segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O ARAUTO DO GRANDE REI


BOLETIM INFORMATIVO DE JANEIRO 2013

ANO DA FE

Maria Bernadette Nabuco do Amaral Mesquita
Coordenadora Nacional de Formação

Celebrando o Jubileu dos 50 Anos do Concílio Vaticano II, o Papa Bento XVI proclamou o Ano da Fé, de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. Para isso, escreveu a Carta Apostólica Porta Fidei - Porta da Fé, que é uma exortação quanto à necessidade de se redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar com evidência sempre maior a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo.
Muitas vezes, nos preocupamos mais com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, do que com a própria fé, considerando que ela está clara no universo cristão, porém, não é assim. No passado, considerando um passado bem próximo, estes sinais eram mais evidentes, era fácil reconhe­cer os valores inspirados pela fé, porém, hoje, não é assim, em consequência da grande crise de fé que atinge os vários segmentos da sociedade.
Este é um tempo oportuno para a meditação, avaliação e tomada de consciência da fé, no sentido de reavivar, fazer crescer e interpretar, para então professar e testemunhar a verdadeira fé.
A renovação da Igreja se faz através do testemu­nho dos seus fiéis, que fazem brilhar com a própria vida no mundo, a Palavra que o Senhor Jesus nos deixou. Sob esse aspecto, o Ano da Fé, é um con­vite para uma sincera conversão. Aqui abrimos uns parênteses e lançamos o olhar para a vida e a obra de São Francisco de Assis.
Façamos, então, durante esse tempo, do tem­po que o Senhor nos dá, um tempo de estudo da fé, dedicando mais tempo ao aprofundamento da Palavra de Deus e ao estudo do Catecismo da Igreja Católica, para que possamos conhecer melhor as verdades da fé que professamos e, assim, mais amá-la e defendê-la, numa época em que temos so­frido tantos ataques, tanta debanda, tanta infidelida­de. Um tempo de celebração da fé, celebrar a fé de
coração, principalmente na Eucaristia, que nos leva a experimentar o mistério central da vida de Cristo, sua morte e ressurreição, onde Deus revela plena­mente o amor que salva e introduz na vida nova. Um tempo de testemunhar a fé, através da profis­são e do serviço, pois "a fé sem obras é morta". Cada vez mais, a Igreja precisa de homens e mulheres que, através de um autêntico seguimen­to de Jesus, possam defendê-la, para fazer brilhar a Boa Nova, com renovado ardor, como respos­ta às necessidades do mundo moderno. Nova Evangelização significa redescoberta, renovação, alegria e esperança na fé que professamos.
Nós, enquanto franciscanos e franciscanas, temos um grande mestre. São Francisco, no seu encontro pessoal com o Altíssimo, viveu a radicali-dade de um amor apaixonado e uma experiência de intimidade profunda com a Trindade Santa, que o levou a morrer para si mesmo, para deixar-se guiar pela mão do Senhor. Nisso se traduz a conversão franciscana e é isso que a Igreja espera de nós.
Viver este ano com esforço e dedicação pes­soal, no conhecimento e na vivência, através do serviço e da vida de oração, nos levará a professar a nossa fé com renovado ardor, defendendo os va­lores da doutrina católica e anunciando que o Amor precisa ser mais amado.
Como Coordenadora Nacional de Formação Integrada, recém eleita, desejo viver com particular intimidade este Ano da Fé com todos os francisca­nos seculares e jufristas do Brasil. PAZ E BEM!


