terça-feira, 16 de janeiro de 2018

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 06 DE JANEIRO DE 2018 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS


RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas

Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano IX  JANEIRO DE 2018 -  Nº  07

SANTO ANTONIO

                                                                                       Frei Hugo D. Baggio,OFM

21 — NO SUL DA FRANÇA

    Nomeado que fora mestre de Teologia pelo próprio Francisco, Frei Antônio lecionou em Bo­lonha, durante certo tempo, sem deixar de pre­gar nas redondezas. Mas, em fins de 1224 ou princípios de 1225, encontra-se no sul da França. Não sabemos, pela história, com precisão, o que o teria levado até lá. Conjecturam os historia­dores, chegando alguns a supor até maquinações do sucessor de S. Francisco, Frei Elias, que para lá o teria enviado, a fim de mante-lo longe de si, pois via nele um rival. Outros mais benignos dizem que o próprio Frei Antônio, que sempre conservara aceso o ideal missionário, se oferecera a Frei Elias para ir pregar no sul da França, re­gião muitíssimo precisada naquela oportunidade.
    Embora pátria dos trovadores e dos jograis que levaram sua poesia e sua alegria até Portu­gal e de lá para o Brasil, e também centro de cortes galantes, o sul da França tornou-se um ni­nho da heresia. Sobretudo os valdenses que por ali se haviam estabelecido, tomando a cidade de Albi como quartel-general e tornando-se conhe­cidos como albigenses. Até uma cruzada se fez necessária, movida pelo Papa. Muito sangue cor­reu, muitas mortes aconteceram, muita devastação ficou na passagem. Muito pregou o zelo e a santidade de S. Domingos de Gusmão e seus filhos, mas a tudo resistiram os hereges.
    Sabemos do amor de S. Francisco pela Pro-vença, terra de sua mãe. Gostava da língua franfran­cesa e dele se servia para louvar o Senhor e ex­pressar os momentos de júbilo que o inundavam. Sem dúvida, esta afeição à terra francesa pode ter pesado na resolução de Frei Antônio que aca­bou se instalando em Montpellier, onde, no conventinho local, ensinava teologia aos frades e se adestrava na língua provençal para poder pregar, depois. Também, aqui, os prodígios enchem os dias de Frei Antônio.

22 — DOIS FATOS EM MONTPELLIER

    Enquanto lecionava em Montpellier, um dos noviços, isto é, dos estudantes que haviam entrado na Ordem, resolveu fugir, em plena noite. Mas levou consigo o Saltério de Frei Antônio, livro dos Salmos, onde o Mestre havia feito aponta-men­tos. Quando Frei Antônio se deu conta do rou­bo, pôs-se logo em oração. Segundo os antigos biógrafos, quando o noviço passava por uma pon­te ouviu uma voz ameaçadora:
    — Volta para o convento e entrega a Frei Antônio o Saltério que lhe roubaste, caso contrá­rio, atiro-te ao rio, onde morrerás no teu pecado.
    O noviço quis resistir, mas pensou ver uma figura ameaçadora que o fez regressar ao Con­vento e restituir o Saltério. Ao que parece, vem daí a confiança que faz o povo recorrer ao Santo sempre que perde alguma coisa.
    Outro episódio vestido de maravilhoso é este: num charco, não longe do convento, as rãs coaxavam com estridência. O barulho distraía e atra­palhava os estudantes. Ao que Frei Antônio se dirigiu a elas e com a autoridade que lhe era pe­culiar, proibiu-as de coaxar, impondo-lhes silên­cio. Dizem os historiadores do Santo que, ainda hoje, as rãs deste charco são mudas, porque Frei Antônio não retirou a proibição de coaxar. ­
    Em Montpellier, viveu o ano de 1225, pas­sando, no final dele, para Tolosa, onde também fundou estudos e ministrou teologia aos frades. Ali ficou pouco tempo, pois foi chamado a ser superior do convento de Puy, em plena região da heresia. Em toda a parte, a pregação de Frei An­tônio despertava entusiasmos e provocava conver­sões. Travava verdadeiros combates para provar a autêntica doutrina, sobretudo a da presença de Cristo na Eucaristia. Assim, percorreu várias ci­dades, com seu verbo inflamado, iluminando as inteligências e restaurando a ordem religiosa e pú­blica.

