segunda-feira, 9 de setembro de 2013

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE AGOSTO DE 2013

SANTA CLARA DE ONTEM E DE SEMPRE



                Francisco e Clara povoam nosso imaginário cristão e franciscano. Francisco é o irmão, o pai, o amigo, o apaixonado por Cristo, aquele que reescreve o Evangelho, o homem novo, o criador de um mundo reconciliado, o apaixonado pelo que é pequeno e simples, que morre cantando as glórias do senhor deitado na terra nua, nosso Francisco de ontem e de sempre. Francisco que deu nome ao Papa Bergoglio.
                Clara, a luminosa, a mulher de São Damião, a amiga incondicional de São Francisco, a plantinha do Seráfico Pai, a filha de dona Ortolana, a irmã das irmãs de São Damião. Passou ela a vida toda nos exíguos espaços daquela igrejinha,  realizando com ternura tarefas e coisas extremamente simples: acolher as irmãs, não deixar que passassem frio, dormir em austero leito, conversar com o Amado, viver  sempre com o Amado , em todos os momentos, mulher extremamente carinhosa com o Pai Francisco, sofreu e exultou quando soube que ele tinha nas mãos, nos pés e no coração as chagas do Amor que não é amado, mulher que conservou no coração as lembranças dos frades, mulher terna e mansa, mas também vigorosa e forte, quase que exigindo do Papa o privilégio da pobreza, mulher corajosa, doente anos a fio mas sempre serena e pacífica.
                Francisco e Clara não saem do nosso imaginário. Com Francisco aprendemos a gritar que o Amor precisa ser amado. Com Clara somos convidados a ter um coração iluminado e apaixonado pelo Esposo.
                Festejamos com alegria Clara. Nunca podemos separá-la do irmão Francisco.


Com carinho,
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM.



SACERDOTE QUE MOROU  NA CIDADE PODE VIRAR SANTO 

Um padre franciscano que foi ordenado sacerdote em Petrópolis pode ser declarado santo. Frei Bruno, que nasceu em 1876 na Alemanha e morreu em 1960 em Santa Catarina, teve seu nome aceito pelo Vaticano. Segundo Frei Alberto Beckhãuser, que há anos pesquisa o tema, existem inúmeros depoimentos, principalmente no sul do país, que creditam ao religioso a cura de doenças. Ele acredita que o processo de beatificação esteja concluído em aproximadamente cinco anos.
O processo de beatificação do Frei Bruno – nascido em 1876 em Dusseldorf, na Alemanha, e ordenado sacerdote em Petrópolis em 1901 – foi aceito pelo Vaticano. Simples, pobre humilde, zeloso, e caridoso são algumas das características de Frei Bruno, apontadas por quem conviveu com o religioso. Todos os anos, em Joaçaba, Santa Catarina, onde o religioso viveu seus últimos anos de vida, acontece uma procissão que pede a beatificação do Frei.
Frei Bruno faleceu no dia 25 de fevereiro de 1960 e seu enterro entrou para a história de joaçaba, já que foi o maior visto na cidade.
Frei Bruno era conhecido por não aceitar carona. Ele percorria a pé os caminhos entre uma e outra comunidade e surpreendia os fiéis que o tinham visto pelo caminho. Isso porque, ao chegar na cidade, o frei já estava lá. Frei Bruno era incansável em suas visitas as famílias, benzendo as casas.
Tribuna de Petrópolis.


