quinta-feira, 8 de junho de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 03 DE JUNHO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS





FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS
RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Expediente da Secretaria: 3ª e 5ª feiras das       14:00 às 17:00 horas.
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano VIII  JUNHO DE 2017 -  Nº  12

SANTO ANTONIO

                                     Frei Hugo D. Baggio,OFM

A PRIMEIRA PALAVRA

    De Santo Antonio muito se escreveu. E bem. E profundamente. E ainda se escreve, porque mo­ra ele no coração de todos. E todos lhe devem fa­vor. Se não um favor direto, pessoal, ao menos o grande favor de tê-lo tido um dia no meio deles, representando esta humanidade triste e geradora de tantas misérias. Porque ele surgiu como uma estrela, em meio à penumbra, e, com seu brilho e palavra, ajudou a redescobrir os caminhos cobertos pelo ódio, pela ganância, pelo desamor, pela igno­rância. Afinal, é sempre esta a missão de um San­to: ajudar a frágil barquinha do homem manter-se viva sobre as evoluções caprichosas das ondas dos tempos.
    Escrever mais um livro sobre S. Antonio po­de ter várias finalidades. Tais como: homenagear sua figura; trazê-la mais perto do povo cristão e torná-la mais conhecida; em tempos de desesperan­ças, apresentá-lo como um desancadeador de espe­ranças novas em valores que não perecem nunca. No nosso caso, tivemos em vista, ao escrever esta humilde biografia de Santo Antonio, colocar em linguagem simples, acessível ao maior número pos­sível de devotos, os principais fatos da vida de S. Antonio, pois, por estranho que pareça, embora te­nha sido ele uma figura que cultivou a humildade e aprendeu com S. Francisco a simplicidade, os homens, quando dele falam, lançam mão de muita erudição e de muita ciência e assim tornam a lei­tura difícil para uma larga faixa de leitores. E dis­tanciando a biografia do leitor, distanciamos o bio­grafado do povo. Eis por que, tentamos escrever algo ao alcance de todos. Não só ao alcance da inteligência, mas também ao alcance da bolsa, uma vez que longas biografias tornam-se, naturalmente, caras.
    No ano passado celebrávamos 750 anos de sua morte. Ainda que um ano atrasados, deixamos nestas páginas a nossa fraterna homenagem e o de­sejo de que S. Antonio, ao tornar-se mais conhe­cido, se torne mais amigo.
     
                                                              Guaratinguetá, 9 de maio de 1982.
                                                                         FREI   HUGO,  O.F.M.


l — LISBOA DO SÉCULO XII

    Interessa a nós que queremos nos ocupar com S. Antonio de Lisboa a cidade dos fins do século XII, e que há muitos séculos nascera às margens do rio Tejo. Naquela altura da história não era ela ainda a capital de Portugal, nem nela morava o rei com sua corte, mas era uma povoação rica e popu­losa e "levava de vencida quantas cidades por então floresciam neste nosso Portugal", como diz um autor. Bem situada geograficamente, povoada por gente audaciosa vinda de todas as partes, torna-se prós­pera e procurada, desenvolvendo o comércio e a ciência.

    Muito sofrera com invasões e incursões de inimigos, como o caso dos mouros que a dominaram por quatro séculos, até que El-rei Afonso Henriques lha arrancou do poder. Isso, no ano de 1147. E foram surgindo as muralhas, as fortificações e as igrejas, como a catedral de Santa Maria, a cujos pés nasceria S. Antonio. Surgiram os nobres e os senhores, os ricos e faustosos castelos, o barulho e o comércio, com suas facilidades e problemas, as classes pobres e os indigentes, marcando as dife­renças e reclamando soluções de todos quantos so­frem os problemas de uma geração.
    Dentre as famílias, cabe-nos destacar a de Martim de Bulhões e Teresa Taveira (ou Martinho  Afonso e Teresa de Azevedo). Pelas crônicas apa­rentava-se esta família com o herói das Cruzadas Godofredo de Bulhões, que em Portugal estivera quando da retomada de Lisboa aos mouros. Mas Martim de Bulhões não vivia como cavaleiro, a não ser temporadas, pois a sua profissão era de comer­ciante, e, ao que parece, sempre bem sucedido. Mo­rava junto à catedral de Santa Maria no caminho que levava à porta de ferro, mais tarde Arco de Nossa Senhora da Consolação, Esta casa tornou-se importante, pela criança que ali nasceu. ..