GEORGINA FULLERTON
DO ANGLICANISMO À FRANCISCO. 1812 - 1885

De Lord Grandville e Leidy Cavendish, nasceu  em um velho castelo inglês, a 23 de setembro de 1812, a menina que recebeu o nome de Giorgina.
De ambos os lados, descendia da mais alta nobreza da Inglaterra. “Nasci num antigo Solar Católico” – escreve ela – “onde vivi até os seis anos. Quem sabe, os Anjos da Guarda tenham rezado por mim, a primeira criança protestante a nascer ali”.
A mãe forçada pelos deveres sociais viu-se na contingência de entregar Giorgina com a irmã Suzana, um ano mais velha, aos cuidados de uma aia.
Em 1829, na Inglaterra, Giorgina encontrou Alexandre Fullerton, a quem após vencer duras lutas contra os parentes, casaram-se em 13 de julho de 1833 em paris. Sendo ambos anglicanos, o casamento foi celebrado conforme o rito anglicano. No seu diário, Giorgina fala: “se meu marido não é perfeito, é quase.”
Passado um ano de casados, nasceu-lhe o primeiro filho. Seria o único que, Deus lhe haveria de conceder, foi a maior alegria de sua vida mais, ser-lhe-ia também a maior dor.
Enquanto Giorgina vivia em Paris, na Inglaterra se desenvolvia o grande movimento Oxford. Este movimento era um retorno dos protestante a Igreja Católica. Na frente estava o grande Cardeal Newman, também ele convertido.
Por este movimento, levou a Igreja nomes ilustres de todas as camadas. Giorgina Fullerton, não ficara alheia ao movimento. Dedicava-se mesmo a leitura de livros católicos, mas parece que nunca lhe ocorrera, converter-se.
Enquanto Giorgina, esquivava da luz, seu marido estudava, e refletia o catolicismo.
A morte do pai, em 07 de janeiro de 1846, feriu-lhe o amor filial que a deixou, mais livre para ocupar-se daquilo que tanto preocupava. Encontrou-se com Padre Browmbill, que deu o ultimo arranco, escreve Giorgina:” Grande foi a luta, feroz o combate, mais maravilhoso o efeito”.
Um dia chegou-se ao Pe. Browmbill e, inesperadamente lhe diz: “Venho dizer-lhe meu Padre, mudei de ideia. Decididamente, não é na Igreja Católica que eu quero entrar. O padre não se alterou. Ele conhecia as almas nas crises de conversão.
E qual a igreja que pretende entrar? Ótima pergunta, como um raio de luz, encravou-se naquela alma para nunca mais sair.
Deus não precisa de longos discursos para destruir barreiras, basta-lhe um leve sopro.
Dois dias depois, 29 de março de 1846, Giorgina fullerton, deixa o anglicanismo, e entra na Igreja Católica.
Termina as lutas da alma, agora os dois partilhavam da mesma fé, o desejo de ambos, era agora, ver o filho abrigado sob a mesma fé.
Na festa de Todos os Santos, do mesmo ano de 1846, Granville fez a primeira comunhão. No mês de maio de 1853, foi passar uns dias no castelo de sua tia, Lady Rivera. No dia 29, a morte o acolheu, em plena mocidade, cheio de planos de vida. Foi um golpe para Giorgina, ela levará esta dor até o leito de morte.
Em 1857, encontrava-se em Roma, sua alma sentia necessidade de estar mais perto de Deus. Procurou a Ordem Terceira de S. Francisco, também este passo liga, a morte do filho querido. Ela entrara na ordem no dia da ultima comunhão do filho.
No seu diário encontramos estas palavras. “Bendito aniversario da unica consolação”. E assim invoca ela a proteção de Maria Santissima: “Pedirei sempre a proteção de Maria, minha Mãe e Senhora, e recorro a ela neste instante, veste-me vós mesma com o habito de São Francisco. Fazei com que eu seja uma verdadeira religiosa, cheia do Espirito da Santa Ordem Terceira. Ajudai-me diante de Deus, e diante dos homens, maria minha mãe rogai por mim”.
E na vespera de sua vestição escreve: “Eis o tempo propicio, eis o dia da comunhão de meu querido filho, serei admitida na Ordem Terceira de São Francisco.
Proponho e pretendo com a graça de Deus, fazer que seja para mim o começo de uma nova vida, dedicada a Deus, e seu serviço. Toma a resolução de praticar a pobreza, conforme puder, quero que o meu dinheiro não seja meu, mais sim, dos pobres.
Estudarei a regra, ponto por ponto, vou tornar-me filha de São Francisco de Assis, Apostolo da Pobreza!
Possa sua virtude querida, ser sempre mais cara ao meu coração, dai-me Senhor, este desejo. Dai-me as Graças necessarias, para ser uma perfeita Terceira, franciscana”.
No dia seguinte, recebia o habito da Ordem Terceira, não estava sozinha, ao seu lado estava o esposo, foi sempre fiel, sem nunca perder de vista, o seu ideal franciscano.
Realmente começou uma nova vida, e sem duvida, seu maior titulo é este: “SER TERCEIRA FRANCISCANA, SEGUNDO O ESPIRITO DO SERÁFICO PAI.”
Giorgina, compreendeu bem o espirito da Ordem Franciscana, aquele amor que S. Francisco dedicava aos pobres, estava vivo na alma de Giorgina. Certa vez, encontrando uma Senhora correu a abraçar, e beijar afetuosamente, lembrando S. Francisco quando viu o leproso.
No ano de 1881, adoece Giorgina, esta enfermidade a levaria ao encontro do Pai.
Aconselhada pelos medicos, foi para a frança, com o esposo e, planejaram visitar Lourdes para confiar a Nossa Senhora as suas dores, e dela o remedio mas, na ida, o esposo adoece, voltaram a Inglaterra, aquela vontade de visitar lourdes fora frustrada mas, aqui brilha a vontade de Deus.
Em 18 de Janeiro de 1885, recebeu a unção dos enfermos, no dia seguinte ela piorou.
Ao lado estava o esposo, sustentado pela fé, um ultimo olhar no crucifixo e, seus olhos se fecharam, sua alma foi ao encontro de Deus e, também com seu filho, e lá esta a espera do esposo ao lado do Pai.

