sábado, 1 de abril de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 0I DE ABRIL DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS

RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Expediente da Secretaria: 3ª e 5ª feiras das       14:00 às 17:00 horas.
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15
 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus


INFORMATIVO
Ano VIII  ABRIL DE 2017 -  Nº  10

SANTA CLARA DE ASSIS

                                                                              Frei Hugo D. Baggio,OFM


A  PENITENTE (continuação)

O vento do outono assobiava uma canção nos ciprestes banhados pela luz da tarde, enquan­to no céu sem nuvens as andorinhas davam os últimos giros antes de se recolherem... Clara com suas companheiras foi viver a vida de peni­tência que preferira a uma vida de bem-estar.
Foi colocar sobre suas carnes tenras e virginais um cilício, para satisfazer seu desejo de penitên­cia.
Um dia veio uma irmã pedir que soror Clara lhe emprestasse o cilício, ao que Clara atendeu sorrindo. E lá foi a irmã feliz experimentar o ins­trumento de penitência.
Mas não demorou muito, já estava de volta, entregando o cilicio a soror Clara. E' que ao expe­rimentá-lo sentiu tanta dor que julgou morrer. Clara o recebeu com o mesmo sorriso bondoso, como se dissesse:
—  Já o previa, minha filha. Ainda não estás preparada  para tal  penitência.  Deves crescer mais no amor desta  virtude,   antes  de  te  acostumares a ela.
E apesar de todo o rigor, soror Clara viveu até a avançada idade de 60 anos, sem que o sor­riso lhe abandonasse o semblante. Porque na pe­nitência encontrara a felicidade.

NESTA  NOITE  CHEIA DE  ESTRELAS

Quando na noite de Natal, o som dos sinos se derrama pelo silêncio, que estranhas e santas emoções desperta ele na alma! Os grandes voltam à infância e os pequenos se transportam a um país de sonhos. Que convite insistente este bada­lar! E ao som dos hinos, a alma sente a necessida­de de se prostrar ante o Presépio inundado de luzes.
Assim também na vida de soror Clara, amante do Menino Deus, a festa de Natal era um aconte­cimento gratíssimo ao seu coração.
Durante todo o ano as damianitas viviam no seu exílio de São Damião e acontecimento algum as tirava de lá. No Natal, porém, iam assistir às cerimônias no templo de São Francisco, não longe de São Damião. Como Clara suspirava por esta noite!
Mas numa noite de Natal... Eis o que con­tam os Fioretti (c. 35):
"Estando, uma vez, soror Clara gravemente en­ferma, tanto que não podia ir dizer o ofício na igreja com as outras irmãs, chegando a solenida­de da Natividade de Cristo, todas as outras foram às Matinas; e ela ficou sozinha no leito, malcontente por não poder juntamente com as outras ir e ter aquela consolação espiritual. Mas Jesus Cris- to, seu esposo, não querendo deixá-la assim des­consolada, fê-la miraculosamente transportar à igreja de São Francisco e assistir a todo o ofício e à missa da meia-noite, e além disso receber a santa comunhão e depois disso ser trazida ao leito.
Voltando as irmãs para junto de soror Clara, terminado o ofício, estavam tão contentes que to­das queriam falar, ao mesmo tempo:
—  O' nossa madre, que grande consolação ti­vemos nesta noite de santa natividade!  Prouvesse Deus que houvésseis estado conosco!
        —  Graças e louvores rendo ao meu Senhor — disse Clara — porque a tôdas as solenidades desta santíssima  noite  assisti  eu  com  muita consolação de minha alma, porque por  procuração do  meu Pai São Francisco e  pela  graça  de  meu Senhor Jesus Cristo estive presente na igreja. Ouvi o can­to e o som dos órgãos e lá mesmo recebi a santa comunhão. E por tanta graça a mim concedida re­jubilai-vos e agradecei a Nosso Se-nhor  Jesus Cristo".
Soror Clara e as Irmãs encheram-se de amor pelo Menino de Belém, que tão magnífico presente lhes fizera nesta noite cheia de estrêlas.

