hospedara quando de sua vinda de Assis. Entre os assisten­tes das solenes cerimônias que receberam e cultua­ram as relíquias dos protomártires francis-canos en­contra-se D. Fernando, que, enlevado, fixava seus olhos nos ataúdes e cismava sobre a felicidade da­quele pequeno grupo que pudera dar sua vida e sangue pelo Cristo. E dentro dele foi maturando, muito firmemente, uma idéia, que se ia tornando sempre mais clara. ..

8 — CONVENTO FRANCISCANO DOS OLIVAIS

    Alguns frades haviam vindo a Coimbra para as cerimônias da visita dos mártires e outros que haviam tomado parte no cortejo que acompanhara os restos na viagem de regresso. Entre eles o Pro­vincial Frei João Parente. Mostraram desejos de se estabelecer nas cercanias de Coimbra. O Cabido metropolitano ofereceu-lhes, então, a ermida de S. Antão dos Olivais. E com a experiência que ha­viam adquirido junto a Frei Francisco, ergueram logo um ermitério, com estacas e ramos, improvi­sando uma pequena morada, onde se alojou a no­vel comunidade franciscana.
    Do seu conventinho desciam, muitas vezes, até o Mosteiro de D. Fernando para venerar as relí­quias dos seus irmãos, pois, elas ali haviam ficado, uma vez que fora graças aos esforços de um cô­nego de S. Cruz, D. João Roberto, que os corpos haviam sido resgatados. Nestas visitas, os frades conversavam com D. Fernando e a idéia que um dia brotara tímida em sua alma, se ia transforman­do em conquista interior. Até que a coragem se transformou em palavra e ele se abriu aos frades: desejava ser um deles. Mas impunha quase uma condição: queria partir para a terra dos moiros, na esperança de poder verter seu sangue como o haviam feito aqueles bravos frades, cujas relíquias eram veneradas agora na capela do Mosteiro. O Provincial aceitou-o com alegria, pois era assaz co­nhecida a virtude e a ciência daquele cônego.
    O próximo passo foi falar com seu superior, na ocasião D. João César. As crônicas dizem que o superior lastimou, mas outros dizem que D. João, no seu íntimo, deu graças ao céu, pois sendo de pouca austeridade e pouco fervor regular, a vida exemplar de Fernando era-lhe um constante recri­minar. Por isso, quanto mais longe, melhor. Aplai­nadas as dificuldades das licenças primeiras, foram aplainadas também as do direito que impedia a passagem de um cônego regular a outro Mosteiro.

Continua no informativo – Ano IX -            SETEMBRO DE 2017  -  Nº  03

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE AGOSTO

1 — B..Francisco Pinazzo, 1ª Ordem, mártir.
2 — JUBILEU DA PORCIUNCULA
3 — B.João Tiago  Fernandes,  1ª Ordem, mártir.
4 — S. João Maria Vianey, 3ª Ordem.
5 — B. Francisco de Pesaro, 3ª Ordem.
6 — B. Agatângelo de Vendome, 1ª Ordem,   Martir
7 — B. Cassiano de Nantes, 1ª Ordem, mártir.
8 — S. DOMINGOS    DE    GUSMÃO
9 — B. Vicente de Áquila, 1ª Ordem.
10 — B. João  do  Alverne,  1ª Ordem.                                      
11 — SANTA CLARA DE ASSIS, 2ª Ordem
12 — B. Ludovico Sotelo, 1ª Ordem, mártir no Japão.
13 — B. Sante de Montebaroccio, 1ª Ordem.
14 — S. Maximiliano Maria Kolbe, 1ª Ordem.
15 — ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
16 — S. Roque de Montpellier, 3ª Ordem.
17 — B.Paula  Montaldi,  2ª Ordem.
18 — S. Beatriz  da  Silva, 2ª Ordem.
19 — S. Luís de Tolosa, 1ª Ordem.
20 — B. Francisco  Galvez, 1ª Ordem, mártir.
21—  S. Pio X, 3ª Ordem.
22 — B.Timóteo de Monticchio, 1ª Ordem.
23 — B. Bernardo de Offida, 1ª Ordem.
24 — B. Pedro da Assunção, 1ª Ordem, mártir.
25 — S. Luís, Rei da França, PATRONO DA TERCEIRA  ORDEM.
26 — B. João de Santa Marta, 1ª Ordem, mártir
27 — B. Ricardo de Santa Ana, 1ª Ordem, mártir
28 — B. Vicente Ramirez,  1ª Ordem, mártir.
29 — B. João de Perusa, 1ª Ordem, mártir.
30 — B. Pedro de Sassoferrato, 1ª Ordem, mártir
31 — B. Pedro de Ávila, 1ª Ordem, mártir do Japão.