Coral Canarinhos perde seu eterno regente



* 14/06/1935     + 06/08/2013 
 Com pesar, noticiamos o falecimento de Frei José Luiz Prim, nesta noite, às 20h00, no Hospital Santa Isabel, de Blumenau.
Em sua generosidade, Frei José Luiz Prim enviou à Secretaria Provincial, em abril de 2012, uma autobiografia resumida. Aliás, em sua pasta há belos textos sobre sua vocação e vida franciscana e também sobre sua experiência como educador e regente dos Canarinhos de Petrópolis. Demos, pois, mais uma vez, voz a Frei José Luiz, que descreve sua vida em 3º pessoa.
“Frei José Luiz Prim realizou seu ideal de vida como sacerdote franciscano da Ordem dos Frades Menores. Nasceu na Varginha, região interior de Santo Amaro da Imperatriz, SC, no dia 14 de junho de 1935, e foi o último dos 16 filhos de uma  família de colonos. Além de todos esses, os pais tiveram mais duas filhas adotivas. Duas de suas irmãs abraçaram a vida religiosa. Desde criança teve grande inclinação para a música. Na infância viveu um ambiente de grande religiosidade e os padres franciscanos muito frequentavam a sua casa, dado que tanto o pai quanto a mãe tinham um irmão na Ordem Franciscana. Isto fez com que sua vocação para a vida franciscana e sacerdotal despertasse já na infância, e se mantivesse acesa pela vida inteira.
“O ideal da vida religiosa e do cultivo da música conviveram por todos os anos de sua formação. Assim, durante os estudos no Seminário de Agudos, SP, formou-se no curso de Piano no Conservatório Dramático e Musical de Bauru, que mais tarde se transformou na Escola de Música Pio XII e passou  para Faculdade de Música. Quando padre jovem, foi transferido para o Seminário de Agudos, na qualidade de professor e educador. Ali formou-se na Faculdade de Música e de Letras com Inglês. Após conduzir por oito anos as atividades musicais do Seminário de Agudos, dedicou todo um ano a estudos de extensão de Música em São Paulo, preparando-se para assumir a direção do Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis em 1973. Permaneceu nessa atividade por 28 anos, até o ano 2000. O Instituto mantém o famoso Coral dos Meninos Cantores de Petrópolis, conhecidos como os “Canarinhos de Petrópolis”.
“Como regente desse coral, Frei Prim realizou numerosas excursões artísticas por diversos  Estados do Brasil. Organizou e dirigiu também 6 excursões internacionais. Por 4 vezes teve o privilégio de apresentar seu coro diante do Papa. Da primeira vez, cantou integrado com o enorme coro de 12.000 vozes de Meninos e Jovens Cantores, reunidos na Basílica de São Pedro, em Roma, para o XV Congresso Internacional de Meninos Cantores. Nas outras 3 apresentações com a presença do Santo Padre, teve o privilégio de ter o coro cantando como solista em certos momentos da celebração. Frei José Luiz considera essas apresentações diante do Papa como os maiores eventos de sua vida como regente do coral.
“Após o ano de 2000, por decisão própria, resolveu renunciar aos trabalhos com o coral, para dedicar-se à evangelização nas paróquias. A partir de então trabalhou em Pato Branco, Rodeio e Ituporanga, e atualmente (2012) se encontra na Paróquia-Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Blumenau.
“Nos 28 anos em que regeu o Coral dos Canarinhos, sempre manteve o cultivo e o interesse pelo Canto Religioso Popular, muito incentivado pela Igreja após o Concílio Vaticano II. O próprio Coral, além da polifonia apresentada nas celebrações, sempre cantava esse gênero de música, para dar ao povo a possibilidade de uma participação ativa. No gênero do Canto Religioso Popular, compôs ainda no tempo de permanência com os Canarinhos a Missa em honra do Santo Frei Galvão, publicada pela Editora  Vozes. E poucos anos após, compôs as Missas do Sagrado Coração de Jesus e da  Imaculada Conceição, com letra de Frei José Moacyr Cadenassi, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Este CD foi lançado pela Paulus. A mesma editora publicou há pouco tempo um CD quase todo de sua autoria, com Letra e Música da Missa em honra de Nossa Senhora Aparecida e Partes Fixas da Missa.
Para comemorar os 800 anos de fundação da Ordem de Santa Clara (1212-2012), compôs a Missa de Santa Clara de Assis. A gravação foi realizada em estúdio de Blumenau, SC, e a fabricação do CD foi realizada na Zona Franca de Manaus”.
“Evangelizar, levando ao mundo a mensagem  do Reino, iluminada pela mística de São Francisco de Assis, este sempre foi meu ideal de vida”.
R.I.P.            
Frei Walter de Carvalho Júnior        



