sexta-feira, 21 de julho de 2017

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE JULHO DE 2017

FREI MATHEUS HOEPERS


Nascido em 31 de Outubro de 1898 em São Martinho do Capivarí, SC. Filho de Henrique Hoepers e Catarina Arns, foi Batisado com o nome de Leonardo.
Em 20 de maio de 1908 entrou para o Seminário Franciscano de Blumenau e em 17 de janeiro de 1915 recebe o Habito Franciscano e inicia o noviciado. 1º de novembro de 1919 fez a profissão solene , 6 de março de 1921: ordenação Sacerdotal, em Petrópolis e sua 1ª missa em Forquilinha aos 19 de março de 1921.
Em 21 de janeiro de 1945, após uma intensa vida de dedicação aos estudos e trabalhos, sempre obediente à muitas transferências, retorna à Petrópolis como:  Guardião; professor de Teologia; prefeito de estudos; diretor da Ordem Terceira (hoje OFS); e responsável pela Ação Católica.
Dentre a grande cooperação que o nosso saudoso Frei Matheus nos deixou por herança, viemos compartilhar este tesouro extraído do livro elaborado por ele para formação dos Franciscanos Seculares daquele tempo e nosso.

HISTÓRIA DA SALVAÇÃO DEPOIS DE JESUS CRISTO

Todos os quatro Evangelhos terminam com os misté­rios da Páscoa cristã: A Paixão e Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus. Por estes mistérios Jesus se tornou o Cristo Redentor, merecendo e consumando a salvação do mundo. Como no Antigo Testamento o Sangue do Cordeiro Pascal libertou da morte os primogênitos de Israel no Egito, assim agora o Sangue do Cordeiro de Deus salva a humanidade da morte do pecado e não só salva da morte, ele faz participar a todos de sua vida e de sua glória. A comunhão de vida entre Cristo e os cristãos é tão completa que S. Paulo pode escrever aos Efésios (2,6) que «Deus nos sentou nos céus em Cristo Jesus».
  Para os homens poderem realmente participar em toda a riqueza da Salvação de Cristo, é condição que n'Ele estejam incorporados pela fé e pelo batismo  (Rom. 6). Por isso o ato final de Cristo Ressus­citado antes de despedir-se da terra foi enviar os apósto­los para anunciarem o Evangelho a todos os povos (Mt 28,18-20), fazendo-os discípulos seus e batizando-os  em  nome  do  Pai  e  do  Filho  e  do  Espírito Santo».
  Para o cumprimento desta missão Jesus envia do céu o Espírito Santo. Este é chama  do Espírito de Jesus (At 16,6-7). O assunto principal do Livro dos Atos dos Após­tolos é mostrar como o Espírito desceu sobre a Igreja, como Ele inspira os atos de Pedro e dos outros Apósto­los e depois de Paulo e dos diversos discípulos, ao pro­pagarem o Evangelho de Cristo. Deste modo a fé em Jesus Cristo  se  difundiu  a todas  as  regiões  mediterrâ­neas da Ásia, da Europa e da África.
  A mensagem evangélica era essencialmente universal (católica), isto é,  destinada a todos os povos da terra.
  Paulo travou uma luta tremenda contra os judaizantes que pretendiam submeter os pagãos a todas as exigências da lei mosaica. Isto teria transformado o cristianismo numa  insignificante  seita  do  judaísmo.  Mas  o   Espírito Santo vigiou pela obra de Cristo no mundo. Os Apósto­los, reunidos em Concílio, tomaram a defesa da tese de S. Paulo, Apóstolo das gentes. Eles decidiram: Para ser incorporado no novo Povo de Deus, basta aderir a Cristo pela fé e pelo batismo. Ao mesmo tempo tomaram algumas medidas disciplinares pelo bom entendimento entre os cristãos de origem pagã e os de origem judaica.
  Todos os homens são chamados a participar na mesma santidade evangélica, transmitida ao mundo pelos Após­tolos segundo a vontade de Cristo. Por isso,  a Igreja é católica, isto é, universal. Ela é una, santa e apostólica. Isto, porém, não impede que haja uma certa variedade de acordo com as diferenças existentes entre os diversos povos. O cristianismo de fato se desenvolveu conforme o gênio das nacionalidades que o acolheram.