Giorgina Fullertom
Do Anglicanismo a Francisco,
Alexandre Fullertom. 


Patrono  da  JMJ de 2013



No último dia 27 de maio, no santuário de Nossa Senhora da Penha, a equipe de articulação e divulgação da JMJ Rio2013 divulgou os patronos e intercessores deste encontro mundial dos jovens com o Papa, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a própria comissão, os patronos escolhidos, estão intimamente ligados à história do  Brasil e seus exemplos de vida podem ser seguidos pelos jovens. No site da JMJ, a saber: www.rio2013.com, se lê: 


"Os patronos são os pais espirituais dos jovens, lhes ensinam, como verdadeiros pais e mestres, os caminhos para a santidade. Foram escolhidos por estarem intimamente ligados ao espírito da JMJ Rio2013. Dentre estes estão também representantes da nação. O tema missionário inspira o pedido por proteção e entusiasmo para enfrentar os desafios da evangelização nos dias atuais. Oração e ação são dimensões inseparáveis dos discípulos-missionários de Jesus Cristo".

Sendo assim, eis os patronos: Nossa Senhora Aparecida - padroeira do Brasil; São Sebastião -patrono da cidade do Rio de Janeiro; Santa Terezinha - padroeira das missões; Beato João Paulo II - idealizador das jornadas mundiais da juventude; e, o nosso santo franciscano Santo António de Santana Galvão, frei Galvão - primeiro santo brasileiro.

A notícia da escolha de frei Galvão como um dos patronos nos alegrou a todos como família franciscana do Brasil, haja vista que a história deste país está intimamente ligada com a história dos franciscanos nestas terras. Vale lembrar que a primeira missa rezada na Ilha de Vera Cruz foi celebrada pelo frade franciscano Frei Henrique de Coimbra e que o nosso citado frei Galvão foi ordenado presbítero na cidade do Rio de Janeiro.

Nós, franciscanos de todo o Brasil, estamos nos preparando ativamente para esta jornada, e agora podemos contar com a intercessão deste grande homem, grande santo, arauto da paz e da caridade.




                  

. Objetivo

Embora a Jornada Mundial da Juventude possua uma estrutura e organização próprias, oferecendo uma rica programação de eventos oficiais, isso não impede que as congregações religiosas e/ou movimentos realizem as suas atividades, de modo que os jovens possam conhecer a diversidade carismática da Igreja durante esse encontro internacional.
Assim, o objetivo de nossa presença franciscana junto à Jornada Mundial da Juventude é apresentar o nosso carisma a todos os jovens que ainda não nos conhecem, além de ser uma oportunidade de vivenciarmos o grande Dom da Fraternidade sonhada por Francisco e Clara, capaz de romper as barreiras e diferenças culturais, idiomáticas e geográficas.