23 — A PROVA DA MULA

Há um fato muito conhecido na vida de Frei Antônio que os historiadores colocam, ora acon­tecido na cidade de Rímini, ora na cidade de Tolosa. Ao que tudo indica, foi nesta última que ele se deu. Vivia ali um herege que primava por sua hostilidade contra a presença de Cristo na Eucaristia. Revoltava-se com todo ardor contra esta possibilidade e fechava-se a todo argumento, por mais sutil e convincente que fosse. Nem se­quer Frei Antônio com seus argumentos bem ali­nhavados e devastadores conseguiu fazer caminho naquela inteligência e naquele coração. Por isso recorreu a um estratagema. Disse ao herege:
        —  Se tua mula adorasse o Corpo de Cristo, acreditaria  estar  ele  verdadeiramente  presente  no Sacramento do altar, como o ensina a Igreja?

—  Num caso desses — respondeu irônico — dobrar-me-ia à evidência. E farei mais:  deixa­rei o animal dois dias sem comer.   Ao terceiro dia, aqui na praça, submeterei a mula a um teste: Eu apresentarei a ela um feixe de feno e tu apre­sentarás a Hóstia que dizes ser o Corpo de Cristo. E veremos qual a atitude do animal.
    Aceito o pacto, aguardaram o dia. Na hora marcada, todos os personagens na praça, cerca­dos pela multidão curiosa. O herege apresentou o feixe de feno à mula faminta e o frade apre­sentou a Custódia com a Hóstia. E aconteceu o prodígio: como se a mula tivera uso da razão, aproximou da Hóstia, dobrou os joelhos e ali ficou em atitude reverente. Levantou-se somente depois que Frei Antônio lhe deu ordem.
    Haviam caído as últimas resistências. O he­rege reconheceu sua obstinação nascida de um or­gulho tolo e reconheceu também que a palavra de Cristo no Evangelho: "isto é meu corpo", era uma verdade. Frei Antônio dobrara a racionalidade através da irracionalidade.   

Continua no informativo – Ano IX -            FEVEREIRO DE 2018  -  Nº  08

3.    Oração a S. Antônio para pedir serviço

Santo Antônio, em vossa vida procurastes tra­balhar sempre pela glória de Deus e pelo bem das almas. Olhai compassivo para minha necessidade. Preciso de trabalho para cumprir o mandamento do Senhor e dele preciso também para meu próprio sustento e de meus familiares. Vós que tanto po­deis junto de Deus fazei com que encontre um tra­balho digno, remune-rado, honrado, para que possa sentir a alegria de estar servindo a Deus e estar cumprindo minha obrigação para com aqueles que me foram por ele confiados. Ajudai-me, pois nes­te momento angus-tioso, vós que conhecestes o va­lor do trabalho, o sacrifício da fome, a alegria de um lar pacificado. Assim seja!

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE JANEIRO

2 — S. Martinho da Ascensão, 1ª Ordem, mártir do Japão..
4 — B. Angela de Folinho, 3ª Ordem.
5 — B. Rogério de Todi, 1ª Ordem.
6 — S. Carlos de Sezze, 1ª Ordem.
7 — B. Mateus de Agrigento, 1ª Ordem.
8 — S. Francisco Blanco,  1ª Ordem, mártir  no Japão.
9 — S. Filipe de Jesus, 1ª Ordem,mártir no Japão
10 — B. Egídio de Laurenzana, 1ª Ordem.
11  —B. Tomás de Cori, 1ª Ordem.
12 — B. Bernardo de Corleone, 1ª Ordem.
13 — S. Francisco de S. Miguel, 1ª Ordem, mártir no Japão.
14 — B. Odorico de Pordenone, 1ª Ordem.
15 — S. Berardo, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
16 — S. Pedro, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
17 — S. Acúrsio, 1ª Ordem, mártir em Marrocos