Em toda parte surgiram santos, inspirados pelo Espírito Santo, que promoveram escolas de vida cristã. Também São Francisco no século XIII pelo exemplo e pela sua pregação se tornou o pai de uma espiritualidade, cha­mada por nós «evangélico-franciscana». Ela ainda sem­pre empolga milhares de cristãos para levá-los à união íntima com Jesus Cristo, dentro da Igreja católica.
  Todavia, no decorrer dos séculos, infelizmente, as ri­validades humanas,  os nacionalismos e diversas incompreensões trouxeram dissensões e divisões à grande fa­mília   cristã.   Houve   a   separação   de  vastos   grupos  da comunhão e da unidade católica. Entre os séculos V e X deu-se a dolorosa cisão entre as Igrejas do Oriente e as Igrejas de Roma. De consequências mais  profundas ainda foi a reforma  protestante  no  século  XVI.  Lutero, Calvino, Zwinglio encabeçaram um movimento de aberta revolta  contra  a  Igreja  católica  e  levaram  à  separação várias regiões da Europa. Inúmeras denominações cristãs, então se for­maram pelo protesto contra a autoridade da Igreja.
De outro lado o Concílio de Trento promoveu a verda­deira reforma, esclarecendo a doutrina de fé segundo as fontes da revelação. E muitos santos pelos seus exem­plos e pela sua pregação deram um novo impulso à vida cristã.
   Hoje vivemos  numa  era  nova  de  esperança  que  se restabeleça  unidade  e  união  entre  as  partes separadas do cristianismo. A oração de Cristo ao Pai na despedida do  cenáculo,  antes  da  Paixão,   «para  que  todos  sejam um»  (Jo 17,2,) é a senha do movimento que chamamos ecumenismo (= universalismo). Pois todos os que seria­mente querem ser cristãos sentem como um escândalo esta separação das diversas igrejas. Nas missões, entre os pagãos, elas apresentavam os mesmos Evangelhos, mas se combatiam mutuamente entre si. O movimento ecumênico agora deseja uma Igreja de Deus una e visí­vel, verdadeiramente universal e enviada ao mundo in­teiro. Trata-se, sobretudo, da unidade na fé e nos sacra­mentos e não de uma uniformização na disciplina e nos ritos. Todos procuram descobrir o que há de comum e de igual entre as diversas confissões cristãs e sobretudo se sentem responsáveis pelo cumprimento do manda­mento principal de Cristo: Amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei.
 O Concílio Vaticano II representa um grande esforço da Igreja para realizar ao máximo a missão que Cristo lhe confiou em relação a todos os homens. «Fazei discí­pulos meus todos os povos!» Que responsabilidade! E Cristo ainda promete para isso estar conosco até a con­sumação do mundo. Mas, na realidade, a Igreja ainda continua um pequeno rebanho (Lc 12,32) no meio de povos muito pouco cristianizados.
Cristo, entretanto, quer realizar a sua obra por intermé­dio dos cristãos. Enquanto estes não viverem o Evange­lho, os pagãos não poderão ser evangelizados. É para nós uma grave advertência a palavra de Gandhi de que os Evangelhos eram admiráveis e perfeitos, mas que estavam sendo pouco observados pelos cristãos. Podemos, pois, compreender a importância e a respon­sabilidade do compromisso da Ordem Franciscana Se­cular de viver no meio do mundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Frei Matheus hoepers
Livro: Roteiro de Formação dos
Franciscanos Seculares do Brasil.
1973
 
 Dia dos Avós. Dia de Sant'Ana e São Joaquim

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant'Ana.

Em hebraico, Ana exprime "graça"e Joaquim equivale a "Javé prepara ou fotalece "
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant'Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. 
Sant'Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.
O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant'Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça.
A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José. A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.

                                   São Joaquim e Sant’Ana, Rogai por nós!
Fonte: Site Canção Nova!