Explicação à Logomarca

O traçado na cor marrom representa o Pão de Açúcar, ponto turístico conhecido mundialmente, e faz alusão à cidade do Rio de Janeiro, sede da JMJ. Junto à forma do Pão de Açúcar, um traçado oval, também na cor marrom, forma a silhueta de São Francisco, o inspirador do movimento franciscano. A imagem de São Francisco se completa com o sol representado logo acima de sua cabeça, simbolizando a sincera santidade e a afinidade de Francisco com as criaturas de Deus. A cruz, em amarelo, remete à JMJ. A pomba, na cor azul, como se estivesse saindo da mão de Francisco, simboliza a missão de todos os que anunciam o Evangelho, como anunciadores da "Paz e do Bem".
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA E FRANCISCANA
O envio apostólico "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28, 19), que inspira a Jornada Mundial da Juventude, só é se concretiza a partir de uma real experiência de Deus. Desejoso em seguir o Mestre, o discípulo deve "embriagar-se de amor divino para depois levar ao mundo esse grande vinho da alegria". E não há dúvida de que, entre tantos santos e santas, Francisco de Assis aponta um caminho inspirador para a experiência concreta do encontro com o Senhor. Francisco sente-se enviado e também envia seus irmãos como mensageiros da paz.
No seu Testamento, chega a dizer: "Como saudação, revelou-me o Senhor que disséssemos: 'O Senhor te dê a paz'" (Test 23). É saudação missão. "Enviou dois a dois com a incumbência de anunciarem a paz: 'Ide, queridos irmãos, ide dois a dois ao mundo e anunciai ao homem a paz" (1Cel 29). Essa saudação, mais adiante, foi condensada na forma "Paz e Bem", tão difundida até os dias de hoje. O ideal franciscano não é património exclusivo dos seguidores diretos do Santo de Assis, mas diz respeito a todos que reconhecem em São Francisco uma inspiração para vida do discípulo de Cristo. O discípulo missionário que toma para si como inspiração o carisma franciscano compromete-se existencial mente a encarnar, a tomar viva e eficaz a Paz de Cristo anunciada e vivida por Francisco.




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

FOLDER DISTRIBUÍDO NA MISSA DAS 16:15 HORAS DO DIA 05 DE JANEIRO DE 2013 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


INFORMATIVO

Ano IV  -  JANEIRO DE 2013 -  Nº  08

ESPIRITUALIDADE  FRANCISCANA

O BEM-AVENTURADO LUQUÉSIO

   VI. Religiosos no inundo.
                                                                                       (continuação)

Esta morte "teve a grandeza e a serenidade da dos patriarcas". Como estivessem ambos doentes, aconteceu que o estado de Bonadona se agravou repentinamente. Luquésio, esquecendo o seu próprio mal, le­vantou-se, foi confortá-la e induzi-la a receber os últimos sacramentos, encontrando força bastante para assisti-la. Após a piedosa cerimônia, disse-lhe, com uma voz que já significava as alegrias do céu: — Oh! minha Bona, sabes bem  com que união de coração servimos ao nosso bom Senhor. Eis que unidos também iremos partir, a fim de que a ele nos reunamos. Oh! Bona, como está próxima a hora! Meu coração se desfaz a este doce pensamento. Espe­ra-me um pouco; vou, por minha vez, re­ceber o santo Viático e depois irei contigo para o céu.
Traçou sobre ela um grande sinal da cruz e voltou arrastando-se para o leito. Seu diretor, Frei Hildebrando, do con­vento dos franciscanos, lhe disse: — "Meu querido Luquésio, sede forte e preparai-vos para a chegada do vosso Salvador, que está próxima. Repeli qualquer tentação; podeis crer em mim; hoje mesmo, vereis a salvação e recebereis a coroa de glória.
          Luquésio ergueu um pouco a cabeça mori­bunda: — Bondoso Frei Hildebrando, dis­se sorrindo, mesmo que eu tivesse esperado até hoje, para me preparar a bem morrer, ainda assim, acreditai, não deses­peraria da misericórdia de Deus; mas ver­dadeiramente falando, eu estaria menos tranquilo. E erguendo as mãos e os olhos ao céu: — Rendo-vos graças, exclamava, ó santa e adorável Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo e a vós, bem-aventurada e doce Virgem Maria e a vós, meu bendito Pai, bem-aventurado Francisco, por me ha­verdes livrado dos laços do inferno. Eis-me pronto, livre e feliz e a vós é que o devo pelos méritos da Paixão de N. S. Jesus Cristo!
Com sua alma em festa, recebeu os úl­timos sacramentos. Depois, percebendo que sua mulher estava em agonia, fez um der­radeiro esforço, arrastou-se até junto dela e segurou-lhe as mãos e a confortou com as mais ternas e sublimes palavras. Desfalecia. Trouxeram-no para o leito. Ouviram-no murmurar: "Jesus... Maria... Francisco, meu pai..."
Em seguida fez o sinal da cruz e sua alma deu a mão à de sua esposa, para voarem ao céu.