18 — S. Otão, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
19 — S. Eustóquia de Messina, 2ª Ordem.
20 — S. Adjuto, 1ª Ordem, mártir em  Marrocos
21 — B. João Baptista Triquerie, 1ª Ordem, Mártir
22 — S. Vicente Pallotti,  3ª Ordem.
23 — S. Gonçalo Garcia, 1ª Ordem, mártir no Japão
24 — B. Paula Cambara Costa, 3ª Ordem.
25 — S. Paulo Ibarki, 3ª Ordem, mártir no Japão
26 — S.Gabriel de Duisco, 3ª Ordem, mártir no Japão.
27 — S. Angela Merici, 3ª Ordem. Fundadora  das Ursulinas.
28 — S. João Kisaka, 3ª Ordem, mártir no Japão.      
29 — B. Luísa Albertoni,  3ª Ordem.
30 — S. Jacinta Marescotti, 3ª Ordem Regular.
31 — S.João Bosco, III O., Fundador dos Salesianos e das Filhas de Maria   Auxiliadora

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE DEZEMBRO DE 2017

A Verdadeira História de Papai-Noel


Pd.Paulo Ricardo de Azevedo Junior

São Nicolau, cuja memória a Igreja celebra neste dia 6 de dezembro, tornou-se conhecido por seu costume, segundo uma antiga tradição, de entregar presentes secretos aos pobres e necessitados, o que lhe valeu ser a figura hoje tão conhecida do “Papai Noel”, bastante comum nos festejos de Natal. 
Em nossos dias, porém, o mítico sobreviveu ao místico: a lenda explorada com fins comerciais acabou ofuscando a verdadeira biografia deste grande homem. Qual é, então, a sua verdadeira história?
Nicolau nasceu na antiga cidade de Pátara, território da atual Turquia, por volta do ano 270, sendo educado por uma família de pais nobres e muito virtuosos. Seu desejo de dedicar-se a Deus brotou na mais tenra idade, fazendo-o viver inteiramente devotado à Palavra de Deus, de tal maneira que, tendo herdado, com a morte dos pais, grande fortuna, fez-se apenas um administrador daqueles bens que se tornaram dos pobres.
Ao mudar-se para a cidade de Mira, onde quis viver mais secretamente, Nicolau, já muito virtuoso e de uma piedade divina, foi aclamado bispo, e logo ficou famoso tanto pelos inúmeros milagres que por ele Deus realizava quanto por sua grande caridade, da qual procediam as esmolas e os presentes “secretos” aos necessitados.
Ninguém confunda sua caridade, porém, com leniência ou complacência.
Nesse sentido, um episódio marcante de sua vida ficou registrado nas atas do Concílio de Niceia, a primeira grande reunião de bispos da Igreja Católica, ocorrida em 325. Na ocasião, os cristãos deparavam com uma grande e perigosa heresia: o arianismo, que negava a divindade de Jesus. O historiador católico Daniel-Rops relata que, quando os bispos ali reunidos ouviram “alguns fragmentos” dos escritos de Ário, “os erros mostraram-se tão patentes que uma onda de indignação sacudiu todos aqueles homens fervorosos
Um deles foi justamente o “bom velhinho”, São Nicolau: já cansado da insolência de Ário, conta-se que o corajoso bispo confrontou fisicamente o heresiarca, esbofeteando-lhe a boca.
Os prelados ao redor se assustaram e, mesmo discordando de Ário, viram-se obrigados a punir o “zelo excessivo” de Nicolau, trancafiando o bispo na prisão e confiscando o seu pálio e a cópia que ele possuía dos Evangelhos. A resposta do Céu à ira de São Nicolau, no entanto, parece ter sido bem outra. Alguns dias depois do ocorrido, os próprios Jesus e Maria visitaram o bispo em sua cela. “Por que estás aqui?”, teria perguntado Nosso Senhor a Nicolau, ao que ele respondeu: “Porque vos amo, meu Deus e Senhor”. Imediatamente, foram-lhe devolvidos os símbolos de sua dignidade episcopal.
É por isso que, em muitos ícones do santo, é possível vê-lo ladeado de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, respectivamente com um livro e um pálio nas mãos. Destituído do ofício episcopal por seus irmãos, o bispo de Mira terminou o grande Concílio de Niceia readmitido diretamente pelo próprio Deus.
Hoje, São Nicolau é muito venerado tanto no Oriente, onde nasceu e exerceu seu ministério episcopal, quanto no Ocidente. Foi da cidade italiana de Bari, afinal, onde se encontram suas relíquias, que a devoção ao “bom velhinho” se espalhou por todo o continente europeu.
Santo Tomás de Aquino, por exemplo, foi um grande devoto de São Nicolau. Foi em um 6 de dezembro, a propósito, que o Doutor Angélico, celebrando Missa numa capela dedicada a São Nicolau, recebeu de Deus uma visão que o fez dizer, poucos meses antes de entregar sua alma a Deus: “Tudo que escrevi até hoje parece-me unicamente palha, em comparação com aquilo que vi e me foi revelado”. Sem sombra de dúvida, um presente extraordinário recebido pelas mãos de São Nicolau.
Neste tempo de Advento, preparando a vinda do Senhor, peçamos a São Nicolau que obtenha também a nós este dom de Deus: o desapego deste mundo de palha e a posse inamissível do Cristo.