FRANCISCO DE ASSIS E FRANCISCO DE ROMA 

Desde que  assumiu o nome de Francisco, o bispo de Roma eleito e, por isso,  Papa, faz-se inevitável a comparação entre os dois Franciscos. Ademais, o Francisco de Roma explicitamente se  remeteu ao Francisco de Assis. Evidentemente não se trata de mimetismo, mas de constatar pontos de inspiração que nos indicarão o estilo  que o Francisco de Roma quer conferir à direção da Igreja universal.
Há um ponto inegável comum: a crise da instituição eclesiástica. O jovem Francisco diz ter ouvido uma voz vinda do Crucifixo de São Damião que lhe dizia:”Francisco repara a minha Igreja porque está em ruínas”.
No tempo de São Francisco de Assis triunfava o Papa Inocêncio III (1198-1216) que se apresentava como “representante de Cristo”. Com ele se alcançou o supremo grau de secularização da instituição eclesiástica com interesses explícitos de “dominium mundi”, da dominação do mundo. Efetivamente, por um momento, praticamente, toda a Europa até a Rússia estava submetida ao Papa. Vivia-se na maior pompa e glória. Em 1210, sob muitas dúvidas, Inocêncio III reconheceu o caminho de pobreza de Francisco de Assis. A crise era teológica: uma Igreja-Império temporal e sacral contradizia tudo o que Jesus queria.
Francisco viveu a antítese do projeto imperial de Igreja. Ao evangelho do poder, apresentou o poder do evangelho: no despojamento total, na pobreza radical e na extrema simplicidade. Não se situou no quadro clerical nem monacal, mas como leigo se orientou pelo evangelho vivido ao pé da letra nas periferias das cidades, onde estão os pobres e hansenianos e no meio da natureza, vivendo uma irmandade cósmica com todos os seres. Da periferia falou para o centro, pedindo conversão. Sem fazer uma crítica explícita, iniciou uma grande reforma a partir de baix, mas sem romper com Roma. Encontramo-nos face a um gênio cristão de sedutora humanidade e de fascinante ternura e cuidado pondo a descoberto o melhor de nossa humanidade.
Estimo que esta estratégia deve ter impressionado a Francisco de Roma. Há que reformar a Cúria e os hábitos clericais de todas as igrejas. Mas não se precisa criar uma ruptura que dilacerará o corpo da cristandade.
Outro ponto que seguramente terá inspirado a Francisco de Roma: a centralidade que Francisco de Assis conferiu aos pobres. Não organizou nenhuma obra para os pobres, mas viveu com os pobres e como os pobres. O Francisco de Roma, desde que o conhecemos, vive repetindo: o problema dos pobres não se resolve sem a participação dos pobres, não pela filantropia, mas pela justiça social. Esta diminui as desigualdades que castigam a América Latina e, em geral, o mundo inteiro.
O terceiro ponto de inspiração é de grande atualidade: como nos relacionar com a Mãe Terra e com os bens e serviços escassos. Na fala inaugural de sua entronização, Francisco de Roma usou mais de 8 vezes a palavra cuidado. É a ética do cuidado, como eu mesmo tenho insistido fortemente, a que vai salvar a vida humana e garantir a vitalidade dos ecossistemas. Francisco de Assis, patrono da ecologia, será o paradigma de uma relação respeitosa e fraterna para com todos os seres, não em cima mas ao pé da natureza.
Francisco de Assis entreteve com Clara uma relação de grande amizade e de verdadeiro amor. Exaltou a mulher e as virtudes considerando-as “damas”. Oxalá inspire a Francisco de Roma uma relação para com as mulheres, a maioria da Igreja, não só de respeito, mas de valorização de seu protagonismo, na tomada de decisões sobre os caminhos da fé e da espiritualidade no novo milênio.
Por fim, Francisco de Assis é, segundo o filósofo Max Scheler, o protótipo ocidental da razão cordial e emocional. É ela que nos faz sensíveis à paixão dos sofredores e aos gritos da Terra. Francisco de Roma, é um claro exemplo da inteligência cordial que ama o povo, abraça as pessoas, beija as crianças e olha amorosamente para as multidões. Se a razão moderna não se amalgamar à sensibilidade do coração, dificilmente seremos levados a cuidar da Casa Comum, dos filhos e filhas deserdados e alimentar a convicção bem franciscana de que abraçando afetuosamente o mundo, estaremos abraçando a Deus.