sexta-feira, 21 de julho de 2017

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE JULHO DE 2017

FREI MATHEUS HOEPERS


Nascido em 31 de Outubro de 1898 em São Martinho do Capivarí, SC. Filho de Henrique Hoepers e Catarina Arns, foi Batisado com o nome de Leonardo.
Em 20 de maio de 1908 entrou para o Seminário Franciscano de Blumenau e em 17 de janeiro de 1915 recebe o Habito Franciscano e inicia o noviciado. 1º de novembro de 1919 fez a profissão solene , 6 de março de 1921: ordenação Sacerdotal, em Petrópolis e sua 1ª missa em Forquilinha aos 19 de março de 1921.
Em 21 de janeiro de 1945, após uma intensa vida de dedicação aos estudos e trabalhos, sempre obediente à muitas transferências, retorna à Petrópolis como:  Guardião; professor de Teologia; prefeito de estudos; diretor da Ordem Terceira (hoje OFS); e responsável pela Ação Católica.
Dentre a grande cooperação que o nosso saudoso Frei Matheus nos deixou por herança, viemos compartilhar este tesouro extraído do livro elaborado por ele para formação dos Franciscanos Seculares daquele tempo e nosso.

HISTÓRIA DA SALVAÇÃO DEPOIS DE JESUS CRISTO

Todos os quatro Evangelhos terminam com os misté­rios da Páscoa cristã: A Paixão e Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus. Por estes mistérios Jesus se tornou o Cristo Redentor, merecendo e consumando a salvação do mundo. Como no Antigo Testamento o Sangue do Cordeiro Pascal libertou da morte os primogênitos de Israel no Egito, assim agora o Sangue do Cordeiro de Deus salva a humanidade da morte do pecado e não só salva da morte, ele faz participar a todos de sua vida e de sua glória. A comunhão de vida entre Cristo e os cristãos é tão completa que S. Paulo pode escrever aos Efésios (2,6) que «Deus nos sentou nos céus em Cristo Jesus».
  Para os homens poderem realmente participar em toda a riqueza da Salvação de Cristo, é condição que n'Ele estejam incorporados pela fé e pelo batismo  (Rom. 6). Por isso o ato final de Cristo Ressus­citado antes de despedir-se da terra foi enviar os apósto­los para anunciarem o Evangelho a todos os povos (Mt 28,18-20), fazendo-os discípulos seus e batizando-os  em  nome  do  Pai  e  do  Filho  e  do  Espírito Santo».
  Para o cumprimento desta missão Jesus envia do céu o Espírito Santo. Este é chama  do Espírito de Jesus (At 16,6-7). O assunto principal do Livro dos Atos dos Após­tolos é mostrar como o Espírito desceu sobre a Igreja, como Ele inspira os atos de Pedro e dos outros Apósto­los e depois de Paulo e dos diversos discípulos, ao pro­pagarem o Evangelho de Cristo. Deste modo a fé em Jesus Cristo  se  difundiu  a todas  as  regiões  mediterrâ­neas da Ásia, da Europa e da África.
  A mensagem evangélica era essencialmente universal (católica), isto é,  destinada a todos os povos da terra.
  Paulo travou uma luta tremenda contra os judaizantes que pretendiam submeter os pagãos a todas as exigências da lei mosaica. Isto teria transformado o cristianismo numa  insignificante  seita  do  judaísmo.  Mas  o   Espírito Santo vigiou pela obra de Cristo no mundo. Os Apósto­los, reunidos em Concílio, tomaram a defesa da tese de S. Paulo, Apóstolo das gentes. Eles decidiram: Para ser incorporado no novo Povo de Deus, basta aderir a Cristo pela fé e pelo batismo. Ao mesmo tempo tomaram algumas medidas disciplinares pelo bom entendimento entre os cristãos de origem pagã e os de origem judaica.
  Todos os homens são chamados a participar na mesma santidade evangélica, transmitida ao mundo pelos Após­tolos segundo a vontade de Cristo. Por isso,  a Igreja é católica, isto é, universal. Ela é una, santa e apostólica. Isto, porém, não impede que haja uma certa variedade de acordo com as diferenças existentes entre os diversos povos. O cristianismo de fato se desenvolveu conforme o gênio das nacionalidades que o acolheram.