2 APARECE FERNANDO

    Nesta casa, junto à catedral de S. Maria, em Lisboa, nasceu, pelo fim do século XII, um meni­no. O dia? Bem, as crônicas e a tradição dizem ter sido o dia 15 de agosto de 1195. Mas nem todos concordam, os que lidam com história. Al­guns, dizem que nasceu antes, até mesmo em 1191 e que a data 15 de agosto seria um tributo pela devoção nutrida por ele, durante toda a vida, à Virgem. A nós não interessa discussão e temos autoridades bastante para ficarmos com a data 15 de agosto de 1195.
    Como se discute a data, discute-se também so­bre a nobreza dos pais Martim de Bulhões e Tere­sa Taveira. O certo é que Martim foi um rico co­merciante, o que dá a S. Antonio origens mais hu­mildes, mas muito mais próximas a S. Francisco que também era filho de um comerciante. Ainda hoje quem visita Lisboa encontra a "Casa de S. Antonio", com o local onde ele veio ao mundo.
Família abastada, mas também piedosa, batizou lo­go o menino pondo-lhe o nome de Fernando. Pou­co, porém, sobre sua infância ficou gravado nas páginas da história. Apenas, que foi entregue aos cônegos da catedral, vizinhos da família, para que o doutrinassem em todos os sentidos, aproveitando a rica inteligência de que fora dotado e que ma­nifestava já, desde tenra idade. Tudo o mais vai por conta da piedade popular que revestiu a vida de S. António de maravilhas e preencheu as lacunas da história com a espontânea poesia da devoção po­pular. Por isso, faz esta tradição com que o me­nino, já aos cinco anos, faça seu voto de castidade. Que menino ainda, recolha os pedaços da bilha que caíra da cabeça de descuidada menina que voltava da fonte e lha restitua refeita. . .
    Já mocinho começa a lutar. De um lado, o chamado das conquistas heróicas de seus contem­porâneos, mares afora e África adentro, e, do outro, a luta da juventude que acordava nele, obrigan­do-o a uma disciplina espiritual e à busca das for­ças do alto.

Continua no informativo – Ano IX -            JULHO DE 2017  -  Nº  01

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE JUNHO

2 — B. João Pellingoto,  3ª Ordem.
3 — B. André  de  Spello,  1ª Ordem.
4 B. Pacífico de Cerano,  1ª Ordem.
5 — B. Maria   Clara  Nanneti,   3ª Ordem Regular,  mártir  da China 
6 — B. Lourenço   de  Vilamagna,  1ª Ordem.
7 — B. Maria da Paz Bolsena, 3ª Ordem Regular,  mártir da China
8 — B. Hermínia de Jesus, 3ª Ordem Regular, mártir da China
9 — S. Cornélio Wican,  1ª Ordem, mártir em Gorkum
10 — S.Pedro de Assche, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
11 — B. Guido de Cortona, 1ª Ordem.
12 — B. lolanda, Duquesa da Polônia, 2ª Ordem.
13 — S. Antônio de Lisboa, 1ª Ordem.
14 — S. Francisco de Bruxelas, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
15 — S. Antônio de Hoornaert, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
16 — S. Antônio de Werten,  1ª Ordem, mártir em Gorkum.
17 — B. Pedro Gambacorta, 3ª Ordem Regular.
18 — S. Godofredo de Merville, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
19 — B. Miquelina de Pesaro, 3ª Ordem.
20 — S. Willehado da Dinamarca,  1ª Ordem, mártir em Gorkum (1482-1572) c. 1867
21 — S. Nicásio  Jonson,   1ª Ordem, mártir em Gorkum.
22 — B. André Bauer, 1ª Ordem, mártir da China
23 — S. José Cafasso, 3ª Ordem.
24 — B. Teodorico Balat, 1ª Ordem, mártir da China
25 — B. José Maria Gambaro, 1ª Ordem, mártir da China.
26 — B. Cesídio de Fossa, 1ª Ordem, mártir da China
27 — B. Benvenuto de Gubio, 1ª Ordem.
28 — B. Elias Facchini, 1ª Ordem, mártir da China
29 — S. Vicenza  Gerosa,  3ª Ordem.
30 — B. Raimundo  Lulo, 3ª Ordem, mártir
 