UNIDOS  PARA  SEMPRE

Desde o primeiro encontro as almas de Fran­cisco e de Clara sentiram aquela afinidade miste­riosa que os ligava e os destinava à grande missão restauradora do seu momento histórico e dos tem­pos vindouros. E na alma dos dois nasceu o dese­jo de andarem um ao lado do outro, no mesmo caminho para o mesmo céu.
E soror Clara viveu com Francisco e viveu co­mo Francisco. Foi digna discípula do seu grande mestre. Só alimentava um desejo:
— Serei sempre a tua plantazinha.
A exemplo do mestre, foi a mulher radical. Não se contentava com as meias medidas. O que abraçou, abraçou-o em verdade e sinceridade e com todas as forças empenhou-se em vivê-lo.
Como Francisco lutou pelo ideal da pobreza e lutou mesmo contra o Papa. Mais que o título de "Mãe das Damas Pobres" queria a realidade da pobreza.
Essas duas almas são, assim, inseparáveis co­mo conta a lenda:
       Numa tarde de inverno, Francisco e Clara vol­tavam de Espelo para Assis. A neve cobria o ca­minho, vestia as oliveiras, enrolava-se nos troncos e galhos sem folhas, envolvendo tudo com seu manto gélido. O céu pardacento. O vento soprava frio e açoitava tudo, impiedosamente, como se es­tivesse zangado por não encontrar folhas para pro­duzir melodias.
E os dois caminhantes arrastavam-se penosa­mente. Francisco, os pés metidos em velhas san­dálias, ia abrindo sulcos na brancura da neve. Cla­ra seguia atrás, os pés desnudos, metidos em rude calçado. Trêmulos ao frio do inverno, mas aquen­tados ao calor divino, marchavam em silêncio. De súbito, Francisco:
— Minha irmã, devemos nos separar, agora.
—  E quando  nos  tornaremos  a  encontrar,  ir­mão?
—  Quando  a   primavera  chegar  com   as  suas flores.
E separaram-se.
Francisco, traçando um grande sinal da cruz, desapareceu como diluído na neve que caía em alvos flocos. Clara ajoelhou-se na encruzilhada dos caminhos. . .
Ao longe, os sinos de Assis badalavam o Angelus. Clara pôs-se a rezar. De repente, sentiu-se envolvida por uma carícia primaveril, impregnada de perfumes. Abriu os olhos...
A neve desaparecera e por toda a parte rosas. Rosas no caminho, rosas à margem do caminho. Rosas nas oliveiras e nos espinhos. Rosas nos abe­tos e nos ciprestes. Rosas na amplidão. Por toda a parte rosas.
Colheu-as às braçadas e correu ao encalço de Francisco, gritando:
— Irmão... Irmão, a primavera voltou. Não nos separemos mais.
E realmente, nunca mais se separaram Fran­cisco e Clara: nem na história, nem na eterni­dade.
 
Continua no informativo – Ano VIII -            MAIO DE 2017  -  Nº  11

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE ABRIL

1 — B. Gandolfo de Binasco, 1ª Ordem.
2 — B. Leopoldo de Gaiche, 1ª Ordem.
3 — B. João de Pena, 1ª Ordem.
4 — S. Benedito o Preto, 1ª Ordem.
5 — B. Maria Crescência Hoss, 3ª Ordem Regular     
6 — B. Guilherme de Sicli, 3ª Ordem.
7 — B. Maria  Assunta  Pallota,  3ª Ordem Regular
8 — B. Juliano   de   S.Agostinho,  1ª Ordem.5
9 — B. Tomás de Tolentino, 1ª Ordem
10 — B. Marcos Fantuzzi de Bolonha, 1ª Ordem.
11 — B. Angelo de Chivasso, 1ª Ordem.
12 — B. Filipe Tchang,  3ª Ordem, mártir da China.
13 — B. João de Taiku,  3ª Ordem,  mártir da China
14 — B. João Wang,  3ª Ordem, mártir da China
15 — S. Bento José Labre, Cordígero da  3ª Ordem
16 — ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA ORDEM FRANCISCANA
17 — S. Bernardette Soubirous,  Cordígera da  3ª Ordem. III O.
18 — B. André Hibernon, 1ª Ordem.
19 — B. Conrado de Ascoli, 1ª Ordem.
20 — B. Maria  Amandina   do   S. Coração, 3ª Ordem Regular, mártir da China .
21 — S. Conrado de Parzham, 1ª Ordem.
22 — B. Francisco de Fabriano, 1ª Ordem.
23 — B. Gil de Assis, 1ª Ordem.
24 — S. Fiel de Sigmaringen, 1ª Ordem, mártir.
25 — B. Maria Adolfina Diericks, 3ª Ordem Regular, mártir da China.
26 — B. Maria de S. Justo, 3ª Ordem Regular, mártir da China.
27 — B. Tiago Ilírico de Biteto, 1ª Ordem.
28 — B. Luquésio de   Poggibonsi,  3ª Ordem.
29 — B. Bento de Urbino, 1ª Ordem.
30 — S. José   Bento   Cottolengo,  3ª Ordem





ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE MARÇO DE 2017

Nossa Senhora Aparecida

virgem Santa, mãe de Jesus Cristo, apareceu em diversas localidades ao redor do mundo em momentos importantes da história. Graças à misericórdia de Deus, Maria apareceu no Brasil na forma de uma imagem negra, na época em que a escravidão no país estava em alta.
Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição AparecidaRainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo papa Pio XI. O Brasil rende-se ao amor incondicional da “Mãe negra” no dia 12 de outubro, data que marcou, em 1980, a proclamação de feriado e consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II.
A aparição da imagem ocorreu em 1717, época das Capitanias Hereditárias. O governante das capitanias de São Paulo e Minas de Ouro estava de passagem pelo Vale do Paraíba, mais precisamente por Guaratinguetá. Animados com a visita, o povo daquela localidade resolveu fazer uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso para lançar as redes no rio e pescar bons peixes.
O fato era que, naquela época, meados de Outubro, não era tempo de peixes. Porém, como não podiam contradizer o pedido, rezaram pela proteção e benção da Virgem Maria e de Deus para que pudessem voltar à terra firme com fartura. Depois de inúmeras tentativas sem sucesso, eis que surpreendentemente eles pescaram o corpo de uma imagem. Curiosos, lançaram novamente as redes e “pescaram” uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Depois deste encontro, que nos dias de hoje é representado em todo o Brasil no dia 12 de outubro emocionando os fieis, o barco se encheu tanto de peixes que ele quase virou!
A partir daí, a devoção da Santa foi se espalhando. Primeiro nas casas, depois se construiu uma capela, depois uma basílica, até chegar ao quarto maior santuário do mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida, interior do Estado de São Paulo.

                                                                                                http://www.nossasagradafamilia.com.br 


Igreja nos ensina a rezar o terço



Papa São João Paulo II dedicou uma encíclica ao Santo Terço. Nela, o Santo Padre afirma:
“O Rosário coloca-se ao serviço do ideal de que pela fé Jesus habita os corações, oferecendo o ‘segredo’ para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo. Digamos que é o caminho de Maria, o caminho do exemplo da Virgem de Nazaré, mulher de fé, silêncio e escuta. É, ao mesmo tempo, o caminho de uma devoção mariana animada pela certeza da relação indivisível que liga Cristo a Sua Mãe Santíssima: os mistérios de Cristo são também, de certo modo, os mistérios da Mãe, mesmo quando não está diretamente envolvida, pelo fato de ela viver d’Ele e para Ele. Na Ave-Maria, apropriando-nos das palavras do Arcanjo Gabriel e de Santa Isabel, sentimo-nos levados a procurar sempre de novo, em Maria, nos seus braços e no seu coração, o fruto bendito do seu ventre (cf. Lc 1,42)” –
Trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, do Sumo Pontífice São João Paulo II.