São Nicolau de Mira e de Bari, 
rogai por nós!
SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO

É com o coração transbordante de alegria que celebramos hoje a Solenidade da Imaculada Conceição da toda santa Mãe de Deus. O mistério que constitui o objeto desta celebração litúrgica pode ser encarado de um duplo ponto de vista: anegativamente, a Imaculada Conceição designa o privilégio singularíssimo com que Deus onipotente preservou Maria SS., em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, de toda mancha do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção no ventre de Sant’Ana; bpositivamente, a Imaculada Conceição refere-se às consequências desta imunidade especial: a Virgem puríssima, além de ter sido preservada de toda culpa original, foi também cumulada de uma plenitude de graça imensamente superior à de todos os anjos, santos e bem-aventurados juntos. Criada toda bela e perfeita, livre de qualquer inclinação ao pecado, Maria recebeu uma inocência e uma santidade que a tornaram capaz de amar dignamente o fruto bendito que o Espírito Santo formara em seu seio virginal.
Esse cúmulo de graça, porém, não nos deve fazer pensar que nossa Mãe SS. não cresceu espiritualmente ao longo de sua vida na terra. É por isso que os teólogos costumam distinguir três etapas sucessivas do crescimento na graça por que passou Nossa Senhora: a) em primeiro lugar, Maria recebeu no instante mesmo em que foi concebida uma graça inicial que a preparou para ser digna Mãe de Deus; b) essa mesma graça sofreu ainda um aumento extraordinário no momento em que o Verbo divino, anunciado pelo Arcanjo Gabriel, tomou em suas entranhas uma carne humana perfeitíssima; c) essa graça, por fim, chegou ao seu grau máximo quando, terminado o curso de sua vida terrestre, a Rainha dos céus foi assunta ao seu trono celeste, donde governa todo o universo e goza de uma bem-aventurança eterna proporcional ao amor insuperável e intensíssimo que tinha a Deus antes de ser elevada em corpo e alma sobre todos os coros angélicos.
Essas três etapas progressivas que Maria percorreu em seu crescimento na graça, longe de ser uma curiosidade teológica, guardam estreitas analogias com a nossa comunhão diária. Com efeito, para recebermos a Cristo sacramentado, precisamos, à semelhança de Maria, estar adornados primeiramente com uma graça inicial — a graça santificante —, que prepara a nossa alma para a vinda sacramental do Verbo encarnado. E assim como Deus dilatou o coração de Maria no momento mesmo de ela conceber o seu Filho, assim também o nosso coração, no momento de comungarmos, tem de expandir-se em atos de caridade e gratidão, para que amemos e acolhamos com ainda mais fervor o nosso divino hóspede. Se vivermos assim, dia após dia, a nossa comunhão, Deus irá fazer-nos progredir na graça e na caridade, aumentando a herança da glória eterna que nos foi prometida. — Que Maria Imaculada, sem pecado concebida, interceda a nosso favor e nos ajude a comungar sempre melhor, preparando-nos bem, fazendo-nos amar mais e conduzindo-nos pela mão às alegrias do céu.