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE MAIO DE 2017

Fraternidade Franciscana Secular de Petrópolis.

120 anos de História



  A Ordem Terceira de São Francisco de Assis, de Petrópolis, foi fundada em 30 de maio de1897, pouco mais de um ano depois da chegada dos primeiros Frades Franciscanos, ocorrida a 16 de janeiro de 1896. Ela tinha como orago o Sagrado coração de Jesus, bem como o tem até hoje.
   Frei Ciríaco Hielscher, OFM, foi o fundador e primeiro diretor da OFS. Ele foi também o primeiro Superior desses Frades alemães, que foram chamados pelo Internúncio da Santa Sé para darem assistência religiosa e ajuda aos descendentes dos colonizadores alemães, vindos em 1845.
Nesta Fraternidade local da OFS, a Frei Ciríaco , até o presente , seguiram- se 13 Diretores, depois 04 Comissários e 12 Assistentes espirituais.
   Coube ao sétimo Diretor , Frei Donato Buecker, em 1928, promover a compra da atual sede da Fraternidade, com a colaboração dos nossos primeiros irmãos desta Fraternidade, situada à rua Frei Luís, 26.
  O primeiro ministro da diretoria dos Irmãos terceiros foi Pedro Delvaux, hábil mestre de obras. Depois,  sucederam-lhe mais 15 presidentes ou ministros até 1961, bem como a diretoria das irmãs que teve como primeira presidente a irmã Cecília Dederichs, em 1902, quando as duas sessões da fraternidade, a dos irmãos e a das irmãs, se uniram e passaram a ter um  conselho único. De 1961, até o presente se alternaram Ministros e Ministras, num total de nove.         
   No mandato da ministra Maria do Carmo Almeida, em 1983, a Fraternidade adquiriu a Casa da rua Montecaseros, nº 500, e organizou-se ali a “Casa de Santa Clara”, para nossas irmãs idosas. 
   A Ordem Terceira de Petrópolis, que crescia rapidamente em número e na busca da realização dos ideais da vivência franciscana, tornou-se o principal apoio e sustentáculo dos Frades nas múltiplas realizações, em que eles se empenharam, a começar pela editora vozes, que começou funcionando, desde 1901, nas partes de baixo do convento, foi apoiada pelos irmãos e irmãs da OFS na realização da sua primeira sede própria, à rua Nunes Machado, hoje, Frei Luís. Quando os frades se empenharam em levantar um santuário de Santo Antônio com uma escola gratuita, anexa, no populoso bairro operário do Alto da Serra, novamente eles encontraram da parte da Ordem Terceira toda sorte de colaboração.   
    Concluída a construção da primeira ala do Convento, em 1897, a recém instituída Ordem Terceira tomou para si o encargo do alteamento da torre da igreja do Sagrado Coração de Jesus, de que se encarregou o irmão ministro Pedro Delvaux, realizando obra tão perfeita que resiste até hoje.  
   Graças ao trabalho organizador de vários de seus diretores, a fraternidade de Petrópolis, codificou seus usos e costumes em um livrinho(diretório), em vigor aqui e em outras províncias franciscanas até a década de 60. O manual da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, compilado por frei Mateus hoepers e publicado em 1960, foi adotado em todo o Brasil. Continha a  regra do Papa Leão XIII e as Constituições da Ordem Terceira explicada; instruções  para os formandos e os professos; ritual da Ordem; devocionário franciscano e hinário da ordem. Por ele se formaram numerosos franciscanos seculares.
   Hoje, a OFS, que existe no Brasil desde fins do séc. XVI (Olinda, PE, em 1585), que entrou em decadência no final da era colonial e, sobretudo, durante o Império, voltou a crescer e a se organizar, a partir da república e, mais recentemente, desde o Concílio Vaticcano II. A fraternidade de Petrópolis sempre teve papel destacado em todos esses avanços.