SÃO LUÍS IX - REI DE FRANÇA
São Luís tornou-se célebre por seu proverbial espírito de justiça e equidade. Para coibir as transgressões e excessos dos juízes, oficiais e outros cargos públicos, nomeava juízes extraordinários a fim de examinar sua conduta e rever seus julgamentos. Premiava os que exerciam com honra e responsabilidade seus encargos. E aos que agiam mal, aplicava exemplar punição.
E, coisa espantosa para os homens dos nossos dias, ele mesmo julgava, sem demoras nem burocracias, os pleitos que eram levados ao seu conhecimento sob o famoso carvalho de Vincennes.
Perronde Fonteinnes e Geffroy de Villete eram juristas de reconhecida competência.
Justiça e misericórdia alternavam-se em suas decisões. O próprio irmão de Luís IX, Carlos d'Anjou, que mandara prender injustamente um cavaleiro, foi intimado a comparecer em Vincennes e ali se apresentou acompanhado por seus melhores especialistas. Mas o cavaleiro tinha como advogados, por ordem do rei, os mais ilustres conselheiros jurídicos da Coroa, e obteve a justa reparação.
Detentor dos mais altos títulos de nobreza, esse rei de França preferia assinar simplesmente "Luís de Poissy", pois nessa cidade recebera o Batismo e considerava sua maior dignidade o ter sido batizado. Em meio a todas as suas obrigações de soberano, recitava todos os dias as Horas Litúrgicas e lia com assiduidade a Sagrada Escritura e os Padres da Igreja. Confessava-se com frequência e exigia, como penitência, que o confessor o açoitasse com um flagelo trazido por ele mesmo. Segundo alguns autores, levava sua devoção a este Sacramento a ponto de não permitir ao sacerdote chamá-lo de"majestade", pois no Tribunal da Reconciliação ele não era rei, mas filho, e o Ministro de Deus não era súdito seu, mas pai..
Seu amor a Deus e aversão ao pecado tornavam-no capaz de suportar quaisquer males. Um dia perguntou a seu fiel amigo e conselheiro:
— Joinville, o que preferes: contrair a lepra ou cometer um pecado mortal?
— Prefiro cometer trinta pecados mortais a contrair a lepra!
— Falas como um insensato — contestou o rei —, pois não há lepra tão vil como a de estar em pecado mortal. É verdade que, ao morrer, o homem livra-se da lepra do corpo; mas quem cometeu pecado mortal não tem certeza, na hora da morte, se seu arrependimento é suficiente para obter o perdão de Deus. Assim, peço-te que, por amor a Deus e a mim, prefiras padecer em teu corpo a lepra e toda outra doença, a ter em tua alma o pecado mortal.7
Seu amor ao próximo e sua solicitude para com os pobres eram reflexo do desvelo da Divina Providência. Conta-se que, numa abadia próxima a Paris, havia um monge no qual a lepra já devastara toda a face. O santo rei o visitava regularmente. Em certa ocasião, levou- lhe perdizes de sua cozinha para alimentá-lo melhor e ajudou-o a comer, colocando os pedaços de carne em sua boca.

