BOLETIM INFORMATIVO
DE JANEIRO DE 2018
Prévia para o Capítulo
Em março de 2018, encerra-se mais um
triênio em nossa Fraternidade e inicia-se outro. Um novo Conselho irá ser
eleito e para bem nos prepararmos, neste mês de janeiro, como de costume,
estamos preparando uma prévia para este capitulo, tendo em vista a importância
do evento pois, iremos escolher aqueles que deverão animar e conduzir a
fraternidade por mais três anos.
Portanto é importantíssimo que cada
irmão se conscientize que SUA PRESENÇA É INDISPENSÁVEL.
Cada membro do Conselho (conselheiro) é
responsável pela caminhada da Fraternidade, animando e conduzindo todos rumo ao
objetivo do Franciscano Secular: ‘Viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo, seguindo os passos de São Francisco’, no meio do
mundo e, em fraternidade. Mas sabemos que não é tarefa simples e, precisamos
que cada irmão(ã) esteja comprometido com o nosso ideal de vida e com a
animação e itinerário espiritual desta Fraternidade e dos demais níveis acima.
Por isso, por que não beber um pouco de nossa fonte franciscana e ver o que
pensa nosso Pai Seráfico.
“Queria, em suma, que a Religião fosse
acessível aos pobres e iletrados. Não somente aos ricos e sábios. Dizia: ‘Em
Deus não há acepção de pessoas (cf. Rm 2,11), e o Ministro Geral da Religião, o
Espírito Santo, pousa igualmente sobre o pobre e o simples.’ Na verdade quis colocar esta palavra na Regra, mas a
bula [já] concedida não permitia acréscimo. (2 cel, 193).”
Neste texto extraído da biografia escrita por
Tomás de Celano, ele nos apresenta a intenção firme de São Francisco de colocar
este pensamento na Regra, só não colocou porque já havia fechado a bula. E
demonstra a sua visão de que o Espírito Santo é o Ministro Geral da Ordem e que
Deus não faz acepção de pessoas entre sábios e ricos ou pobres e aqueles que não
sabem ler. E se o Ministro Geral é o
mesmo Espírito que recebemos em nosso batismo, que nos assistiu em nossa
profissão, então nenhum professo em nossa fraternidade pode ficar alheio ao
compromisso de animar e conduzir a fraternidade. Não, que o Espirito Santo irá
ficar fazendo milagres toda hora e tornar capaz aquele que não se esforce para
desenvolver mas, o Espirito direciona com certeza a intenção de todo aquele que
tem boa vontade. São Francisco mesmo, em sua exortação aos que fazem, e aos que
não fazem penitencia, que está em nossa regra, assim ele encerra sua exortação:
“E os que não sabem ler, façam-nas ler muitas vezes; e guardem-nas na memória, pondo-as santamente em
prática até o fim, pois elas são "espírito e vida" (Jo 6,63).”
Aqui fica muito claro para
nós que o tempo de caminhada de um irmão(ã) que, desde sua profissão medita e
guarda em seu coração a nossa Regra e as palavras de nosso Seráfico Pai a
exemplo de nossa Mãe Maria, este estará preparado para com a humildade que nos
deixou de exemplo São Francisco, se dispor à um cargo onde possa servir à Fraternidade
e contar com a ajuda dos irmãos, até que ele aprenda, que tenham as habilidades que talvez um
determinado cargo venha a lhe exigir como a informática por exemplo.