Pequena consideração da vida de um grande homem


Professor; Doutor; Irmão Paulo Machado da Costa e Silva.
Sua história se mistura tanto com a história da cidade pela sua ativa presença publica, quanto na história da Unificação da OFS. Unificação esta que tanto representa para a vida de nossa tão amada OFS.
Com sua simplicidade sempre se fez presente “cumprindo fielmente as obrigações que lhe eram próprias de sua condição” (Rg 2,10)”. Com sua simplicidade e seu sorriso que lhe é típico comenta a exigência da juventude franciscana de sua presença nos encontros da JUFRA.
Nascido em Petrópolis aos 17 de maio de 1917, primogênito de 9 filhos de Iria Maciel e José Machado da Costa e Silva fez seus estudos em Petrópolis, e aos 12 anos foi para o Seminário de Azambuja, em Santa Catarina, seguindo para São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, onde estudou Filosofia e Teologia. Iniciou sua carreira de professor no Colégio Marista em Porto Alegre e retornou em 1942, instalando-se em Cantagalo-RJ, onde conheceu Waldemira, com quem se casou em 24-06-44 já em Petrópolis, onde se estabeleceu profissionalmente. A família foi abençoada com 7 filhos: Elza, Sebastião e Wilson já falecidos, e ainda Iria, Paulo Antônio, Alzira e Ilka. Foi professor de Português, Latim, Francês e História em diversos colégios particulares e públicos em Petrópolis, bacharelou-se em Direito pela 1ª turma da Universidade Católica de Petrópolis em 1958, lecionou Direito Romano na PUC do Rio de Janeiro e na Universidade Católica de Petrópolis. 
Para sustentar e manter sua família, ele testemunha que dava aulas particulares fora de seu horário normal de trabalho chegando normalmente após as 22:00hs em casa, sendo recebido pela sua saudosa esposa com um beijo, um prato de comida quentinho para em seguida, começar seus trabalhos para a revista Paz e Bem, e ainda arrumava um tempo para estar sempre disponível aos esforços de nosso tão amado de saudosa memória Frei Mateus Hoepers em seu objetivo de estudar tudo sobre a Ordem e preparar para a Unificação das Obediências em uma única e, constituir os conselhos de nível Nacional, Regional e Local que teve sua conclusão em 1972.
  Trabalhou incansávelmente na elaboração de nossa atual regra, detalhe importante é que, em um tempo que não tinha os meios de comunicação de hoje, estava sendo elaborado por Irmãos de todos os países demandando diversas reuniões para conciliar os textos de cada irmão e debater as discordâncias. A nossa Regra reformada teve sua aprovação pelo Papa Paulo VI aos 24 de Junho de 1978. O Papa João Paulo II nos exorta: “amai, estudai e vivei, esta nova Regra”.

Fonte: diariodepetropolis.com.br/
                                                                                                                        www.ofs.org.br 

ORAÇÃO VOCACIONAL FRANCISCANA

Senhor, que queres que eu faça?
Coloco-me diante de ti, com a mesma pergunta de São Francisco de Assis. Como ele, desejo ser simples, humilde, irmão de toda criatura. Hoje, venho louvar-te pela natureza toda, o sol, as plantas, a água, as aves, os animais, o homem, sinais de tua presença e de tua bondade imensa.
Quero ser um instrumento em tuas mãos para transmitir a Paz neste mundo cheio de guerras e semear o Bem onde há tanto ódio. Ilumina-me, Senhor, para que eu possa escolher o caminho que apontas para mim.
Que saiba descobrir qual a minha vocação. Que consiga realizar em minha vida a tua Santíssima vontade. Que possa imitar o Cristo, seguindo os passos de São Francisco de Assis.
Amém!

