quinta-feira, 16 de maio de 2013

FOLDER DISTRIBUIDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 04 DE MAIO DE 2013 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


INFORMATIVO

Ano IV  -  MAIO DE 2013 -  Nº  12

ESPIRITUALIDADE  FRANCISCANA

SANTA  ISABEL  DE  HUNGRIA

Continuação

Ó MORTE, ONDE TUA VITÓRIA?
                             
Partira, pois, o duque Luís com um es­plêndido séquito de duzentos cavaleiros. Luís foi reunir-se em Brindisi ao Impe­rador Frederico que ali acampava com perto de sessenta mil homens.
Luis foi recebido com grandes honras, apesar de ser um dos príncipes mais mo­ços. E o imperador fez-se acompanhar por ele à ilha de Santo André, onde se rea­lizaria uma grande assembleia.
Entretanto no seio das tropas, vindas de regiões desacostumadas com o verão italiano, desenvolvia-se uma doença con­tagiosa. Já na ilha de Santo André Luis sentiu em si os primeiros sintomas da moléstia.
Obrigado a deixar as tropas recolheu-se ao seu navio. Sentindo que estava para morrer mandou chamar o patriarca de Jerusalém com o qual se confessou. Feito o seu testamento recebeu a santa unção e o viático na presença dos cavaleiros e de seus soldados, edificando a todos com sua devoção fervorosa.
Sua vida Luis já a tinha sacrificado a Deus ao tomar a Cruz dos cruzados.
Convicto de estar perto a sua morte, Luis encarregou uns cavaleiros de anun­ciar sua morte à sua família e entregar à esposa o anel com o Cordeiro de Deus, como ao partir lhe havia prometido.

POBRE  CORAÇÃO

Os cavaleiros que o duque havia encar­regado de irem à Turíngia anunciar sua morte, partiram imediatamente. Chega­ram quando Isabel acabava  de dar à luz o terceiro filhinho. Mas a infausta notícia  não lhe foi comunicada.
Porém, passado o tempo de resguardo, foi mister participar-lhe a desgraça com que Deus a ferira.
E a duquesa-mãe foi quem quis desempenhar esta dolorosa missão, entregando-lhe o anel. "Minha filha, resigna-te e recebe este anel que ele te mandou, pois infelizmente morreu".
Ao ouvir estas palavras Isabel deixando cair os braços sobre os joelhos e jun­tando as mãos, disse em voz sufocada: "Ah, meu Deus! meu Deus, eis que o mundo inteiro está morto para mim; o mundo e tudo que tem de bom".

A VIÚVA

A morte do esposo fez de Isabel o mo­delo da viúva cristã, elevada à sua mais alta potência, cada vez mais desprendida de si mesma, e chegando a um grau de abnegação e de mortificação que somen­te; aos olhos da fé tem um valor inefável.
Isabel tinha um filhinho de cinco anos de idade, de nome Hermann, que seria o único sucessor legítimo de seu pai, e portanto herdando o governo do ducado.
Porém o demônio teceu a maior rede de infâmias e calúnias contra Isabel. Ela sem defensor algum na própria família, foi despojada de tudo o que possuía, e o seu maior inimigo, o duque Henrique, ordenou que se retirasse imediatamente do castelo.
Admirada de tais insultos e de tal men­sagem, ela somente pôde suplicar que lhe concedesse alguma demora.
          Sua sogra, a duquesa-mãe, indignada com tamanha insolência, apertou Isabel ao coração, não permitindo que dela se afastassem a nora e os netinhos.

Mas de nada valeram seus rogos, e cheia de ira e de vergonha, resignou-se a deixar partir seus entes tão queridos. As portas do castelo, onde Santa Isabel tanto tempo vivera, cerraram-se atrás dela. As duas amigas estavam separadas!