Consagração pessoal ao Coração Imaculado de Maria
(oração escrita por Ir. Lúcia)

Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vosso Coração Imaculado nos consagramos, em ato de entrega total ao Senhor. Por Vós seremos levados a Cristo. Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai.
Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia que Jesus Cristo é o enviado do Pai.
Com Ele queremos levar o Amor e a Salvação até os confins do mundo.
Sob a proteção do Vosso Coração Imaculado seremos um só povo com Cristo. Seremos testemunhas da Sua ressurreição. Por Ele seremos levados ao Pai, para glória da Santíssima Trindade, a Quem adoramos, louvamos e bendizemos.
 Amém.


domingo, 16 de julho de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 01 DE JULHO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus


INFORMATIVO
Ano IX  JULHO DE 2017 -  Nº  01

SANTO ANTONIO

                                                                                 Frei Hugo D. Baggio,OFM

3 — DOM FERNANDO

    Nestas lutas da juventude conta-se que, certo dia, quando a tentação recrudesceu, o jovem Fernando fez uma cruz na parede dura do coro da ca­tedral e fê-la com tanto vigor e tanta fé, que a pedra cedeu e lá ficou o sinal da cruz, até hoje, atestando a energia de Fernando e o poder do si­nal da cruz. É um episódio que revela a luta do jovem, mas igualmente sua determinação. Diz um seu biógrafo: "O certo é que aquilo foi tormen­ta angustiosa e dura. Não se tratava apenas do na­tural rebentar de uma juventude exuberante dentro da cândida inocência toda ela agarrada às certe­zas do dever. Outra coisa devia ter acirrado a luta muito mais. Aquele mundo de Lisboa, no que diz respeito aos bons costumes, que conste não se as­semelhava nada a canteiro de virtudes". Jovem puro e sonhando alto, Fernando procurou um lo­cal, que ao seu ver, representava uma indicação de Deus e uma maturação humana mais completa e segura.
    Assim resolveu-se pela vida religiosa. Havia em Lisboa um mosteiro de Agostinianos chamado de S. Vicente de Fora, construído já por D. Afon­so I. Ali foi bater Fernando. E em 1210 vestiu o hábito branco dos Cônegos de S. Agostinho e começou uma nova fase de sua vida, entre estudo sério e oração, formando assim uma brilhante inteligência e uma profunda espiritualidade que lhe serviriam de suporte para toda sua atividade pos­terior. Melhor lugar não poderia ter escolhido pa­ra encher seus alforjes para a longa e penosa ca­minhada que o Senhor lhe reservava, mas que se­ria também cheia de sucessos espirituais.
    Aproveitou o retiro que se lhe oferecia para mergulhar nos segredos de Deus e de sua alma, celebrando o ofício divino e cultivando as letras sagradas, como mandavam as Regras de S. Agos­tinho. Mas não era para Fernando, ainda, o lugar suficientemente retirado, como sonhara. . .

4 — MUDANÇA PARA COIMBRA

    Apesar dos esforços, não conseguia Fernando a concentração que buscava. Em torno do Mostei­ro a cidade de Lisboa cheia de recordações para ele, com seus barulhos entrando pelas janelas, ain­da que gradeadas. Os parentes a procurá-lo mui­tas vezes para matar as saudades que deixara. Os amigos a buscá-lo para um conselho ou para re­viver momentos de outrora de uma vida que o gesto de Fernando cortara. E com os amigos, as novidades e com as novidades as distrações que lhe desinquietavam o coração que ele tentava, a conselho de seu pai S. Agostinho, fazê-lo repousar só em Deus.
    Daí uma resolução heróica: deixar a terra na­tal. Completar a renúncia. Buscar outras terras. Lá em Coimbra, naquele tempo longe de Lisboa, havia o Mosteiro de S. Cruz, igualmente da Ordem Agostiniana, que gozava fama de virtudes e serie­dade nos estudos, além de um grupo de homens escolhidos, em santidade e ciência, que lhe povoa­vam os claustros. Fernando pediu transferência para este local. Recebeu-a e lá chegou em 1212, iniciando uma fase muito rica para sua formação e maturação espiritual e intelectual. Como diz um Autor: ali se fez santo e daí saiu doutor. Foi o armazenar para as horas de Deus, quando na Itá­lia e na França, mais tarde, a Igreja precisada a ele recorreu. Será só abrir as comportas e derra­mar sobre o povo de Deus o que em Santa Cruz de Coimbra bebera, no silêncio, no estudo e na oração.
    Entrou ali em contacto profundo com a Bí­blia, os Santos Padres, os escritores latinos da an­tiguidade, a teologia e a filosofia, disciplinas estas que o punham igualmente em contacto com os pen­sadores de todos os tempos. Neste universo mara­vilhoso, Fernando, trabalhou e labutou por nove anos, no fim dos quais era doutor consumado nas ciências divinas e humanas. Por isso, torna-se ao lado de um grande santo, um grande representante da cultura de seu século.