sábado, 6 de maio de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 06 DE MAIO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS
RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
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Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano VIII  MAIO DE 2017 -  Nº  11

SANTA CLARA DE ASSIS

                                     Frei Hugo D. Baggio,OFM

SÊ BENVINDA,  IRMA MORTE

Uma vez florida, a rosa se desfolhará. Uma vez nascido, tem o homem a certeza de uma coisa: a morte. E diante desta certeza tremem uns, rejubilam outros. Porque a morte é um reflexo da vida. Onze de agosto de 1253. Numa pobre cela do conventinho de São Damião, sobre um punhado de palhas, jaz soror Clara. A doença dos últimos me­ses deixou-lhe o rosto pálido e macilento. As penitências extenuaram-lhe o corpo, reduzindo-o a um aspecto de cadáver.
Só os olhos, aqueles profundos e límpidos olhos escuros, ainda brilham, parecendo concen­trar em si a grande alma de soror Clara.
Ela sabe, a morte está próxima, mas sorri fe­liz. Exulta, porque nas asas da morte irá ao reino da luz, ao encontro do seu Senhor Jesus Cristo, de seu pai São Francisco.
Ao redor estão as irmãs, chorando em altas vozes. Ela as olha uma a uma, demoradamente. Ali estão: soror Pacífica, Benvinda, Filipa, Inês, Egidia, Cristina. . . de todas recorda o momento em que vieram abrigar-se à sua sombra. A todas qui­sera dizer uma palavra, mas as forças não o per­mitem.
Dos lábios já descorados deixa partir a sua bênção que cai como um bálsamo sobre o coração despedaçado das irmãs ante a iminência da sepa­ração:
—  O Senhor vos abençoe e vos guarde, mos­tre a sua face e se compadeça de vós...   ele vos dê a sua paz, amadas filhas e irmãs...  a vós e a todas  quantas  entrarem  em  nossa  Ordem..."
E nesta hora extrema guarda uma palavra para a sua alma que canta jubilosa a libertação: "Vai segura, minha alma, que bom guia tens para o ca­minho. .. O Senhor que te criou e santificou, ama-te com amor eternecido de mãe..."
E como a vela que tremeluz e vai se extin­guindo, assim foge lentamente a alma daquele santo corpo. Nada de convulsões. A morte de so­ror Clara é a última estrofe de um poema vivido à luz do amor.
E como o sol, antes de ocultar-se atrás dos montes, lança um derradeiro feixe de luz, assim balbucia soror Clara sua derradeira prece:
—   Bendito  sejais,  meu  Deus,  por  me  haver­des criado!
E soror Clara fecha os olhos às trevas deste mundo, para abri-los na luz resplandecente da eternidade. Vivera amando e amando morria... e neste amor buscava a glória no vôo leve das al­mas puras.
Sobre o pobre catre o seu corpo extenuado. No ar perfumado de lírios, paira como uma canção, que jamais se apagará:
Bendito sejais, meu Deus, por me haverdes criado!

BENDITO  SEJAIS,  MEU  DEUS...