Insigne fruto desse fervor é um monumento que atravessou os séculos, causando até hoje admiração em todos quantos o visitam: a Sainte-Chapelle. Construída para abrigar uma relíquia da coroa de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, ela é um resumo da fé e grandeza dessa alma régia! Quando em 1239 chegou a terras francesas a preciosa relíquia,o piedoso monarca foi recebê-la nas proximidades de Sens e depositou-a provisoriamente na Capela de São Nicolau. Inaugurada em 1248 a Sainte-Chapelle, instalou-a nessa capela-relicário por ele idealizada com tanta veneração.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

FOLDER DISTRIBUIDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 03 DE AGOSTO DE 2013 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

INFORMATIVO

Ano V  -  AGOSTO DE 2013 -  Nº  03

ESPIRITUALIDADE  FRANCISCANA

SANTA  ISABEL  DE  HUNGRIA

Continuação

ROMARIAS

No castelo de Bandenstein, onde Isabel foi instalada pelo tio, o príncipe-bispo Egberto, ela continuou os seus exercícios de piedade.
Um sacerdote foi destinado para a ca­pelania do castelo. Na cidade de Erfurt, Santa Isabel escolheu para seus dias de retiro absoluto um convento de moças arrependidas, chamadas damas brancas. Ainda hoje se conserva, no mosteiro das ursulinas, que substituíram as peniten­tes, um copo no qual Santa Isabel costu­mava beber água.
No castelo de seus antepassados em Andechs, vizinho dos Alpes, transforma­do em mosteiro de monges, conservam-se ali, até hoje, alguns objetos pertencentes a Isabel; o seu vestido nupcial e uma pequena cruz de prata, contendo relíquias dos instrumentos da Paixão de Jesus Cristo, presente do Papa Gregório IX.
Ao pé do monte, existe uma fonte tão abundante que nunca se exaure, mesmo nos anos das maiores secas, e dotada de grandes qualidades salutares. Reza a tradição que Isabel, por suas orações fez nascer essa fonte.

Quando Luis I, rei da Baviera, homem católico e religioso, fundou o mosteiro Beneditino de S. Bonifácio, tornou a ad­quirir, por compra, o mosteiro de Andechs, que outrora fora vendido a um judeu.
Acha-se novamente ocupado por uma Ordem religiosa. Nas principais festas do ano, grande número de peregrinos para lá se dirige, em procissão, para venerar as relíquias que ali deixou Santa Isabel.

O VOTO

À sua chegada em Bamberg, o bispo propusera à sobrinha ir para a Hungria, e ficar na companhia de seu pai.
Porém ela recusou, pois as honras e prazeres mundanos fariam com que ela perdesse o seu maior tesouro: a f é e o amor a Deus!
Um casamento com o Imperador Fre­derico II lhe foi proposto; muito aflita porém com o respeito devido ao tio, ela disse-lhe que preferia ficar só durante o resto de sua vida, e servir a Deus tão so­mente!
As duas servas também haviam feito o mesmo voto com sua ama, e receavam que o bispo afinal conseguisse, por sua in­fluência, desviá-la do seu propósito: Isabel porém garantia-lhes sua perseveran­ça a todo o preço, dizendo: "Jurei a Deus e a meu senhor e esposo, quando ainda vivo, que jamais pertenceria a outro ho­mem. Deus lê nos corações e descobre os mais secretos pensamentos, sabe que fiz um voto com coração simples e puro e plena boa fé. Confio na sua misericórdia. É impossível que não me defenda a castidade contra todos os projetos e mesmo contra todas as violências dos homens. Não fiz um voto condicional para agra­dar parentes e amigos, mas um voto es­pontâneo e livre, para após a morte de meu amado esposo, consagrar-me inteiramente à glória do meu Criador. E se meu tio se atrever, a despeito da liberda­de do casamento, a entregar-me a qual­quer homem, protestarei diante do altar. E se não achar outro meio de escapar-me, cortarei o nariz, ocultamente, a fim de tornar-me um objeto de horror para todos os homens!"
Mas o Deus bondoso, a quem ela se ha­via consagrado e a quem ela constantemente pedia socorro, de repente lhe des­fez os cuidados, de uma forma singular.