Em toda parte surgiram santos, inspirados pelo Espírito Santo, que promoveram escolas de vida cristã. Também São Francisco no século XIII pelo exemplo e pela sua pregação se tornou o pai de uma espiritualidade, cha­mada por nós «evangélico-franciscana». Ela ainda sem­pre empolga milhares de cristãos para levá-los à união íntima com Jesus Cristo, dentro da Igreja católica.
  Todavia, no decorrer dos séculos, infelizmente, as ri­validades humanas,  os nacionalismos e diversas incompreensões trouxeram dissensões e divisões à grande fa­mília   cristã.   Houve   a   separação   de  vastos   grupos  da comunhão e da unidade católica. Entre os séculos V e X deu-se a dolorosa cisão entre as Igrejas do Oriente e as Igrejas de Roma. De consequências mais  profundas ainda foi a reforma  protestante  no  século  XVI.  Lutero, Calvino, Zwinglio encabeçaram um movimento de aberta revolta  contra  a  Igreja  católica  e  levaram  à  separação várias regiões da Europa. Inúmeras denominações cristãs, então se for­maram pelo protesto contra a autoridade da Igreja.
De outro lado o Concílio de Trento promoveu a verda­deira reforma, esclarecendo a doutrina de fé segundo as fontes da revelação. E muitos santos pelos seus exem­plos e pela sua pregação deram um novo impulso à vida cristã.
   Hoje vivemos  numa  era  nova  de  esperança  que  se restabeleça  unidade  e  união  entre  as  partes separadas do cristianismo. A oração de Cristo ao Pai na despedida do  cenáculo,  antes  da  Paixão,   «para  que  todos  sejam um»  (Jo 17,2,) é a senha do movimento que chamamos ecumenismo (= universalismo). Pois todos os que seria­mente querem ser cristãos sentem como um escândalo esta separação das diversas igrejas. Nas missões, entre os pagãos, elas apresentavam os mesmos Evangelhos, mas se combatiam mutuamente entre si. O movimento ecumênico agora deseja uma Igreja de Deus una e visí­vel, verdadeiramente universal e enviada ao mundo in­teiro. Trata-se, sobretudo, da unidade na fé e nos sacra­mentos e não de uma uniformização na disciplina e nos ritos. Todos procuram descobrir o que há de comum e de igual entre as diversas confissões cristãs e sobretudo se sentem responsáveis pelo cumprimento do manda­mento principal de Cristo: Amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei.
 O Concílio Vaticano II representa um grande esforço da Igreja para realizar ao máximo a missão que Cristo lhe confiou em relação a todos os homens. «Fazei discí­pulos meus todos os povos!» Que responsabilidade! E Cristo ainda promete para isso estar conosco até a con­sumação do mundo. Mas, na realidade, a Igreja ainda continua um pequeno rebanho (Lc 12,32) no meio de povos muito pouco cristianizados.
Cristo, entretanto, quer realizar a sua obra por intermé­dio dos cristãos. Enquanto estes não viverem o Evange­lho, os pagãos não poderão ser evangelizados. É para nós uma grave advertência a palavra de Gandhi de que os Evangelhos eram admiráveis e perfeitos, mas que estavam sendo pouco observados pelos cristãos. Podemos, pois, compreender a importância e a respon­sabilidade do compromisso da Ordem Franciscana Se­cular de viver no meio do mundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Frei Matheus hoepers
Livro: Roteiro de Formação dos
Franciscanos Seculares do Brasil.
1973
 
 Dia dos Avós. Dia de Sant'Ana e São Joaquim

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant'Ana.

Em hebraico, Ana exprime "graça"e Joaquim equivale a "Javé prepara ou fotalece "
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant'Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. 
Sant'Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.
O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant'Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça.
A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José. A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.

                                   São Joaquim e Sant’Ana, Rogai por nós!
Fonte: Site Canção Nova!