E, como foi falado acima sobre a ação do
Espirito Santo no governo de toda Ordem, lembramos que São Francisco era
continuamente agraciado com revelações e milagres. E uma revelação de Deus ao nosso
Seráfico Pai vem bem ao nosso encontro já que muitos tem chegado a infeliz conclusão
de que, nossa Fraternidade irá acabar devido ao número reduzido de irmãos em
vista de tempos passados que tínhamos um número bem mais razoável. Vamos também
refletir sobre ele: “Uma vez, como estivesse perturbado pelos maus exemplos e, [assim] perturbado,
se entregasse à oração, obteve do Senhor esta censura: ‘Por que te perturbas,
homenzinho? Por acaso te constitui pastor sobre a minha Religião a ponto de não
saberes que eu sou o principal protetor dela? Constitui a ti, homem simples,
para que os que quiserem sigam as coisas que eu fizer em ti, coisas a serem
imitadas pelos outros. Eu os chamei, conservarei, nutrirei (cf, Is 48, 15; Ap
10, 3) e, para reparar a perda de alguns, colocarei outros no lugar deles, de
modo que, se algum não tiver nascido (cf. Mt 26,24), farei com que ele nasça.
Portanto, não se perturbes, mas ocupa-te com tua salvação (cf. Fl 2,12),
porque, ainda que a Religião chegue ao número de três, permanecerá sempre
inabalável pela minha graça. (2
CEL 158). Mas uma vez, um texto que nos mostra que o Governo da Ordem vem de
Deus, à nós, cabe nos reclinarmos humildemente à sua vontade e sermos
instrumentos nas mãos dele a exemplo de nosso pai São Francisco.
Com certeza
todos tivemos uma inspiração que motivou a Profissão na Ordem. Não podemos
deixar que o tempo apague está motivação mas devemos nos empenhar o máximo para
conhecer e amar nossa Fraternidade e sua forma de vida pois muito mais amamos
aquilo que conhecemos então, que em março de 2018, possamos estar ciente dos
cargos que ocupam o Conselho e o que cada um faz.
Assim poderemos diante do
Senhor, sempre em espírito de oração, perceber para qual cargo podemos ser
úteis ou, ao menos, quem serão os irmãos que pode ocupar este ou aquele cargo
sempre ciente de que, nem o ministro (a) nem o Conselho agem
individualmente. Todos devem estar unidos,
ajudando- se uns aos outros naquilo que tiver dificuldade e o Espírito Santo
vem de encontro à nossa boa vontade.
Que o Senhor ilumine nossos
corações.
Paz e bem!
Santo Tomás de Cori
Sacerdote da Primeira
Ordem (1655-1729).
Canonizado por João Paulo II no dia 21 de novembro
de 1999.
Após cinco anos foi consagrado
sacerdote, logo assumindo a condição de pregador na diocese em Subiaco, onde
exerceu seu apostolado. Considerado grande professor de santidade, exímio
diretor espiritual e incansável confessor, iniciava essa tarefa pela manhã
terminando só à noite.
Frei Tomás de Cori foi imagem viva do
Bom Pastor. Como guia amoroso, soube conduzir para as pastagens da fé os irmãos
confiados aos seus cuidados, animado sempre pelo ideal franciscano.
No convento demonstrava o
seu espírito de caridade, fazendo-se disponível a qualquer exigência, mesmo a
mais humilde, sendo especialmente solicitado para atender os que estavam
enfermos nos leitos. Ele, que durante quarenta anos, conviveu com uma ferida na perna, sem que fizesse uma única
queixa ou fosse um motivo de impedimento para o exercício de suas funções e
apostolado.
Como autêntico discípulo do
Pobrezinho de Assis, Tomás de Cori foi obediente a Cristo. Meditou e encarnou
na sua existência a exigência evangélica da pobreza e do dom de si a Deus e ao
próximo. Contemplado pelo Espírito Santo com muitos dons, como o do conselho,
cura, graças e prodígios, foi durante sua vida religiosa, “visitado” muitas
vezes na Santa Missa, pelo Menino Jesus, a Virgem Maria e por São Francisco de
Assis.