5 — O PADRE  D. FERNANDO

    Como Cônego da Ordem de S. Agostinho, Fer­nando recebeu antes do nome o título de Dom, que é uma abreviação da palavra latina "domi-nus", senhor, título que traduz respeito e posição social. Entrando na vida religiosa, consagrou-se a Deus, através dos votos religiosos de pobreza, obediência e castidade, pelos quais o homem tenta servir a Deus e ao próximo de uma forma desapegada e numa'entrega mais totalizante.
    Além de religioso, Fernando desejava também o sacerdócio. Por isso, durante longos anos entre­gou-se a um estudo sério e profundo, a fim de sentir-se maduro no espírito para ser orientador de almas, maduro na inteligência e nos conhecimen­tos, a fim de ser guia de outros, maduro psicologi­camente, a fim de poder ser apoio e esteio para to­dos quantos o procurassem. Quando terminou seus estudos e tinha a idade exigida pela Igreja foi pro­movido ao sacerdócio. Isto deve ter acontecido pelos fins de 1219 ou começos de 1220. Tam­bém nesta data, como em outras de sua vida, não concordam os historiadores. Mas tudo leva a crer que não foi antes nem depois. Sem dúvida, uma fase nova em sua existência, com exigências novas, com experiências diferentes, com contactos até ago­ra desconhecidos. Ainda que vivendo num Mos­teiro, de disciplina bastante fechada, o Padre Dom Fernando foi posto em contacto com o povo de Deus, a quem começou ministrar a Palavra de Deus, que maturara nos longos silêncios e penosos estu­dos. O público se lhe tornou logo um lugar de fundos apelos para seu zelo, como de forte chama­mento para os ouvintes.
    Justamente, nesta altura da história, chegavam a Coimbra as notícias de acontecimentos que se sucediam em Assis, numa cidadezinha da Itália, cujo protagonista principal era o filho de um rico mercador, tal como D. Fernando: Francisco Ber-nardone, mais conhecido já como Francisco de Assis. Este homem chegaria a influenciar a vida de D. Fernando. . .

Continua no informativo – Ano IX -            AGOSTO DE 2017  -  Nº  02

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE JULHO


l —  S. Teodorico Emdem, 1ª Ordem, mártir em Gorkum
2 — S. Jerônimo de Werten, 1ª Ordem,  mártir em Gorkum
3 — B. Carmelo Volta, 1ª Ordem, mártir.
4 — S. Isabel, Rainha de Portugal, 3ª Ordem
5 — B. Francisco  Fogolla, 1ª Ordem, mártir  da China.
6 — B. Antonino Fantosati, 1ª Ordem, mártir da China
7 — B. Manuel Ruiz  1ª Ordem, mártir
8 — B. Gregório Grassi, 1ª Ordem, mártir da China. 
9 — S.Nicolau Pick, 1ª Ordem, mártir em Gorkum.
10 — S. Verônica Giuliani, 2ª Ordem.
11 — S. João Wall, 1ª Ordem, mártir.
12 — S. João Jones, 1ª Ordem, mártir.
13 — B. Angelina  de   Marsciano, 3ª Ordem.
14 — S. Francisco   Solano,  1ª Ordem.
15 — S. Boaventura de Bagnoregio, 1ª Ordem.
16 — ANIVERSÁRIO    DA    CANONIZAÇÃO   DE S. FRANCISCO DE ASSIS
17 — S. Maria Madalena Postel,  3ª Ordem.
18 — B. Simão de Lipnica, 1ª Ordem.
19 — B. Nicanor  Ascanio, 1ª Ordem, mártir.
20 — B. Nicolau Maria Alberca e Torres, 1ª Ordem, mártir.
21 — S. Lourenço de Brindes, 1ª Ordem.
22 — B. Cunegundes, Rainha da Polônia, 2ª Ordem.
23 — S. Brigida da Suécia, 3ª Ordem.
24 — B. Luísa de  Saboia, 2ª Ordem.
25 — B. Pedro de Mogliano, 1ª Ordem.
26 — B. Arcângelo   de   Calatafini, 1ª Ordem.
27 — B. Maria  Madalena  Martinengo, 2ª Ordem.
28 — B. Matia de Nazarei, 2ª Ordem.
29 — B. Novelone de Faenza, 3ª Ordem.
30 — S. Leopoldo  Mandic, 1ª Ordem.
31  —B. Pedro Soler, 1ª Ordem, mártir.Gorkum.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM IN FORMATIVO DE JUNHO DE 2017

FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DE PETRÓPOLIS

120 ANOS DE HISTÓRIA


   A Ordem Terceira de São Francisco de Assis, de Petrópolis, foi fundada em 30 de maio de 1897, pouco mais de um ano depois da chegada dos primeiros Frades Franciscanos, ocorrida a 16 de janeiro de 1896. Ela tinha como orago o Sagrado coração de Jesus, bem como o tem até hoje.
   Frei Ciríaco Hielscher, OFM, foi o fundador e primeiro diretor da OFS. Ele foi também o primeiro Superior desses Frades alemães, que foram chamados pelo Internúncio da Santa Sé para darem assistência religiosa e ajuda aos descendentes dos colonizadores alemães, vindos em 1845.
   Nesta Fraternidade local da OFS, a Frei Ciríaco , até o presente , seguiram- se 13 Diretores, depois 04 Comissários e 12 Assistentes espirituais.
   Coube ao sétimo Diretor , Frei Donato Buecker, em 1928, promover a compra da atual sede da Fraternidade, com a colaboração dos nossos primeiros irmãos desta Fraternidade, situada à rua Frei Luís, 26.
  O primeiro ministro da diretoria dos Irmãos terceiros foi Pedro Delvaux, hábil mestre de obras. Depois,  sucederam-lhe mais 15 presidentes ou ministros até 1961, bem como a diretoria das irmãs que teve como primeira presidente a irmã Cecília Dederichs, em 1902, quando as duas sessões da fraternidade, a dos irmãos e a das irmãs, se uniram e passaram a ter um  conselho único. De 1961, até o presente se alternaram Ministros e Ministras, num total de nove.         
   No mandato da ministra Maria do Carmo Almeida, em 1983, a Fraternidade adquiriu a Casa da rua Montecaseros, nº 500, e organizou-se ali a “Casa de Santa Clara”, para nossas irmãs idosas. 
   A Ordem Terceira de Petrópolis, que crescia rapidamente em número e na busca da realização dos ideais da vivência franciscana, tornou-se o principal apoio e sustentáculo dos Frades nas múltiplas realizações, em que eles se empenharam, a começar pela editora vozes, que começou funcionando, desde 1901, nas partes de baixo do convento, foi apoiada pelos irmãos e irmãs da OFS na realização da sua primeira sede própria, à rua Nunes Machado, hoje, Frei Luís. Quando os frades se empenharam em levantar um santuário de Santo Antônio com uma escola gratuita, anexa, no populoso bairro operário do Alto da Serra, novamente eles encontraram da parte da Ordem Terceira toda sorte de colaboração.   
    Concluída a construção da primeira ala do Convento, em 1897, a recém instituída Ordem Terceira tomou para si o encargo do alteamento da torre da igreja do Sagrado Coração de Jesus, de que se encarregou o irmão ministro Pedro Delvaux, realizando obra tão perfeita que resiste até hoje.  
   Graças ao trabalho organizador de vários de seus diretores, a fraternidade de Petrópolis, codificou seus usos e costumes em um livrinho(diretório), em vigor aqui e em outras províncias franciscanas até a década de 60. O manual da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, compilado por frei Mateus hoepers e publicado em 1960, foi adotado em todo o Brasil. Continha a  regra do Papa Leão XIII e as Constituições da Ordem Terceira explicada; instruções para os formandos e os professos; ritual da Ordem; devocionário franciscano e hinário da ordem. Por ele se formaram numerosos franciscanos seculares.
   Hoje, a OFS, que existe no Brasil desde fins do séc. XVI (Olinda, PE, em 1585), que entrou em decadência no final da era colonial e, sobretudo, durante o Império, voltou a crescer e a se organizar, a partir da república e, mais recentemente, desde o Concílio Vaticcano II. A fraternidade de Petrópolis sempre teve papel destacado em todos esses avanços.