Consagração pessoal ao Coração Imaculado de Maria
(oração escrita por Ir. Lúcia)

Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vosso Coração Imaculado nos consagramos, em ato de entrega total ao Senhor. Por Vós seremos levados a Cristo. Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai.
Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia que Jesus Cristo é o enviado do Pai.
Com Ele queremos levar o Amor e a Salvação até os confins do mundo.
Sob a proteção do Vosso Coração Imaculado seremos um só povo com Cristo. Seremos testemunhas da Sua ressurreição. Por Ele seremos levados ao Pai, para glória da Santíssima Trindade, a Quem adoramos, louvamos e bendizemos.
 Amém.


domingo, 16 de julho de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 01 DE JULHO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
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E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus


INFORMATIVO
Ano IX  JULHO DE 2017 -  Nº  01

SANTO ANTONIO

                                                                                 Frei Hugo D. Baggio,OFM

3 — DOM FERNANDO

    Nestas lutas da juventude conta-se que, certo dia, quando a tentação recrudesceu, o jovem Fernando fez uma cruz na parede dura do coro da ca­tedral e fê-la com tanto vigor e tanta fé, que a pedra cedeu e lá ficou o sinal da cruz, até hoje, atestando a energia de Fernando e o poder do si­nal da cruz. É um episódio que revela a luta do jovem, mas igualmente sua determinação. Diz um seu biógrafo: "O certo é que aquilo foi tormen­ta angustiosa e dura. Não se tratava apenas do na­tural rebentar de uma juventude exuberante dentro da cândida inocência toda ela agarrada às certe­zas do dever. Outra coisa devia ter acirrado a luta muito mais. Aquele mundo de Lisboa, no que diz respeito aos bons costumes, que conste não se as­semelhava nada a canteiro de virtudes". Jovem puro e sonhando alto, Fernando procurou um lo­cal, que ao seu ver, representava uma indicação de Deus e uma maturação humana mais completa e segura.
    Assim resolveu-se pela vida religiosa. Havia em Lisboa um mosteiro de Agostinianos chamado de S. Vicente de Fora, construído já por D. Afon­so I. Ali foi bater Fernando. E em 1210 vestiu o hábito branco dos Cônegos de S. Agostinho e começou uma nova fase de sua vida, entre estudo sério e oração, formando assim uma brilhante inteligência e uma profunda espiritualidade que lhe serviriam de suporte para toda sua atividade pos­terior. Melhor lugar não poderia ter escolhido pa­ra encher seus alforjes para a longa e penosa ca­minhada que o Senhor lhe reservava, mas que se­ria também cheia de sucessos espirituais.
    Aproveitou o retiro que se lhe oferecia para mergulhar nos segredos de Deus e de sua alma, celebrando o ofício divino e cultivando as letras sagradas, como mandavam as Regras de S. Agos­tinho. Mas não era para Fernando, ainda, o lugar suficientemente retirado, como sonhara. . .

4 — MUDANÇA PARA COIMBRA

    Apesar dos esforços, não conseguia Fernando a concentração que buscava. Em torno do Mostei­ro a cidade de Lisboa cheia de recordações para ele, com seus barulhos entrando pelas janelas, ain­da que gradeadas. Os parentes a procurá-lo mui­tas vezes para matar as saudades que deixara. Os amigos a buscá-lo para um conselho ou para re­viver momentos de outrora de uma vida que o gesto de Fernando cortara. E com os amigos, as novidades e com as novidades as distrações que lhe desinquietavam o coração que ele tentava, a conselho de seu pai S. Agostinho, fazê-lo repousar só em Deus.
    Daí uma resolução heróica: deixar a terra na­tal. Completar a renúncia. Buscar outras terras. Lá em Coimbra, naquele tempo longe de Lisboa, havia o Mosteiro de S. Cruz, igualmente da Ordem Agostiniana, que gozava fama de virtudes e serie­dade nos estudos, além de um grupo de homens escolhidos, em santidade e ciência, que lhe povoa­vam os claustros. Fernando pediu transferência para este local. Recebeu-a e lá chegou em 1212, iniciando uma fase muito rica para sua formação e maturação espiritual e intelectual. Como diz um Autor: ali se fez santo e daí saiu doutor. Foi o armazenar para as horas de Deus, quando na Itá­lia e na França, mais tarde, a Igreja precisada a ele recorreu. Será só abrir as comportas e derra­mar sobre o povo de Deus o que em Santa Cruz de Coimbra bebera, no silêncio, no estudo e na oração.
    Entrou ali em contacto profundo com a Bí­blia, os Santos Padres, os escritores latinos da an­tiguidade, a teologia e a filosofia, disciplinas estas que o punham igualmente em contacto com os pen­sadores de todos os tempos. Neste universo mara­vilhoso, Fernando, trabalhou e labutou por nove anos, no fim dos quais era doutor consumado nas ciências divinas e humanas. Por isso, torna-se ao lado de um grande santo, um grande representante da cultura de seu século.