AFLIÇÃO, MISÉRIA

Expulsa do castelo, sua segunda pátria, a viúva abandonada e filha de reis, acha­va-se fora   das muralhas do castelo e as portas lhe ficavam trancadas.
Com o coração sangrando, pois ainda não estava cicatrizada a ferida que lhe causara a morte do esposo, tivera um tra­tamento ignominioso e escandaloso, co­mo talvez nunca fora tratada outra princesa; acresceu a isso o aspecto das três criancinhas que tiritavam e choravam de frio. Ela mesma carregava nos braços o menino que, havia pouco, dera à luz; as outras duas eram levadas pelas servas que a seguiam.
Tomou o caminho áspero e escarpado que conduzia à cidade. E como Nossa Senhora em Belém, foi rejeitada, pois, por ordem do duque Henri-que, quem acolhes­se a princesa e os filhos, cairia em todo o seu desagrado.
O receio de arruinar-se, a si e suas fa­mílias, pode ser que haja impedido os ha­bitantes da cidade de favorecerem Isabel.
Ao ver os próprios súditos, a quem tan­to amava e favorecera, e que tão mal lhe pagavam, assemelhara-se ao próprio Sal­vador, de quem está escrito: "Veio para o que era seu e os seus não o receberam. (João I, 2),

O ROUXINOL DE CRISTO

Chegou, enfim, a pobre família a uma mesquinha taverna, cujo dono não podendo ou querendo despedi-la, deu-lhe por abrigo, apenas por aquela noite, um casebre onde guardava os utensílios da cozinha e onde dormiam os porcos.
Mandou retirar os animais, a fim de dar lugar à duquesa de Turíngia, a prin­cesa real da Hungria.
Tendo se lamentado quando tudo lhe tiraram, num momento de desespero havia dito: "Só me resta orar a Deus"!
Mas este grau de humilhação lhe trouxe, subitamente, a calma de espírito, apenas achou-se neste lugar imundo. As lágrimas secaram e um consolo imenso lhe encheu a alma: o consolo admirável do Espírito Santo.
Sem poder conciliar o sono, e ouvindo o si-no da Igreja de São Francisco, o mos­teiro que ela, em vida do esposo, havia fundado, foi até lá e assistiu ao ofício di­vino: as Matinas.
E suplicou aos franciscanos que can­tassem, o Te Deum, em ação de graças pelas grandes tribulações que Deus lhe havia enviado. O cântico foi executado pelos frades, e certamente agradou a Deus como lhe agradam os cânticos dos anjos.

Continua no informativo – Ano V -            JUNHO DE 2013  -  Nº  01


SANTOS FRANCISCANOS

MES DE MAIO

1 — B. Juliano de Istria,  1ª Ordem
2 — B. Vivaldo de S. Gimignano,  3ª Ordem.
3 — B. Petronila de Troyes, 2ª Ordem.
4 — B. Ladislau de Gielnow, 1ª Ordem.
5 — B. Benvenuto de Recanati, 1ª Ordem.
6 — B. Bartolomeu de Montepulciano, 1ª Ordem
7 — B. Maria de Santa Natália, 3ª Ordem Regular, mártir da China
8 — IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
9 — S. Catarina de Bolonha, 2ª Ordem.
10 — B. Félix de Nicósia, 1ª Ordem.
11 — S. Inácio de Laconi, 1ª Ordem.
12 — B. João de Cetina, 1ª Ordem, mártir
13 — B. Pedro de Duenas,  1ª Ordem, mártir
14 — B. Crispim de Viterbo, 1ª Ordem.
15 —  B. Humiliana Cerchi, 3ª Ordem.
16 — S. Margarida   de   Cortona, 3ª Ordem.
17 — S. Pascoal de Bailão,  1ª Ordem.
18 — S. Félix de Cantalício, 1ª Ordem.
19 — S. Teófilo da Corte
20 — S. Bernardino de Sena, 1ª Ordem.
21 — S. Ivo de Bretanha, 3ª Ordem.
22 — B. João Forest, 1ª Ordem, mártir
23 — B. João de Prado, 1ª Ordem, mártir
24 — DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE S. FRANCISCO EM ASSIS
25 —B. Gerardo   de   Vilamagna, 3ª Ordem.
26 — B. Estêvão de  Narbona, 1ª Ordem, mártir
27 — B. Raimundo de Carbona, 1ª Ordem, Mártir
28 — S. Maria Ana de Jesus Paredes, 3ª Ordem
29 — B. Herculano de Piegaro, 1ª Ordem.
30 — B. Camila Baptista Varano, 2ª Ordem.
31— S. Fernando III,Rei de Castela, 3ª Ordem



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