Entretanto seu nome está ligado à
grande obra dos “Retiros” da Ordem Franciscana. Seguindo o exemplo do beato
Boaventura de Barcelona, fundou os “retiros” de sua Ordem em Civetela e
Palombara Sabina, ambos na Itália. As rígidas regras para as orações e vida
religiosa se estenderam para todos os “Retiros” da sua Ordem em 1756, e se
mantém até hoje na íntegra com a sua assinatura. Eles também serviram de base
para os “retiros” de outras Ordens religiosas.
Toda a vida de Tomas de Cori se mostrou assim como sinal do Evangelho,
testemunho do amor do Pai celeste, revelado em Cristo e operante no Espírito
Santo, para a salvação do mundo. Ele que morreu no dia 11 de janeiro de 1729,
foi beatificado em 1786 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1999.
Fonte: “Santos
Franciscanos para cada dia”,
Ed. Porziuncola
MAGNIFICAT
E Maria disse: A Minh ‘alma engrandece o Senhor
e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46-47).
O Senhor, diz ela,
elevou-me por um dom tão grande e inaudito, que nenhuma palavra o pode
descrever e mesmo no íntimo do coração é difícil compreendê-lo. Por isso dedico
todas as forças de meu ser ao louvor e à ação de graças, contemplando a
grandeza daquele que é eterno, e ofereço com alegria minha vida, tudo que sinto
e penso, porque meu espírito rejubila pela divindade eterna de Jesus, o Salvador,
que concebi e é gerado em meu seio.

O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o
seu nome! (Lc 1,49).
Estas palavras se
relacionam com o início do cântico que diz: A minh’alma engrandece o Senhor. De
fato, só a alma em quem o Senhor se dignou fazer maravilhas
pode engrandecê-lo e louvá-lo dignamente e dizer, exortando os que compartilham
seus desejos e aspirações: Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos
juntos o seu nome (Sl 33,4).
Quem conhece o Senhor e é negligente em proclamar sua
grandeza e santificar o seu nome, será considerado o menor no Reino dos Céus
(Mt 5,19). Diz-se que santo é o seu nome porque, pelo seu poder ilimitado,
transcende toda criatura e está infinitamente separado de todas as coisas
criadas.
Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor (Lc 1,54).
Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor (Lc 1,54).
Israel é, com razão, denominado servidor do Senhor, porque,
sendo obediente e humilde, foi por ele acolhido para ser salvo, como diz
Oséias: Quando Israel era criança, eu já o amava (Os 11,1). Aquele que recusa
humilhar-se não pode certamente ser salvo, nem dizer com o Profeta: Quem me
protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta a minha vida! (Sl
53,6). Mas, quem se fizer humilde como uma criança, esse é o maior no Reino dos
Céus (cf. Mt 18,4).
Como havia prometido a nossos
pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre (Lc 1,55).
Trata-se da descendência de Abraão segundo o espírito e não
segundo a carne, isto é, não apenas dos filhos segundo a
natureza, mas de todos que seguiram o exemplo da sua fé, fossem eles
circuncidados ou incircuncisos. Pois o próprio Abraão, ainda incircunciso,
acreditou e isto lhe foi imputado como justiça.
A vinda do Salvador foi, portanto, prometida a
Abraão e a seus filhos para sempre, isto é, aos filhos da promessa, dos quais
se diz: Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a
promessa (Gl 3,29).
É com razão que, antes do nascimento do Senhor e de João, suas mães profetizam, para que, tendo o pecado começado pela mulher, os bens comecem igualmente por ela; e se foi pela sedução de uma só mulher que a morte foi introduzida no mundo, agora é pela profecia de duas mulheres que se anuncia ao mundo a salvação.
É com razão que, antes do nascimento do Senhor e de João, suas mães profetizam, para que, tendo o pecado começado pela mulher, os bens comecem igualmente por ela; e se foi pela sedução de uma só mulher que a morte foi introduzida no mundo, agora é pela profecia de duas mulheres que se anuncia ao mundo a salvação.
de São Beda Venerável, presbítero, (Lib. 1, 46-55: CCL
120, 37-39) (Séc. VIII)
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