RESTOS MORTAIS

Depois da morte do duque Luís, os seus companheiros enterraram-no em Otranto, à beira do mar. Muitos dos ca­valeiros da Turíngia conseguiram pene­trar até Jerusalém, e ali depositar ofertas e orações na basílica do Santo Sepulcro, conforme ele lhes havia rogado, no leito de morte. E chegando a Otranto, ao desen­terrá-lo notaram que os seus ossos esta­vam alvos como a neve.
Após atravessar toda a Itália e Alema­nha meridional, chegaram a Bamberg.
Ali se achavam reunidos o bispo, o clero, religiosos dos diversos mosteiros, se­guidos de uma multidão imensa e ao som dos sinos da cidade episcopal, nobres de toda a vizinhança, durante a noite, cele­braram o ofício dos mortos.
No dia seguinte, chegava Isabel, acom­panhada de suas servas amigas, Isentrude e Guda. Levaram-na à presença do esquife e abriam-no, provavelmente, a pedido seu, Isabel atirou-se sobre os ossos, beijou-os com trasporte, e as lágrimas lhe correram abundantes, e a dor lhe era tão cruel, que os bispos e senhores, que as­sistiam a este doloroso espetáculo, julga­ram prudente afastá-la deste lugar, pro­curando dar-lhe algum conforto e calma. Mesmo assim transformava a dor em ar­dente e pura resignação à vontade de Deus. Foi assentar-se num pequeno claustro co­berto de relva, junto à Igreja, esperando pelos cavaleiros que haviam trazido os os­sos do Landgrave Luís, seu amado esposo.
Porque a senhora piedosa não esperou na casa de Deus? Vejamos do que se tra­tava.

O ABISMO DE UM ANO

Quando os senhores saiam da catedral, a duquesa mandou pedir-lhes que viessem até onde ela se achava. Levantou-se hu­mildemente, rendeu-lhes   homenagem, e desculpou-se por atendê-los sentada, pois não se achava bastante forte para ficar de pé.
Contou aos cavaleiros tudo o que havia    sofrido, ela e seus filhos e suplicou-lhes em nome de Deus e Jesus Cristo, Nosso Se­nhor, que se dignassem ser os protetores de seus filhinhos e servir-lhes de tutores.
Indignados com as injúrias feitas a Isabel, declararam sob palavra de honra que a reconheceriam sempre por sua princesa e senhora, e a defenderiam em tudo e contra todos.
Pediram, então, ao prelado que lhes con­fiasse aquela nobre e infeliz família, para reconduzi-la à pátria, juntamente com os restos mortais do duque Luis. No dia se­guinte, o bispo pessoalmente celebrou uma Missa pontifical, a que toda a cidade as­sistiu, depois da qual o cortejo se pôs a caminho em direção da abadia onde o piedoso Luís escolhera sua sepultura.

Continua no informativo – Ano V -            SETEMBRO DE 2013  -  Nº  04

.X.X.X.X.X.X.X.