— Bendito sejais, meu Deus, porque me crias­tes!
Com estas palavras soror Clara de Assis se despedia da terra e saudava a eternidade. Olhan­do num relance a vida que vivera, encheu-se de gratidão.
Mas o que foi para ela a vida? E diante de sua mente desfilaram os acontecimentos... Com 18 anos, na idade dos grandes sonhos, na capelinha de Nossa Senhora dos Anjos, correu uma cortina sobre o mundo e desposou-se com a Pobreza.
Encerrou-se nos muros do conventinho de São Damião, cuja única riqueza era o não ter nada. E ali vivera sob a orientação de Frei Francisco... depois Frei Francisco voara ao céu. E já haviam decorrido 42 anos desde o momento em que trans­pôs as portas de São Damião...
E ali vivera, não a vida pacata e forçada de uma desenganada, mas a vida cônscia e espinho­sa de uma idealista. Dia a dia, tomava sobre si a cruz, sem jamais fraquejar, sem jamais deixar de sorrir.
E agora que a morte ali estava, seus membros fracos e seu corpo extenuado falavam bem alto do que lhe fora a vida. No entanto, de seus lábios descorados  e  moribundos  brota  um  hino  de  gra­tidão:
—  Bendito sejais, meu Deus, porque me crias­tes!
Hino magnífico de uma alma que compreen­deu o sentido da vida e viveu-a na plenitude. Pela penitência compra-se a paz da eternidade, onde os espinhos da vida se cobrem de flores.
Sabe morrer quem viver soube. Para este a morte não é o instante pavoroso, o salto no vácuo, o passo no desconhecido, mas o instante libertador, a porta aberta para a felicidade.
E somente assim se compreende como São Francisco, diante da morte, cantou: — Louvado   sejais, meu Senhor, pela   nossa irmã a morte corporal, à qual nenhum homem vi­vente pode escapar!
Outra não é a atitude de soror Clara, a filha espiritual, a plantinha de São Francisco: agradece
a vida que lhe alcançou a eternidade e saúda a morte que a levará a esta eternidade. Por isso:
—  Bendito sejais, meu Deus, porque me crias­tes!
Por isso, a Igreja se une ao regozijo de Clara e convida os fiéis a cantarem:
"Regozija-te, ó Santa Igreja Romana! Clara é tua filha, Clara é a tua honra. Regozija-te, piedosa assembleia dos fiéis! Aquela que era tua irmã, tua companheira, deu entrada na corte celeste. Regozijai-vos, Anjos e Santos do Paraíso! Uma nova es­posa é admitida às núpcias do Cordeiro".
­PARADOXO

O peregrino levado pela piedade ou o arqueó­logo levado pelo estudo que buscam Assis debal­de procurarão o palácio fortificado de Sasso-Rosso, onde nasceu, um dia, Clara. De suas possantes mu­ralhas, de suas torres ameaçadoras, de suas pon­tes e de seus fossos, talvez algumas ruínas ene­grecidas pelo tempo...
Quem recordará o nome daqueles homens am­biciosos e sanguinários que desciam o caminho do castelo em busca de aventuras? Onde está o ouro que amontoaram e as riquezas que acumu­laram em suas arcas? Onde estão as reluzentes ar­maduras e as espadas assassinas, não raro tintas com o sangue de um inocente?
Dos grandes senhores que habitaram este so­lar, talvez um nome apenas, em alguma árvore genealógica... Sua gloriosa linhagem extinguiu-se. Venceram inimigos, conquistaram fortalezas, colhe­ram trofeus, mas não venceram o tempo que os destruiu. Buscaram a glória e o silêncio os en­volveu . ..
Mas não fique o peregrino piedoso nem o ar­queólogo estudioso a meditar sobre estas ruínas silenciosas ainda que eloquentes. Siga ' adiante. Tome o caminho que leva à Porciúncula, a igre­jinha de Santa Maria dos Anjos, a cuja sombra Francisco cantou o seu último hino acompanhado pelas irmãs cotovias.
Em meio caminho, circundado de ciprestes e olivais de folhas prateadas, ergue-se um pequeno edifício de paredes denegridas. Uma capela pe­quenina e simples, um pobre refeitório, algumas celas acanhadas e sem móveis, um pequeno jardinzinho cercado por altos muros: eis o conventinho de São Damião.
Ali está ele, pequenino e frágil, levando sobre si o peso de sete séculos. Nele se entra com o res­peito dos grandes santuários, porque os mistérios de Deus parecem pairar dentro dele.
Cada pedra lembra uma daquelas heróicas mulheres que, sob a direção de soror Clara, vive­ram a gloriosa epopeia dos primeiros dias de São Damião. Cada canto lembra uma vida vivida na sua plenitude, porque vivificada por um ideal. Clara de Assis com aquele punhado de nobres e bravas donzelas, fugiu do mundo, buscou o silêncio.
E no entretanto, setecentos anos depois, ain­da ressoam seus nomes pelo orbe todo, ainda se lêem com emoção, e suas figuras refulgem na luz dos templos cristãos.
Clara, que renunciou à família para dar-se a Deus, é hoje chamada com o nome de mãe por milhares de almas que, em todo o mundo, lhe se­guiram e lhe seguem a senda luminosa e com igual ardor revivem-lhe o ideal.
Paradoxo!
Os  que  buscaram  a  glória  encontraram  o  silêncio. Os que buscaram o silêncio encontraram .a glória.
Mais uma vez a história comprovou eloquen­temente as palavras de Jesus:
— Quem se humilha será exaltado, quem se exalta será humilhado!

