FRATERNIDADE
FRANCISCANA SECULAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DE PETRÓPOLIS
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do Sagrado Coração de Jesus
INFORMATIVO
Ano VIII DEZEMBRO DE 2016 - Nº 06
SANTA CLARA DE ASSIS
Frei Hugo
D. Baggio,OFM
A LIBERTADORA DE
ASSIS
Os dias de Soror Clara e de suas companheiras
transcorriam no silêncio e calma de São Damião,
ao chilreio das andorinhas que construíam seus ninhos no telhado do
conventinho.
Mas o sossego também foi, um dia, interrompido. Foi no ano de 1241. O imperador Frederico
II
declarou guerra ao Papa e logo as suas tropas se
espalharam por toda a Itália, levando após si todas as misérias, companheiras
inseparáveis da guerra.
Os exércitos do
Imperador compunham-se, na sua maioria, de sarracenos aguerridos e fanáticos,
indisciplinados e bárbaros, deixando por onde passavam o doloroso traço do seu
vandalismo.
Em suas correrias chegaram também a Assis. Ocuparam-na e espalharam-se como um bando de gafanhotos por
toda a cidade e arredores, na ânsia incontida de pilhagem. Não deixaram de
fazer uma visita também ao conventinho de São Damião. O exterior não prometia
muita coisa, mas outras vezes dentro de uma aparência miserável haviam
encontrado fabulosas riquezas.
Em todo o caso, não custava tentar. Encostaram escadas aos muros e
tentaram penetrar, forçando portas e janelas. O terror reinava entre as irmãs que correram a buscar abrigo
junto a Soror Clara que se achava acamada, mas estava imperturbável e serena.
A sua simples presença já infundia coragem.
Que poderia ela, uma frágil mulher, fazer contra um bando de bárbaros indisciplinados? Não
possuía arma alguma para se opor, mas tinha Deus no coração.
Soror Clara mandou, então, trazer o cibório de marfim que encerrava a divina Eucaristia e falou
a Jesus:
— Senhor,
querereis abandonar estas
vossas servas que eu criei para vós? Querereis entregar às garras do
falcão estas vossas pombinhas? Defendei-as, Senhor, que eu não o
posso fazer...
E uma voz meiga e serena se fez ouvir:
— Eu sempre as guardarei e defenderei.
O pensamento de Clara voou para a sua cidade e
implorou:
— Senhor,
eu vos peço, defendei também a cidade de Assis, que por amor de vós nos dá o pão de cada dia.
E a mesma voz:
— A cidade sofrerá um pouco. Mas breve será
libertada.
O clamor das vozes e o entrechoque das espadas
eram sempre mais fortes. A vitória dos invasores
já estava certa, quando numa pequena porta que abria para o pátio surge Clara
com o cibório.
À esta
aparição o pânico se abateu sobre os invasores. Desciam das escadas, saltavam
dos muros, caíam, atropelavam-se e fugiam desesperadamente, enchendo o vale
com sua vozearia.
Não tinham temido enfrentar exércitos poderosos, tremiam diante de uma
frágil e doente mulher.
E' que ela tinha em suas mãos o Senhor dos exércitos, o Deus Forte.
O PÃO DE CADA DIA
Quando a guerra se derrama sobre uma região, uma das
inseparáveis companheiras que consigo traz é a fome. No correr do ano de 1241
várias invasões caíram sobre Assis. E ao se retirarem os exércitos invasores
deixavam após si um rasto de ruínas e misérias. A fome, com seu espectro temível,
rondava palácios e choupanas, galopando pelos campos.
Se Assis não tinha pão, também não o tinha o conventinho de São
Damião que dependia da caridade dos assisienses. E um dia não havia mais pão. .
. Aliás, havia ainda um pão, mas o que era isso para 50 irmãs? A irmã
cozinheira procurou toda aflita a Soror Clara:
— Já não temos mais que um pão. O quê darei às irmãs para a sua refeição?
— Não temas,
irmãzinha. Vai e divide o pão em dois pedaços. Manda um pedaço aos irmãos da
Porciúncula e reparte o outro em tantas partes quantas forem as irmãs. Depois,
chama as irmãs ao refeitório.
A irmã obedeceu prontamente. Foi ao refeitório e começou a
dividir o pão em quatro... oito... dezesseis... trinta e duas partes... mas os
pedaços iam ficando tão pequenos que quase desapareciam. Voltou, então,
aflita para junto
de Soror Clara:
— Mãe,
para conseguir deste
pouco de pão um bocado para cada irmã, somente o
poder de Nosso Senhor.
— Tem
confiança, filha. O Pai do céu não
deixa nem os passarinhos sem seu bocado,como deixará a nós
suas filhas? Vai e
faze que te ordenei.
A irmã cozinheira voltou ao refeitório e recomeçou a
fragmentação do pão, com todo o cuidado, pois os pedacinhos já eram migalhas.
Talvez a irmã terá pensado, sorrindo: uma tal divisão de pão só mesmo para
alimentar passarinhos, mas de repente...
No cesto, nas mãos da irmã, sobre a mesa, os bocados de pão
multiplicavam-se... multiplicavam-se... multiplicavam-se tanto, que ao chegarem
as irmãs para a paupérrima refeição, encontraram pão suficiente para todas.
"Por
que vos preocupais com o que haveis de comer ou de vestir? O Pai do céu que
alimenta as avezinhas e veste os lírios do campo, tem solicitudes maiores para
com os homens", promessa de Jesus que parecia pairar na obscuridade do pequeno
refeitório de São Damião.
Continua no informativo – Ano VIII - JANEIRO DE 2017 -
Nº 07

SANTOS FRANCISCANOS
MES DE DEZEMBRO
1 — B. Antonio Bonfadini, 1ª Ordem
2 — B. Carlos de
Blois, 3ª Ordem.
3 — S. Donino, mártir de Ceuta, 1ª Ordem.
4 — B. Pedro de Sena,
3ª Ordem.
5 — S. Hugolino,
mártir de Ceuta, 1ª Ordem
6 — S. Samuel, mártir de Ceuta, 1ª Ordem
7 — S. Maria José
Rosselo, 3ª Ordem.
8 — IMACULADA CONCEIÇÃO
9 — B. João Romano,
3ª Ordem, mártir no Japão
10 — B. Engelberto Kolland, 1ª Ordem, mártir
11 —
B. Hugolino Magalotti, 3ª Ordem.
13 — B. Conrado de Ofida, 1ª Ordem.
14 — B. Bártolo de S. Gimignano, 3ª Ordem.
15 — B. Maria
Francisca Schervier, 3ª Ordem Regular
17 — B. João
de Montecorvino, 1ª Ordem, culto
ainda não aprovado
22 — S. Francisca Xavier Cabrini, 3ª Ordem.
23 — B. Nicolau Fatore, 1ª Ordem.
25 — SOLENIDADE DA NATIVIDADE DE JESUS
26 — B. Bentivólio de Bonis, 1ª Ordem.
29 — B. Gerardo de Valença, 1ª Ordem
30 — B. Margarida Colona, 2ª Ordem
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