Pd.Paulo Ricardo de Azevedo Junior
 
        É sempre tempo de Advento

Quando falamos em Advento certamente pensamos mais no período antes do Natal, pensamos mais na vinda, no Advento do Senhor. Os autores espirituais falam de três vindas:  a primeira  na pobreza de Belém, a segunda no fim dos tempos e a terceira, discreta, em nosso dia a dia. Sabemos que sempre é tempo de vigilância, de ter velas acesas nas mãos esperando a chegada do Senhor e a irrupção do cortejo do esposo que chega para a festa da intimidade.
Desnecessário ficar repetindo que vivemos na agitação, na superficialidade. Disto temos plena consciência. Isso nos incomoda. Com atividades febris, correria, tarefas urgentes ou inventadas, nossas horas parecem curtas e mal começamos a percorrer o mês de janeiro temos a impressão de que o tempo escapa de nossas mãos. Não temos tempo.  Há solicitações e urgências. Temos tanto que fazer que o tempo nos falta.


Tudo se precipita. Não temos mais tempo de visitar o coração. Nossa vida é como essa mania de comida rápida, sempre rápida (fast food). Será que esperamos? O que esperamos? Na verdade não temos tempo de ver crescer nossos amores, nossas crianças, nossas competências, simplesmente nossa vida.  Repetimos ideias.  Somos sonâmbulos no trânsito, no trabalho, no metrô, na família.  Um autor assim se exprime: “Vivemos o tempo da recusa do tempo; os mostradores de nossos relógios  não têm mais os ponteiros  que iam pulando de segundo em segundo, na direção da hora seguinte.  Acabou-se o  tempo  em que o tempo era um espaço a ser percorrido. Por medo do futuro e esquecimento do passado  fomos nos tornando  zelosos turiferários da religião do instante” (Bertrand  Révillion, Revista Panorama  (Paris),   2002, p. 3). Religião do instante… como isso é verdade.
Faz muito bem viver o tempo do Advento. Reencontrar as passagens de Isaías, ver o Batista apontando para aquele que vem, estar perto de Maria grávida de Deus. Há qualquer coisa de novo no ar. Vamos, pois, nos revestindo de esperança.
O futuro não nasce inopinadamente. Ele é resultado de fecundações lentas  que deixamos germinar no ventre da  Natal nada mais é do que um fabuloso dom feito ao homem: o tempo longe de ser uma prisão que acorrenta e  que leva ao nada, é chance de vida. Natal que dizer que Deus se fez tempo, nasceu no tempo, que a eternidade está no tempo.
Celebrar o Advento é ousar viver o tempo das lentas maturações, reaprender a caminhar lentamente, passo a passo, para nossa mais densa e profunda humanidade.  É quebrar essa cadeia frenética do tempo vazio demais  porque cheio de  coisas sem valor, é fazer em si, em seu mistério de homem, lugar para a chegada do Inesperado.
Viver o Advento é dizer a todos os desesperados que a terra tem um amanhã desde que deixemos esse futuro nascer. E o futuro é sempre esse Deus que vem. Ele, o Inesperado, vem.
… “Os satisfeitos não buscam nada realmente novo.  Não trabalham para mudar o mundo.  Não lhes interessa umfuturo melhor. Não se revoltam diante das injustiças,  dos absurdos do mundo presente. Na realidade, este mundo é para eles o céu ao qual se candidatariam para sempre. Podem permitir-se ao luxo de não esperar nada melhor.  Como é tentador adaptar-se sempre  à situação,  instalar-nos confortavelmente em nosso pequeno mundo. Mas não esqueçamos:  somente aqueles que fecham os olhos e os ouvidos, somente aqueles que se tornaram insensíveis, podem sentir-se à vontade num mundo como este( R.A.Alves)  (Pagola,  Lucas, p 337).
Até o fim da vida, o homem está sob o regime do Advento: “O ‘agora’ eterno  já está em teu interior, esse ‘agora’ que ninguém pode encurtar, nem para atrás, nem para frente e que já começou a arrumar em ti o buquê de todos os instantes terrenos. Até o dia em que ouvirás: “Entra na alegria de teu Senhor” (Mt 25,21), estarás no regime do Advento. Deus, no momento, não espera de ti uma alegria exuberante, porque são pesadas as correntes que te prendem no tempo, mesmo que elas tenham começado a cair.  A única coisa que te é pedida é de alimentar esta alegria humilde e discreta da fé  que vive na ardorosa espera do mundo que está para vir, tão firme que faz com as coisas que caem sob nossos sentidos  não constituem a totalidade da realidade; a alegria humilde do presidiário  ainda encarcerado mas que sabe que está  para ser libertado”  (Karl Rahner).
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM


Santa Maria do Ano Novo

  Estamos vivendo as primeiras horas do ano novo de 2014.  Hoje é dia Santa Maria, Mãe de Deus.  A mulher que está no presépio é a Mãe de Deus feito carne, feito homem, feito história. Uma mulher pode ser chamada de Mãe do Altíssimo. 
            Uma homilia atribuída a Santo Agostinho diz belamente: “Os profetas pregaram que o Criador do céu e da terra iria aparecer na terra entre os homens;  o Anjo anunciou que o Criador da carne e do espírito viria na carne. João saudou-o desde o seio do Salvador, e que estava também no seio; o ancião  Simeão reconheceu a Deus no menino que não falava; a viúva Ana e a Virgem Mãe”.
            Na realidade contemplamos hoje a figura de Maria, Mãe de Deus.  Aquele que o universo não podia conter, aquele que é saudado com adoração pelos espíritos mais puros, aquele que não tem limites, entra no limite do seio de Maria, é amamentado pelos seus seios e guiado por sua mão. Hoje é festa da Mãe Deus.

“O Emanuel foi rebento deste mundo que outrora ele havia criado, aparecendo como um recém-nascido, ele que era Deus antes da eternidade; recostado em uma manjedoura, excluído do habitat comum, então veio para preparar moradas eternas. Confinado a uma gruta e apontado por uma estrela, cumulado de presentes pelos magos e pagando o resgaste do pecado, carregado nos braços de Simeão e abraçando o universo pela extensão de sua potência divina, visto como um infante pelos pastores e reconhecido como  Deus  pelo exército dos anjos que cantavam sua glória no céu, a paz sobre a terra, a benevolência  de Deus para os homens” (São Basílio de Selêucia).
             Maria é a mãe do príncipe de paz.  É bom ouvir a bênção do Livro dos Números lida com primeira leitura, bênção tão próxima da bênção de São Francisco:  "O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte o seu rosto para ti e  te dê a paz”. É nossa bênção de Ano Novo.
             Maria do Ano novo, colocada diante de nós nesse primeiro de janeiro, quer nos inspirar um modus vivendi para os tempos de 2014:
  * Maria é aquela que faz a vontade de Deus, é a serva sempre aberta ao que o Senhor quer;
 * é aquela que gosta de levar as coisas que ouve ao fundo do coração;
 * é aquela que se torna morada de Deus.
              Inspirando-se em Maria, às portas do Ano Novo, os cristãos verdadeiros se comprometem:
 * a buscar a vontade de Deus em sua vida, na família e no seio da Igreja;
* a fugir de toda  superficialidade levando as coisas de Deus ao fundo do coração;
* a levar uma vida digna e nobre para serem tabernáculos do Altíssimo.

Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 02 DE DEZEMBRO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS


RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
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E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas

Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15 



 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano IX  DEZEMBRO DE 2017 -  Nº  06