Espiritualidade do Coração de Jesus 

 

1.  Uma das mais belas festas do ano litúrgico é, inegavelmente, a solenidade do Coração de Jesus. Tudo estava consumado. O Mestre já havia dado o último suspiro. As autoridades religiosas   da   época,   no   entanto,   não queriam que os corpos dos condenados ficassem na cruz porque aquele sábado era dia de grande festividade. Quebraram as pernas  dos  salteadores  que   com  Jesus tinham sido crucificados. Quando o soldado se aproximou de Jesus, vendo-o morto, não lhe quebrou as pernas, mas abriu-lhe o lado com uma lança. Entre a morte do Senhor e seu sepultamento o evangelista João quis lembrar que havia sido feita uma janela no Coração de Jesus.
2.  Do lado aberto brotaram dois filetes: um de sangue e outro de água. Desde os primeiros séculos da vida da Igreja, os Padres, grandes mestres da fé, viram na água e no sangue que jorraram do lado aberto de Jesus a imagem dos grandes sacramentos da iniciação cristã: Batismo e Eucaristia. A Igreja vive desses sacramentos. Os comentaristas de João insinuam que a Igreja nasce do lado aberto pelo soldado. Eva tinha vindo à luz da costela de Adão, do seu lado. A Igreja, a nova Eva, nasce do lado aberto do Crucificado.
3.  O lado aberto de Jesus é uma   porta      por   onde haveria   de   passar   a misericórdia salvadora do Senhor.   Quando   Jesus partisse definitivamente, voltando para o Pai, os seus haveriam de viver na Igreja. E no seio dessa Igreja seriam lavados nas fontes batismais e se alimentariam da Eucaristia. O Ressuscitado assim continuaria presente entre os seus, no coração da Igreja, no desafio da duração do tempo, no tempo da construção do Reino definitivo, reino de amor e de justiça, de amor e de paz.
4.  São Bernardo de Claraval: "Onde encontrar repouso tranquilo e firme segurança para os fracos, a não ser nas chagas do Salvador? Ali permaneço tanto mais seguro, quanto mais poderoso é ele para salvar.
O mundo se agita, o corpo dificulta, o demônio arma ciladas; não caio porque estou fundado na rocha firme. Pequei e pequei muito; a consciência abala-se, mas não se perturba porque me lembro das chagas do Senhor. Ele foi ferido por causa das nossas iniquidades".
5.  Os devotos do Coração de Jesus sabem que o Senhor é suave e seu jugo é leve.  Há tempestades na vida. Há solicitações que nos dilaceram. Há convites para aproveitar a vida. Por vezes temos a impressão que o chão foge de nossos pés.   Pecamos e pecamos insisten-temente. Ora, os que contemplam o Coração do Redentor,    a porta aberta do Coração, não se desesperam. Não duvidam da misericórdia de Deus. Provam como é doce e suave o Redentor.
6. Todos aqueles que se deixam tocar pelo mistério   e   pela   graça   de   Cristo   se comprazem em contemplar demoradamente o peito aberto do Senhor. No silêncio dos claustros, na penumbra de uma capela no centro nervoso de uma grande cidade, no meio das lutas e dos combates para tornar o mundo mais fra­terno e com as cores do Reino, todos admiram e adoram esse Coração que se vê pela chaga do peito. Todo o trabalho evan­gelizador da Igreja consiste precisamente em anunciar pela palavra e pelo testemunho as maravilhas definitivas e profundas que Deus operou em Jesus. Os que contemplam o Coração do Redentor vão pelo mundo desejando tornar o Mestre amado e conhecido. Fazem como Francisco. Vão chorando pelas ruas, dizendo: "O amor não é amado! O amor não é amado!"
7.  "Quando em mim o coração se desfalecia, conduziste-me   às   alturas   do   Rochedo" (Antífona da Solenidade do Coração de Jesus).  
     