Continua no informativo – Ano VIII -            JUNHO DE 2017  -  Nº  12

OFS  DE  PETRÓPOLIS
SAÚDA  À TODAS  AS  MÃES, PARABÉNS




ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE ABRIL DE 2017
V. O CARÁTER CELEBRATIVO DO CAPÍTULO
1. Francisco e os Capítulos
Para São Francisco os capítulos tinham uma importância muito grande na vida dos frades. Eram reuniões de irmãos em nome do Senhor. Constituíam verdadeiras celebrações da vida em Fraternidade animada pelo Espírito Santo.
Na Regra não bulada Francisco pede que os frades se reunam em capítulo para tratarem das coisas que se referem a Deus (Cap. 18). Segundo Santa Clara, o capítulo serve para que todas as irmãs sejam con­sultadas a respeito de tudo o que é útil e bom para o convento; pois muitas vezes o Senhor revela, justamente aos menores, o que é melhor (cf. Regra, Cap. 4, 16). Se consultarmos os Escritos de São Francisco e as suas biografias, percebemos que o capítulo era um encontro dos ir­mãos em diversos níveis, onde se tratava da vida espiritual dos irmãos.
Poderíamos apontar alguns elementos: a proclamação da palavra de Deus; a pregação; exortações e admoestações para uma melhor vivên­cia da Regra; promulgação de leis; eleições dos ministros; partilha; revisão de vida e confissão das próprias culpas; oração em comum; confraternização; envio de missionários; conforto mútuo, e assim por diante.

2. As Fraternidades hoje e os Capítulos
Também as nossas Fraternidades hoje têm dois tipos de encontros. São as simples reuniões de cultivo fraterno, onde deveria haver sempre o momento de aprofundamento na forma de vida a partir do Evangelho, um momento de oração como resposta à palavra de Deus e um momento de confraternização.
Depois, temos as assembleias ou capítulos, sejam eles eletivos ou não. O capítulo distingue-se pela participação de todos na busca do bem-estar da Fraternidade. São reuniões, onde todos os irmãos e irmãs são chamados a se manifestarem, deliberando, decidindo, sugerindo ou votando.
Nossas fraternidades possuem uma organização piramidal. A pri­meira instância de sua organização e governo está na própria Fraterni­dade. Temos primeiramente o capítulo ou assembleia, depois, o Conse­lho e, finalmente, o Ministro. A Fraternidade toda deveria ser frequen­temente convocada para deliberar sobre o planejamento da formação, sobre a dinâmica das reuniões, para analisar o desempenho do governo da Fraternidade, para ajudar na formação dos irmãos e irmãs, para deli­berar sobre o apostolado e a vida em fraternidade. E, oportunamente, para as eleições.

3. O caráter celebrativo do capítulo
Os capítulos da Fraternidade não constituem uma assembleia qual­quer de âmbito civil ou profano. O capítulo constitui uma celebração. E "celebrar é tornar presente".
Tornar presente o quê?
Primeiramente, a assembleia capitular torna presente o próprio Cris­to: Jesus Cristo que ensina, Jesus Cristo que serve, Jesus Cristo que reza. O capítulo reúne-se em nome do Senhor. O Senhor torna-se pre­sente na própria Fraternidade.
Além disso, a assembleia capitular evoca a Igreja e a torna presente. Constitui a Igreja reunida na fé, na esperança e na caridade. É Jesus Cristo presente, onde se encontram duas ou mais pessoas em seu nome.
Por isso, os elementos de um capítulo são: a proclamação da Palavra de Deus, que ilumina os temas a serem deliberados; a oração; a busca do que é melhor para a vida da Fraternidade.
O capítulo será celebrado sempre numa atitude de conversão, pois busca-se maior perfeição da vivência da Regra em Fraternidade. No capítulo devem ser excluídos os interesses pessoais, a luta pelo poder. Tudo será feito, a exemplo de Jesus Cristo, em espírito de serviço.