SANTOS FRANCISCANOS

MES DE AGOSTO

1 — B..Francisco Pinazzo, 1ª Ordem, mártir.
2 — JUBILEU DA PORCIUNCULA
3 — B.João Tiago  Fernandes,  1ª Ordem, mártir.
4 — S. João Maria Vianey, 3ª Ordem.
5 — B. Francisco de Pesaro, 3ª Ordem.
6 — B. Agatângelo de Vendome, 1ª Ordem, Martir
7 — B. Cassiano de Nantes, 1ª Ordem, mártir.
8 — S. DOMINGOS    DE    GUSMÃO
9 — B. Vicente de Áquila, 1ª Ordem. 
10 — B. João  do  Alverne,  1ª Ordem.                                       
11 — SANTA CLARA DE ASSIS, 2ª Ordem.
12 — B. Ludovico Sotelo, 1ª Ordem, mártir no Japão.
13 — B. Sante   de   Montebaroccio,  1ª Ordem.
14 — S. Maximiliano Maria Kolbe, 1ª Ordem.
15 — ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
16 — S. Roque de Montpellier, 3ª Ordem.
17 — B.Paula   Montaldi,  2ª Ordem.
18 — S. Beatriz  da  Silva, 2ª Ordem.
19 — S. Luís de Tolosa, 1ª Ordem.
20 — B. Francisco  Galvez, 1ª Ordem, mártir.
21—  S. Pio X, 3ª Ordem.
22 — B.Timóteo   de   Monticchio,  1ª Ordem.
23 — B. Bernardo de Offida, 1ª Ordem.
24 — B. Pedro da Assunção, 1ª Ordem, mártir.
25 — S. Luís, Rei da França, PATRONO DA TERCEIRA  ORDEM.
26 — B. João de Santa Marta, 1ª Ordem, mártir
27 — B. Ricardo de Santa Ana, 1ª Ordem, mártir
28 — B. Vicente   Ramirez,  1ª Ordem, mártir.
29 — B. João de Perusa, 1ª Ordem, mártir.
30 — B. Pedro de Sassoferrato, 1ª Ordem, mártir
31 — B. Pedro de Ávila, 1ª Ordem, mártir do Japão. 

ARAUTO DO GRANDE REI

BOLETIM INFORMATIVO DE JULHO DE 2013
Que luzes o jovem de Assis reflete para os jovens de hoje.

Num mundo consumista e descartável, um verdadeiro shopping center de modas e manias, efêmero em gosto e costumes, Francisco de Assis é um personagem cristão e santo. São 800 anos da garantia de um encontro leve e simples da experiência franciscana com os sonhos secretos de uma época de ontem e de hoje, que aspira viver um humanismo e fé com muita coerência; viver a presença sempre nova da Boa Nova e não um "shoptime" de histeria de novidades. Após oito séculos continua sendo um fato novo! Num mundo que exclui a partir do status social, da opção sexual, do credo, e cada vez mais vai se fechando em condomínios; Francisco de Assis realiza a inclusão e não a exclusão. No seu tempo acata valores e vivências de leprosos, hereges, camponeses, muçulmanos, pobres, jovens, mulheres, capela em ruína e abre as portas da sua fraternidade para todos; nobres, plebeus, leigos, casais, letrados, cavaleiros e gente da terra, e vai viver pelas estradas do mundo. Compreendeu a historia dos vencedores, todavia deu voz ao silêncio dos vencidos.
Sem ranço de panteísmo, ele vê a graça e a providência divina em todos os seres, convocando-nos para o sensível e o natural, sem o uso das coisas mas à convivência com elas. É o santo das aves, dos vermes, dos peixes, das plantas, do lobo, das pedras, dos bosques, da ecologia, enfim uma eterna primavera da vida! É o personagem da alegria, da jovialidade, da felicidade dos realizados; ele é a abertura otimista de todas as ações em oposição ao depressivo fechamento pessimista dos que nada fazem e só reclamam, é a força interior contra a anemia espiritual.
Em vez de currículo exuberante e técnico ele revela que da simplicidade e do concreto pode fazer nascer um competente modo de conceber e melhorar a vida. Não fala muito como um midiático pregador, mas é a própria Bíblia vivente, uma encarnação do Evangelho. Na sua cidade de Assis, crentes de tantas religiões, vão reverenciá-lo, à procura de uma fonte interior, e lá não se sentem ofendidos e nem prosélitos. Sua fala de Paz e Bem, seu modo de vida solidário ensina que a única causa que pode unir toda a humanidade é a diminuição do sofrimento humano. Ele não precisa ser admirado como um ganhador do Oscar, porem precisa ser compreendido em nossas academias, escolas e famílias. Foi um penitente e não um fanático por jejuns. Um homem light, diet, magro e despojado, não porque fez uso exagerado de drogas endócrinas, mas porque comeu o que o povo come na mesa dos comuns. Vestiu roupa confortável da estética dos livres e não dos prisioneiros das grifes e etiquetas. Ele é um herói que se bateu pela fé e pelos fracos, desde heroísmo que não faz um ato heróico de um dia, mas permanece no meio de todos como um serviço persistente, este jovem de Assis é tão bom e atual que sua vida é uma Legenda.