Frei Almir Ribeiro Guimarães – OFM

                                                                        Revista Paz e Bem, Maio/ Junho de 2007


Preparação para o capitulo



Estamos nos preparando para uma nova eleição de conselho em 2018. É sempre bom recordar alguns pontos principais a respeito da OFS e, seu conselho.
No artigo 1º das nossas constituições gerais, é explicado que dentre as famílias espirituais suscitadas na Igreja, temos a família franciscana e, ocupa posição própria a OFS, que é formada pela união orgânica de todas as fraternidades católicas, cujos membros, impelidos pelo Espirito Santo, se comprometem, pela profissão, a viver o Evangelho à maneira de São Francisco, no próprio estado secular. ( cf. Regra 2). A Igreja, em virtude da pertença a mesma família espiritual, confiou o cuidado pastoral e assistência espiritual à Primeira Ordem, e à TOR.
A espiritualidade franciscana secular é um projeto de vida centrado na pessoa de Cristo e no seu seguimento, mais do que um programa detalhado a pôr em pratica.
A Fraternidade, embora, fisicamente sejam muitas espalhadas pelo mundo todo, não passa de apenas uma Fraternidade interligadas entre si. Nesta união organizada ela, necessariamente se divide em 4 níveis que são: Local, Regional, Nacional e internacional. Elas se prestam ajuda mutua sem perder sua autonomia.
A Fraternidade Local é o núcleo da Grande Fraternidade pois nela os irmãos estão mais ligados pela proximidade. A fraternidade elege um conselho de tempos em tempos afim de os membros eleitos prestarem por um período um serviço à fraternidade até uma próxima eleição que chamamos de capitulo. Necessario se faz que, cada irmão se conscientize de que, todo professo é elegível e que mediante sua profissão deve confiar em Deus que nos capacita e, nós mesmos não devemos nos omitir, buscando conhecer cada função desempenhada no conselho e em qual delas poderá se candidatar. Não devemos nos omitir e, com esta finalidade, nos próximos boletins, estaremos colocando cada função exercida no conselho para colaborar na reflexão.
Fonte: Constituições Gerais da OFS


ORAÇÃO VOCACIONAL FRANCISCANA

Senhor, que queres que eu faça?
Coloco-me diante de ti, com a mesma pergunta de São Francisco de Assis. Como ele, desejo ser simples, humilde, irmão de toda criatura. Hoje, venho louvar-te pela natureza toda, o sol, as plantas, a água, as aves, os animais, o homem, sinais de tua presença e de tua bondade imensa.
Quero ser um instrumento em tuas mãos para transmitir a Paz neste mundo cheio de guerras e semear o Bem onde há tanto ódio. Ilumina-me, Senhor, para que eu possa escolher o caminho que apontas para mim.
Que saiba descobrir qual a minha vocação. Que consiga realizar em minha vida a tua Santissima vontade.Que possa imitar o Cristo, seguindo os passos de São Francisco de Assis.
Amém!


 Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos céus,
 tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo,
 tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho do Pai eterno,
tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Vir­gem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo louvor,
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, em que se encerram todos os tesouros da sa­bedoria e ciência,
Coração de Jesus, onde habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, em que o Pai pôs toda a sua complacência,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, o desejado das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,
Coração de Jesus, riquíssimo para todos que vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade,
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, triturado de dor por causa de nossos crimes,
Coração de Jesus, obediente até à morte,
Coração de Jesus, transpassado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em vós,
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdo-ai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende pieda­de de nós.
V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
D. Oremos (breve pausa orante)
D. Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido por nossos pecados, nos concedestes infinitos tesouros de amor, fazei que lhe ofereçamos uma justa reparação, consagrando-lhe toda a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.


Consagração ao Sagrado Coração de Jesus


Eu vos consagro, Sacratíssimo Coração de Jesus, minha pes­soa e a minha vida, as ações e trabalhos, para entregar-me todo(a) a vós em vosso amor e glória. É minha firme resolução pertencer-vos inteiramente, fazer tudo por vosso amor e re­nunciar a tudo o que vos possa desagradar. Pelo que escolho a vós, Coração amabilíssimo, por único objeto do meu amor, protetor da minha vida, segurança de minha salvação e refúgio seguro na hora de minha morte. Ó Coração Sagrado, imprimi vosso puro amor tão profundamente em meu coração que nun­ca vos possa esquecer, nem separar-me de Vós. Fazei, enfim, que meu nome seja gravado em vosso Coração para sempre, pois em vosso serviço quero viver e morrer.
Amém.

 Coração Santo, Tu Reinarás

  
Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!
Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!
(Refrão)
Jesus amável, Jesus piedoso,
Pai amoroso, frágua de amor!
Aos Teus pés venho, se Tu me deixas,
Sentidas queixas, humilde expor!
(Refrão)

Divino Peito, que amor inflama
Em viva chama, de Eterna Luz!
Porque até em sempre, reconcentrada

Não adorada, Doce Jesus!
 (Refrão)