                                                            Livro: A Vida em Fraternidade 

Eucaristia

É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. Ele encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

A força da cruz


A cruz é poderosa e tem força de vitória. Sim, nela, temos salvação e vida. Quem nela permanecer terá a vida do Evangelho, a vida de Cristo neste mundo e, a vida eterna. A cruz tem, dá, traz e oferece a vida de Cristo. Quem vive dela, quem vive o mistério da cruz, terá sua vida revestida de Cristo, por dentro e por fora. Estes somos nós, os batizados, como afirma São Paulo: “pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo” (Gl 3,27).
Muitas pessoas gostam de levar uma cruz, pendurada no pescoço; outros a têm em casa, nos seus espaços de vida. Óbvio, não deve ser só mais um pendurico. Deve ser, isto sim, sinal da vida de Cristo abraçada; deve ser sinal do mergulho na vida ressuscitada de Cristo.
A cruz dá conforto, segurança, proteção, força, companhia – ela é companheira de vida. Mas, o que é a cruz? Quem é, quando falamos em “força da cruz”? É Aquele que padeceu a morte na cruz, por amor a nós, em Sua obediência ao Pai; é Aquele que se entregou por nós e que ressuscitou dos mortos, vencendo a morte, matando a morte, na Sua morte. Cruz é, ainda, a vida entregue de Cristo. É o símbolo do próprio Cristo, “que se humilhou por nós, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). É, por isso, toda a vida de Jesus Cristo, vida entregue, vida ressuscitada e exaltada pelo Pai (Fl 2,9). Aquele que morreu na cruz destruiu a nossa morte e, ressurgindo, restaurou a nossa vida (SC 5). Ela é o patíbulo donde pendeu a salvação do mundo. É mistério, é o jeito de Deus ser, é a força de Deus, que aos nossos olhos é fraqueza (2Cor 12,10).
Quando a Cruz é força? O Autor sagrado da carta aos Hebreus nos ajuda: “Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem” (Hb 5,8-9). Então, ela é força na sua vida, se e quando você obedece ao Filho de Deus. Vivendo no seguimento do Senhor Jesus, fazendo o que Ele diz, buscando ser como Ele, trazendo dentro os Seus sentimentos e pensamentos, você escolhe a cruz como sua força e companheira de vida, você escolhe deixar que a cruz de Cristo salve você. Ela não é algo mágico. É a vida doada de Cristo – em perfeita obediência ao Pai –, que pede para fazer a mesma coisa (Lc 22, 42)

Extraido de: formacao.cancaonova.com/igreja/catequese


Deus busca verdadeiros adoradores


“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.” (Jo 4,23)
Durante a vida na terra, Jesus enfatizou a adoração a Deus vivo, seja na sinagoga ou na encosta da montanha. Quantas e quantas vezes o Senhor ia se encontrar com Seu Pai, em oração, no silêncio? 
Devemos buscar a adoração para crescer na intimidade com Deus. Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram o Pai “em espírito e em verdade”.
Muita gente acha que adorar é só cantar, ou rezar os salmos… mas vai muito além disso, é mais profundo do que isso. É um encontro único com o Todo poderoso. Quando amamos verdadeiramente, não nos afastamos de jeito nenhum da pessoa amada. Assim também temos que fazer com o Pai, que nos ama de forma única. Nossa Senhora é um grande exemplo de adoradora; ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor!”.
 A adoração causa um efeito de transformação pessoal em nós. É impossível permanecer prostrado em adoração diante de Jesus Eucarístico e ficar a mesma pessoa.

http://blog.cancaonova.com/seguidoresdocaminho/2010/12/02/deus-busca-verdadeiros-adoradores/