                                                                                                     Fr. Vitorio Mazzuco Filho, OFM.





Bem-aventurada Angelina de Montegiove.


Viúva, religiosa da Terceira Ordem (1377-1435). Fundadora das Irmãs Terceiras Franciscanas Regulares. Aprovou seu culto Leão XII no dia 8 de março de 1825.
Angelina de Marsciano ou de Coroara fundou na Itália a Congregação das Irmãs Terceiras Franciscanas Regulares. Nasceu em Montegiove, na Úmbria, perto de Orvieto, em 1377. O pai, Tiago, era senhor de Marsciano. A mãe, Ana, da família dos condes de Corbara, morreu em 1447. A adolescente foi levada pelo pai a casar-se com o conde de Civitella, senhor


dos Abruzos. Angelina preferia manter-se unicamente unida a Cristo, mas teve de ceder à vontade paterna. Todavia, depressa ficou viúva, aos 17 anos.
Desde então, voltou aos seus queridos projetos de vida inteiramente para Deus. Entrou na Ordem Terceira Franciscana e levou, como quem a rodeava, vida austera e caridosa, ao mesmo tempo retirada do mundo e com o empenho de aliviar os pobres. A ela se juntaram jovens da nobreza. Foi acusada de sedução, de encantamento: a feiticeira tinha tal magia para arrastar a juventude! Foi pedido ao rei de Nápoles, Ladislau, para castigar a herege: degradava o matrimónio! Ladislau expulsou-a do reino.
Foi para Assis. Aí, em santa Maria dos Anjos, à luz de Deus, Angelina compreendeu a sua missão: fundar um mosteiro de terceiras claustradas. Em 1397, foi ele erguido em Foligno, dedicado a Santa Ana. O exemplo foi imitado em outras cidades. Angelina foi superiora geral de tais mosteiros.
Morreu com 58 anos, em 1435. Em 1492, seu corpo foi encontrado incorrupto. Colocada em uma preciosa urna foi colocada em frente ao túmulo da famosa mística franciscana Beata Angela de Foligno.

                                                                                               Fonte: http://www.franciscanos.org.




                                                                                                        
  // Encontro Fraterno Franciscano

Aconteceu no dia 29/06, em nossa fraternidade o nosso II Encontro Fraterno Franciscano onde,  buscamos  nos familiarizar com  o  Evangelho  de  São João  em  sua estrutura fundamental. Este se trata de uma continuação do encontro já realizado no dia 01/05.
Teve inicio às 08:30h com orações e cânticos no salão de baixo, logo após fizemos uma
refeição e, seguimos para sala de formação onde demos inicio as reflexões sobre a pessoa do evangelista São João e seu evangelho com suas particularidades.
Foi apresentado de forma muito clara, com uma pequena apostila preparada pelo nosso
irmão Luis Alberto Viana que, como sempre, se dedicou em esclarecer, mostrar pontos de vista e despertar a reflexão sobre o conteúdo da apostila usada.
O encontro teve seu termino às 15:40 com orações e cânticos. Um dia realmente agradável, tanto pelo reencontro com os irmãos, como pelas reflexões que nos despertou. Um verdadeiro encontro com o Cristo através das catequeses de São João, regadas pela riqueza do carisma de nosso pai São Francisco.

                                                                                  Paz e Bem! Ir. Mareio José de Oliveira Andrade, ofs.



O Sábio e a Serpente

Contam as tradições populares da índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com olhar sereno, e falou:
-   Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém. A víbora recolheu-se, envergonhada.
Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se a toca, desalentada.
Eis, porém, que o santo homem voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína.
A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na e apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouvi-la:

- Mas minha irmã, houve engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso a distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.