5 — O PADRE  D. FERNANDO

    Como Cônego da Ordem de S. Agostinho, Fer­nando recebeu antes do nome o título de Dom, que é uma abreviação da palavra latina "domi-nus", senhor, título que traduz respeito e posição social. Entrando na vida religiosa, consagrou-se a Deus, através dos votos religiosos de pobreza, obediência e castidade, pelos quais o homem tenta servir a Deus e ao próximo de uma forma desapegada e numa'entrega mais totalizante.
    Além de religioso, Fernando desejava também o sacerdócio. Por isso, durante longos anos entre­gou-se a um estudo sério e profundo, a fim de sentir-se maduro no espírito para ser orientador de almas, maduro na inteligência e nos conhecimen­tos, a fim de ser guia de outros, maduro psicologi­camente, a fim de poder ser apoio e esteio para to­dos quantos o procurassem. Quando terminou seus estudos e tinha a idade exigida pela Igreja foi pro­movido ao sacerdócio. Isto deve ter acontecido pelos fins de 1219 ou começos de 1220. Tam­bém nesta data, como em outras de sua vida, não concordam os historiadores. Mas tudo leva a crer que não foi antes nem depois. Sem dúvida, uma fase nova em sua existência, com exigências novas, com experiências diferentes, com contactos até ago­ra desconhecidos. Ainda que vivendo num Mos­teiro, de disciplina bastante fechada, o Padre Dom Fernando foi posto em contacto com o povo de Deus, a quem começou ministrar a Palavra de Deus, que maturara nos longos silêncios e penosos estu­dos. O público se lhe tornou logo um lugar de fundos apelos para seu zelo, como de forte chama­mento para os ouvintes.
    Justamente, nesta altura da história, chegavam a Coimbra as notícias de acontecimentos que se sucediam em Assis, numa cidadezinha da Itália, cujo protagonista principal era o filho de um rico mercador, tal como D. Fernando: Francisco Ber-nardone, mais conhecido já como Francisco de Assis. Este homem chegaria a influenciar a vida de D. Fernando. . .

Continua no informativo – Ano IX -            AGOSTO DE 2017  -  Nº  02

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE JULHO


l —  S. Teodorico Emdem, 1ª Ordem, mártir em Gorkum
2 — S. Jerônimo de Werten, 1ª Ordem,  mártir em Gorkum
3 — B. Carmelo Volta, 1ª Ordem, mártir.
4 — S. Isabel, Rainha de Portugal, 3ª Ordem
5 — B. Francisco  Fogolla, 1ª Ordem, mártir  da China.
6 — B. Antonino Fantosati, 1ª Ordem, mártir da China
7 — B. Manuel Ruiz  1ª Ordem, mártir
8 — B. Gregório Grassi, 1ª Ordem, mártir da China. 
9 — S.Nicolau Pick, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
10 — S. Verônica Giuliani, 2ª Ordem.
11 — S. João Wall, 1ª Ordem, mártir.
12 — S. João Jones, 1ª Ordem, mártir.
13 — B. Angelina  de   Marsciano, 3ª Ordem.
14 — S. Francisco   Solano,  1ª Ordem.
15 — S. Boaventura de Bagnoregio, 1ª Ordem.
16 — ANIVERSÁRIO    DA    CANONIZAÇÃO   DE S. FRANCISCO DE ASSIS
17 — S. Maria Madalena Postel,  3ª Ordem.
18 — B. Simão de Lipnica, 1ª Ordem.
19 — B. Nicanor  Ascanio, 1ª Ordem, mártir.
20 — B. Nicolau Maria Alberca e Torres, 1ª Ordem, mártir.
21 — S. Lourenço de Brindes, 1ª Ordem.
22 — B. Cunegundes, Rainha da Polônia, 2ª Ordem.
23 — S. Brigida da Suécia, 3ª Ordem.
24 — B. Luísa de  Saboia, 2ª Ordem.
25 — B. Pedro de Mogliano, 1ª Ordem.
26 — B. Arcângelo   de   Calatafini, 1ª Ordem.
27 — B. Maria  Madalena  Martinengo, 2ª Ordem.
28 — B. Matia de Nazarei, 2ª Ordem.
29 — B. Novelone de Faenza, 3ª Ordem.
30 — S. Leopoldo  Mandic, 1ª Ordem.
31  —B. Pedro Soler, 1ª Ordem, mártir.Gorkum.