Preparação para o capitulo

Estamos nos preparando para uma nova eleição de conselho em 2018. E, no boletim de Fevereiro vimos, um pouco,  o lugar da OFS na família franciscana e na igreja. Vimos também sobre o necessário comprometimento de cada irmão em se permitir ser elegível para o bem da Ordem e crescimento da mesma. E dando continuidade iremos tratar sobre o que é ser conselheiro (membro do conselho) e cada cargo.
Cada conselheiro, independente de seu cargo, tem por serviço a ser prestado, animar e conduzir a Fraternidade. Assim, ele é responsável pela caminhada da Fraternidade, animando e conduzindo todos rumo ao objetivo do Franciscano Secular: Viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo os passos de São Francisco, no meio do mundo. Assim, cada irmão que se dispõe a ser eleito, exerce o encargo de conselheiro, e do cargo em que ele foi eleito, por exemplo o, Ministro ele também é um conselheiro, o tesoureiro também o é, e assim todos os cargos.
A composição dos cargos em um conselho é de: Ministro, Vice Ministro, Secretario, Tesoureiro e Mestre de Formação.
De direito, faz parte do Conselho o Assistente Espiritual da Fraternidade (cf. CCGG, Art. 49,1). O Estatuto Nacional acrescenta o representante da Jufra (cf. Estatuto Nacional, Art. 14,1, b).
Cada Fraternidade pode estabelecer outros Conselheiros, mas apenas os que sejam necessários ou convenientes; também estes serão eleitos pelo Capitulo.
Comumente se acrescentam ao Conselho o Coordenador do Serviço aos Irmãos Enfermos e Idosos (SEI), o Coordenador de Comunicação, o Assistente Fraterno da JUFRA e o Coordenador de Formação.
Fiquem atentos ao nosso boletim que nos próximos iremos colocar o nosso olhar sobre cada cargo lembrando que, ninguém é capaz de nenhum cargo mas, o Espirito Santo que habita em nós é que capacita todo aquele irmão(ã) de boa vontade.
Paz e Bem!
Fonte: Livro Vida em Fraternidade

Principal causa da confusão mental no idoso

Arnaldo Lichtenstein, médico
Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: 
*_- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?_*
Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça"*.
Eu digo: *"Não"*. 
Outros apostam: *"Mal de Alzheimer"*
Respondo, novamente: *"Não".*
A cada negativa a turma se espanta.... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
*- diabetes descontrolado;*
*-infecção urinária;
*- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.*
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte..
*Insisto:* não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
*Mas há outro complicador:* mesmo desidratados, eles não sentem vontade de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
*Conclusão:*
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas:
*1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam*.
*O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro.*
Lembrem-se disso!
*2 - Meu segundo alerta é para os familiares:* ofereçam constantemente líquidos aos idosos.
Ao mesmo tempo, fiquem atentos.
Ao  perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
*"Líquido neles e rápido para um serviço médico".*

Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Sábados Franciscanos no Instituto Teológico Franciscano.
O nosso Regional esta preparando uma van para os irmãos virem do rio para participar do encontro que acontecerá nos sábados: 1º de abril, 20 de maio e, 17 de junho.
Nós não podemos ficar de fora desta oportunidade de alimentarmos o que está em nossa essência.
O curso será dirigido pelo Frei Fabio Cesar Gomes, OFM, Mestre em Espiritualidade Franciscana no ITF,  e um investimento de R$ 50,00 e mais R$ 20 para o almoço.
No final do curso o participante terá direito a um certificado.
Interessados entrar em contato com o conselho. 
  

terça-feira, 7 de março de 2017

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 04 DE MARÇO DE 2017 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS




FRATERNIDADE FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS

RUA FREI LUIZ,26
CEP 25685-020 PETRÓPOLIS – RJ
Blog: ofssagradopetropolis.blogspot.com
E-MAIL: ofssagradopetropolis@gmail.com
TEL: (24) 2242-7984