VII. Epílogo.

Luquésio, tendo-se convertido ao amor,  conseguiu pela simples força de seu exem­plo converter a cidade que habitava, me­lhor do que o teriam feito muitos sermões quaresmais e missões.
Semelhantes acontecimentos não eram raros na época: multiplicavam-se sob os passos de São Francisco de Assis. Numa sociedade decaída o pobrezinho atraía, magnetizava, reunia em torno de si tudo que restava de bom, as almas nobres que, desgostosas do seu meio, experimentavam uma necessidade de regeneração, esperan­do o homem que lhes apontasse o modelo. Havia dessa forma constituído este núcleo, sustentáculo da completa reforma social que ia operar sobre as massas.
Os resultados foram maravilhosos. A Ordem III propagou-se rapidamente na Itália, na Europa e no mundo inteiro. Ex­cedendo ao domínio religioso ou antes ampliando-o, a sua influência ganhou to­dos os ramos do patrimônio social e político. Não somente restaurou em toda par­te a piedade, os bons costumes e a obe­diência dos fiéis, mas assegurou o triunfo da Santa Sé; acabou a autonomia das co­munas e forçou o imperador a depor as armas. Verdadeiramente, segundo a visão profética de Inocêncio III, São Francisco tinha, graças sobretudo à Ordem III, re­composto uma cristandade nova e salvo á Igreja e a sociedade.
Qual o segredo destes triunfos? "Vivei o Evangelho", disse o pobrezinho: isto fora o bastante. Pois este remédio em cada pessoa absorvia toda a vida, a transfor­mava de conformidade com as máximas cristãs; e da santificação assim realizada, brotara naturalmente o zelo, a dedicação, o exemplo e todas as obras que reclamam as circunstân-cias da época. Isto foi sufi­ciente, por então, como aconteceu nos pri­meiros séculos na conquista do império romano. Bastaria ainda hoje: ah! é que é o mais esquecido agora. No decorrer dos séculos, a Ordem III se tornou um viveiro de santos. Mais de 100 terciários foram elevados aos altares, a começar pelos dois admiráveis padroeiros, são Luís de França e Sta. Isabel da Hungria e mais de 500 mor-reram em odor de santidade. Estes exemplos são, para  os cristãos, uma in­comparável escola de perfeição.
Os cristão, indistintamente, devem se santificar. Os santos, os santos terciários sobretudo, estes leigos dão prova eloquen­te de como é possível santificar-se no seu próprio estado. Se a Igreja os canoniza, é porque quer torná-los modelos.
Não se diz que cada um deve chegar ao ponto de Luquésio; são alturas cuja as­censão exige uma violência não comum. Todavia o Espírito Santo sopra ainda em nossos dias: um Matt Talbot não fica aquém do heroísmo de Luquésio.
Mas que ao menos, diante de tais exem­plos, tenham consciência do que lhes im­plica o título de cristãos, que examinem sua vida, e se esforcem por reformá-la.
Que cessem, pois, de querer unir Deus a Mâmon, o Reino dos Céus e o Reino da terra; e tomando a sério o Evangelho, con­sintam, enfim, em pôr, como base de sua vida, esta pedra fundamental: o despren­dimento. Encontrarão, então, o tempo que lhes falta, como dizem, para orar, assistir à Missa e receber a sta. Comunhão, e terão a oportunidade e os recursos inesperados, para dispender com os pobres e com o apostolado. O que falta é a coragem. O único obstáculo é a covardia: retraem-se, fogem diante da palavra chocante do Evangelho: a renúncia.
Ah! aprendam nos exemplos dos santos; de todas as tentativas de felicidade que poderiam fazer neste mundo, uma só pôde dar resultado: a que partiu desta condu­ta. Somente os santos são venturosos. O caminho é difícil, mas o seu termo é a felicidade.