SANTO ANTONIO

                                     Frei Hugo D. Baggio,OFM

18 — PREGAÇÃO E MILAGRE

    Toda a vida de Frei Antônio foi uma grande pregação: pelo exemplo e pela palavra. Pela pa­lavra foi um arrebatador de multidões e um convertedor de corações. Mas ao lado da pregação, fulgura ele como um dos grandes taumaturgos, en­tendendo-se por taumaturgo a pessoa que opera milagres. E tantos a história e a legenda lhe atri­buem que tudo o mais em Frei Antônio fica como que afogado, para aparecer, em plena fulguração, sua força de fazer milagres.
    E aqui devemos nos dobrar a uma realidade. Todos os milagres que conhecemos e atribuímos a Frei Antônio, ficam difíceis de ser comprovados histórica e cientificamente. Fica, porém, certo que todo o povo cristão não desliga Santo Antônio dos milagres. Ele se funde e confunde com os fatos portentosos de sua vida. Por isso, não podemos narrar-lhe a vida sem evocar os prodígios que lhe são atribuídos. Fique, porém, certo: ao narrar al­gum fato que as legendas e os primitivos biógrafos nos legaram, não estamos emitindo juízos sobre o fato em si, falando de sua realidade ou historiando fatos concretos. Estes milagres sugerem e retratam os problemas que o Santo enfrentou, a força de que era possuído para resolvê-los e a ascendência que exercia sobre as almas, mesmo as mais endu­recidas. Não deixam de ser sempre uma alegoria, no entanto, que reforça a pregação e derrota o erro, pois, como Cristo podia dizer: "se não acre­ditais em minhas palavras, acreditai em seus atos".
Assim, ao transcrevermos uma série destes por­tentos atribuídos a S. Antônio, estamos ilustrando sua vida e, além do mais, nada afirmamos que raie o impossível, uma vez que Cristo havia pro­metido aos seus discípulos: "fareis coisas ainda maio­res do que as que faço eu". Em cada cidade deixou uma mensagem e um milagre que, fundidos, for­maram a vigorosa pregação deste franciscano por­tuguês . . .

19 — DOIS PRODÍGIOS EM RÍMINI

    A cidade de Rímini tinha fama de coração du­ro. Passaram por ela já vários pregadores. Entre eles Santo Aldebrando que incendiou as iras do povo e teve que abrigar-se na torre da igreja e, depois, fugir às escondidas da cidade. Assim, quando Frei Antônio lá chegou, na sua austera humildade, ninguém lhe quis dar ouvidos. Se­gundo o livro dos FIORETTI havia na cidade muitos hereges, endurecidos e obstinados, que se recusavam a ouvir o pregador e dele fugiam sis­tematicamente e lhe moviam guerra.
    Vendo baldados seus esforços, recorreu Frei Antônio a um expediente: dirigiu-se à foz do rio, junto ao mar, e começou a pregar aos peixes: "ouvi a palavra de Deus vós, peixes do rio e do mar, uma vez que os infiéis heréticos se esquivam de ouvi-la... "E uma multidão de cabecinhas de peixes atentas apontaram, à flor da água, fi­xando nele olhos curiosos, como a beberem as palavras do pregador e até observavam uma gran­de ordem: mais próximos à praia os de menor por­te, enquanto os mais graúdos se mantinham mais ao longe, escutando o homem que lhes dizia que Deus é bom, pois fornece água, céu azul e ali­mento, barbatanas maravilhosas e a santa liber­dade de um imenso mar. Ouviram, receberam a bênção e partiram, manifestando, a seu modo, a alegria que os havia contagiado... O mais im­portante, porém, foi que os homens aprenderam a lição dos irracionais.
    Nem todos, nem todos. Um grupo de hereges maquinou uma armadilha. Convidaram Frei An­tônio para uma refeição. Apresentaram-lhe um prato envenenado, do que a clara visão do hóspe­de logo se apercebeu. Frei Antônio os repreendeu. Mas eles argumentaram: "está escrito que aos que têm fé, nem o veneno lhes fará mal". Que comes­se e caso nada acontecesse abraçariam a verda­deira fé. Frei Antônio sem grandes discussões, traça sobre o alimento o sinal da cruz e, tranqui­lamente, ante o olhar pasmado de todos, o vai saboreando. E no fi­nal sai tranquilo, como se nada houvera acon­tecido. Esse gesto aca­bou por operar a trans­formação que a pala­vra não conseguira...