Reunião mensal: 3° domingo às 14:00 horas – com a Missa aberta a todos às 16:00 horas
Expediente da Secretaria: 3ª e 5ª feiras das  14:00 às 17:00 horas.
Missa no 1° sábado de cada mês às 16:15

 horas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus

INFORMATIVO
Ano VIII  MARÇO DE 2017 -  Nº  09

SANTA CLARA DE ASSIS

                                                                                                      Frei Hugo D. Baggio,OFM

ESPIRITO DE ORAÇÃO

Em todas as circunstâncias da vida, seja nas horas felizes, seja nas de adversidade, o homem sente necessidade de compartilhar com alguém seus afetos. E melhor companheiro para todas as horas não há que Deus. Por isso recorre o ho­mem à oração.
A prece é a poderosa fonte de energia, onde são temperadas as forças desperdiçadas na luta de cada dia, onde o homem pode munir-se de co­ragem e confiança para enfrentar o dia de amanhã, sob qualquer aspecto que se apresente. E não há estado de alma que não encontre na oração o seu clima.
Dizia o parlamentar espanhol Donoso Cortês: "Eu creio que os que oram trabalham mais pelo mundo do que os que combatem. E se o mundo vai de mal a pior é porque há nele mais batalhas que orações".
E o que dizer de uma existência dedicada to­talmente à oração? Um recenseamento em nossos dias, como nos dias do passado, um número enor­me de respostas seria: inútil!
Que terá pensado soror Clara? Responde-o com o exemplo de sua vida. Como andorinhas es­tavam entregues as damianitas aos cuidados da Providência, E como andorinhas não faziam mais que chilrear. E seus chilreies eram orações.
Na regra que Clara legou às filhas, o dia está semeado de preces. Já à meia-noite, quando um dia passa a responsabilidade ao outro, encontra as irmãs reunidas no coro, louvando a Deus. E em louvores a Deus vai decorrendo o dia. Assim, quan­do o irmão sol nasce, encontra-as rezando, quan­do se deita deixa-as rezando e rezando as encon­tra também a irmã lua.
Uma noite, as irmãs estavam no seu pobre coro imersas em meditação. O silêncio e a pe­numbra as envolvia, quase ocultando-as uma da outra. Apenas a lamparina de azeite piscava len­tamente, como que temerosa de desfazer o enleio.
De súbito, uma luz intensa enche o ambiente. As irmãs assustadas procuram a fonte de tão re­pentina luz. Olham para o lado de soror Clara e não a encontram com seus olhos, porque está en­volta em chamas. Toda ela é uma chama.
No meio das chamas aparece soror Clara, ten­do sobre os joelhos um formoso menino, brilhan­te como uma tocha. Os dois se entretinham em amável conversação.
Uma manifestação externa do fogo que ardia no coração de soror Clara, fogo que à semelhan­ça de São Francisco leva-a a cantar:

In  foco  amor  mi  mise,
divisemi Io core.1

O   amor   incendiou-me,
destroçou-me   o   coração.

A FILHA DA OBEDIÊNCIA

O amor de soror Clara pela obediência andava ao lado do seu amor pela pobreza. Um tocante exemplo da obediência recompensada de soror Clara, no-lo narram os Fioretti:
Soror Clara, devotíssima discípula da cruz de Cristo e nobre planta de frei Francisco, era de tan­ta santidade que não só os bispos e cardeais, mas o próprio papa desejava com grande afeto vê-la e ouvi-la e frequentes vezes a visitava pessoalmente.
Entre outras, veio o santo Padre uma vez ao mosteiro para ouvi-la falar das coisas celestiais e divinas. E estando assim juntos em divinos coló­quios, soror Clara mandou preparar a mesa e pôr nela o pão, a fim de que o santo Padre o benzesse. Pelo que, terminado o entretimento espiritual, soror Clara pediu-lhe que se dignasse benzer o pão posto na mesa. Mas o papa:
—  Soror Clara, fidelíssima,  quero  que  benzas este pão e faças sobre ele o sinal da cruz de Cris­to ao qual te deste inteiramente.
Soror Clara  disse:
—  Santíssimo Padre, perdoai-me. Que eu se­ria digna de muito grande repreensão se, diante do Vigário de Cristo, eu, que sou uma vil mulherzinha, tivesse a presunção de dar tal bênção.
E o Papa  responde:
— A fim de que isto não seja imputado à presunção, mas ao mérito da obediência, ordeno-te pela santa obediência que sobre este pão fa­ças o sinal da cruz e o benzas em nome de Deus.
Então soror Clara, como verdadeira filha da obediência, benzeu devotissimamente aqueles pães com o sinal da santa cruz. Admirável coisa de ver! subitamente em todos aqueles pães apa­receu o sinal da cruz belissimamente gravado e então daqueles pães, uma parte foi comida e ou­tra guardada por causa do milagre.
E o santo Padre, tendo visto o milagre, to­mando do dito pão e agradecendo a Deus, par­tiu-se, deixando soror Clara com sua bênção (I Fioretti, XXXIII).