20 — ANTÔNIO, MEU BISPO

    Francisco de Assis iniciou sua família reli­giosa dentro da santa simplicidade e numa gran­de fidelidade à pobreza, a quem chamava Dama Pobreza. Tão fiel queria ser à humildade pobre que temia tudo quanto o pudesse dela afastar. Todo adorno externo, todo excesso interno eram repelidos com veemência. Entre os perigos que ele via como ameaça à virtude de seus frades es­tava a ciência, como a busca de uma vaidade ou de um enfeite e sobretudo de um estorvo para a vida de oração. Temia que, engolfados na busca de conhecimentos, os frades se esquecessem de buscar a eminente ciência de Jesus Cristo. Ou que, abarrotados com conhecimentos, se bastassem a si mesmos. E sabia ele que não há pior ri­queza do que a de quem se convenceu que se basta a si mesmo, que não precisa de mais nin­guém, pois acaba dispensando o próprio Deus.
Daí a resistência que fazia a todos os estudos den­tro da Ordem nascente. 
Tinha, todavia, luz e discernimento suficien­tes para aperceber-se da necessidade dos estudos para aqueles que enfrentavam a pregação e as he­resias, os simples, mas também os sábios. Daí, acompanhou com interesse a trajetória do jovem português que havia participado do Capítulo das Esteiras e estava fazendo um belo trabalho pela região toda com sua pregação inflamada e do­cumentada em estudos profundos. Por isso, nas­ceu nele uma idéia: que Frei Antônio se tornasse mestre dos novos franciscanos que vinham che­gando, Pensou e fez.
    Escreveu uma cartinha: "Eu Frei Francisco, saúdo a Frei Antônio, meu bispo. Gostaria mui­to que ensinasses aos irmãos a sagrada teologia, contanto que nesse estudo não extingam o espí­rito da santa oração e da devoção, segundo está escrito na Regra. Passar bem". Estava nomea­do o primeiro professor de Teologia na Ordem Franciscana. . .
Continua no informativo – Ano IX -            JANEIRO DE 2018  -  Nº  07

         
Oração a S. Antonio
Lembrai-vos, ó glorioso S. Antônio, amigo do Menino Deus e servo fiel de Maria Santíssima, que nunca se ouviu dizer que alguém que a vós tives­se recorrido ou implorado vossa proteção, tivesse ficado desatendido. É isto que me enche de con­fiança e me anima a recorrer aos vossos préstimos. Sinto-me oprimido por meus pecados, mas mesmo assim ouso dirigir-me a vós e expor minhas ne­cessidades e aflições. Não rejeiteis a minha ora­ção, vós que tanto podeis junto ao Coração do Cristo e obtendo-me a graça que confiadamente vos peço. . .


SANTOS FRANCISCANOS

MES DE DEZEMBRO
1 — B. Antonio Bonfadini, 1ª Ordem
2 — B. Carlos de Blois, 3ª Ordem.
3 — S. Donino, mártir de Ceuta, 1ª Ordem.
4 — B. Pedro de Sena, 3ª Ordem.
5 — S. Hugolino,   mártir   de  Ceuta, 1ª Ordem                  
6 — S. Samuel, mártir de Ceuta, 1ª Ordem
7 — S. Maria José Rosselo, 3ª Ordem.
8 — IMACULADA CONCEIÇÃO
9 — B. João Romano, 3ª Ordem, mártir no
        Japão
10 — B. Engelberto Kolland, 1ª Ordem, mártir
11 — B. Hugolino Magalotti, 3ª Ordem.
13 — B. Conrado de Ofida, 1ª Ordem.
14 — B. Bártolo de S. Gimignano, 3ª Ordem.
15 — B. Maria   Francisca   Schervier, 3ª Ordem
          Regular
17 — B. João   de   Montecorvino, 1ª Ordem,
          culto ainda não aprovado
22 — S. Francisca Xavier Cabrini, 3ª Ordem.
23 — B. Nicolau Fatore, 1ª Ordem.
25 — SOLENIDADE DA NATIVIDADE DE
           JESUS
26 — B. Bentivólio de Bonis, 1ª Ordem.
29 — B. Gerardo de Valença, 1ª Ordem
30 — B. Margarida Colona, 2ª Ordem

“A  OFS  DO  SAGRADO  CORAÇÃO  DE  JESUS,
 DESEJA  A  TODOS,  UM FELIZ NATAL  COM  
AS  BÊNÇÃOS  DO MENINO  JESUS  E  DE  
NOSSO  PAI   SÃO FRANCISCO DE  ASSIS.”