A  PENITENTE

O mês de setembro chegara sobre São Da-mião. As andorinhas despediam-se dos seus ni­nhos para buscar ares mais quentes e para fugir ao vento do outono que começava a despojar as árvores de suas folhas.
Clara reuniu suas irmãs, que acorreram pres­surosas:
—  E' belo viver em doce penitência e maravi­lhosa  pobreza.  Mesmo  que  o  vento  sopre  gélido, é sempre o nosso  irmão  que canta nos ciprestes que nos  rodeiam,  apontando o céu.
—  Pensam os  homens  —  diz  soror  Inês — que abraçando esta vida de penitência   renun-cia­mos  ao  desejo  inato  da  felicidade.  Puro  engano! Irmã  Clara,  no palácio de nosso pai,   onde nada nos faltava, tínhamos porventura encontrado a fe­licidade?
—  Jamais  sinto tanta  felicidade como  depois que este pobre hábito, assim remendado, me cobre o corpo, depois que meus pés descalços estão em contacto  com  a terra fria, depois que  em  nossa mesa só aparece o pão da caridade.
—  Frio, fome, pobreza e sofrimento, tudo su­portaremos em espírito de reparação — acrescen­tou soror Pacífica.
Clara olhou para o pequeno jardinzinho, onde os  pássaros  brincavam  nas  roseiras.  E  como  eles sentiu-se livre e como eles feliz.
—   Irmãs  minhas,  nosso  leito serão  as tábuas duras e nosso travesseiro um cêpo.
 
Continua no informativo – Ano VIII -            ABRIL DE 2017  -  Nº  10

                                                           
SANTOS FRANCISCANOS

MES DE MARÇO

1 — S. Francisco Fahelante, 3ª ordem, mártir do Japão 
2 — S. Inês de Praga, 2ª Ordem.
3 — B. Inocêncio de Berzo, 1ª Ordem
4 — B. Cristóvão de Milão,  1ª Ordem
5 — S. João José da Cruz, 1ª Ordem
6 — SS. Cosme e Máximo Takeya, 3ª Ordem - Mártires do Japão.
7 — S. Pedro Sukejiro, 3ª Ordem, mártir do Japão
8 — S. MiguelKosaki, 3ª Ordem, mártir do Japão
9 — S. Luís Ibaraki, 3ª Ordem, mártir do Japão
10 — B. Tomás Sen, 3ª Ordem, mártir da China
11 — B. João Baptista de Fabriano, 1ª Ordem 
12 — B. Simão Tchen, 3ª Ordem, mártir da China
13 — B. Agnelo de Pisa, 1ª Ordem
14 — B. Pedro U-Ngan-Pan, 3ª Ordem, mártir da China 
15 — B. Matias Fan-TE, 3ª Ordem, mártir da China
16 — B. Pedro Tciang, 3ª Ordem, mártir da China      
17 — B. Francisco Tciang,
18 — S. Salvador da Horta, 1ª Ordem
19 — S. José – Esposo da Virgem Maria – Solenidade
20 — B. Hipólito Galantini, 3ª Ordem
21 — B. João de Parma, 1ª Ordem
22 — S. Benvenuto de Osimo, 1ª Ordem
23 — B. Marcos   de   Montegallo, 1ª Ordem
24 — B. Diogo José de Cadiz, 1ª Ordem
25 — S. Tiago Jen, 3ª Ordem, mártir da China   
26 — B. Pedro Wang, 3ª Ordem, mártir da China  
27 — B. Tiago Tchao, 3ª Ordem, mártir da China
28 — B. Joana Maria Maillé, 3ª Ordem     
29 — B. João Tciang, 3ª Ordem, mártir da China
30 — S. Pedro Regalado, 3ª Ordem
31  —B.Patrício Tong, III O., mártir da China  

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