(Final da Vida de Beato Luquésio e Bonadona. Em fevereiro começa nova historia)

Continua no informativo – Ano IV -            FEVEREIRO DE 2013  -  Nº  09


SANTOS FRANCISCANOS

MES DE JANEIRO

2 — S. Martinho da Ascensão, 1ª Ordem, mártir
       do Japão..
4 — B. Angela de Folinho, 3ª Ordem.
5 — B. Rogério de Todi, 1ª Ordem.
6 — S. Carlos de Sezze, 1ª Ordem.
7 — B. Mateus de Agrigento, 1ª Ordem.
8 — S. Francisco   Blanco,  1ª Ordem, mártir  no Japão.
9 — S. Filipe de Jesus, 1ª Ordem,mártir no Japão
10 — B. Egídio de Laurenzana, 1ª Ordem.
11  —B. Tomás de Cori, 1ª Ordem.
12 — B. Bernardo de Corleone, 1ª Ordem.
13 — S. Francisco de S. Miguel, 1ª Ordem, mártir no Japão.
14 — B. Odorico de Pordenone, 1ª Ordem.
15 — S. Berardo, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
16 — S. Pedro, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
17 — S. Acúrsio, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
18 — S. Otão, 1ª Ordem, mártir em Marrocos
19 — S. Eustóquia de Messina, 2ª Ordem.
20 — S. Adjuto, 1ª Ordem, mártir em  Marrocos
21 — B. João Baptista Triquerie, 1ª Ordem, Mártir.
22 — S. Vicente Pallotti,  3ª Ordem.
23 — S. Gonçalo Garcia, 1ª Ordem, mártir no Japão.
24 — B. Paula Cambara Costa, 3ª Ordem.
25 — S. Paulo Ibarki, 3ª Ordem, mártir no Japão.
26 — S.Gabriel de Duisco, 3ª Ordem, mártir no
          Japão.
27 — S. Angela Merici, 3ª Ordem. Fundadora das Ursulinas.
28 — S. João Kisaka, 3ª Ordem, mártir no Japão.      
29 — B. Luísa Albertoni,  3ª Ordem.
30 — S. Jacinta Marescotti, 3ª Ordem Regular.
31 — S.João Bosco, III O., Fundador dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora
  

domingo, 30 de dezembro de 2012

O ARAUTO DO GRANDE REI


BOLETIM INFORMATIVO DE DEZEMBRO 2012


NATAL DE JESUS

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória…” (Jo 1,14).
A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos “últimos tempos”, isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.
No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.
Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o “dia do sol invencível”, como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.
Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.
No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do “sol invencível” para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.
A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.
Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.

Maria Mãe de Deus
No primeiro dia do ano, a liturgia faz ressoar em toda a Igreja espalhada pelo mundo, uma antiga bênção sacerdotal, que escutamos na primeira leitura. “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer para ti a sua face e te dê a graça. O Senhor volte para ti o seu rosto e te conceda a paz” (Nm 6, 24-26). Essa bênção foi confiada por Deus através de Moisés, a Araão e aos seus filhos, isto é, aos sacerdotes do povo de Israel. É um tríplice desejo pleno de paz, que emana da repetição do nome de Deus, do Senhor e da imagem do seu rosto. De fato, para sermos abençoados precisamos estar na presença de Deus, receber sobre nós o seu Nome e permanecer no raio de luz que parte do seu rosto, no espaço iluminado pelo seu olhar, que difunde graça e paz.
Essa é a experiência feita pelos pastores de Belém, que aparecem ainda no Evangelho de hoje. Eles fizeram a experiência de estar na presença de Deus e da sua bênção, não na sala de um majestoso palácio, na presença de um grande soberano, mas sim em um estábulo, diante de um menino colocado em uma manjedoura. Exatamente daquele Menino irradia uma nova luz, que resplandece no escuro da noite, como podemos ver em tantas pinturas que reproduzem a natividade de Cristo. É d’Ele que vem a bênção: do seu nome – Jesus, que significa ‘Deus Salva’ – e do seu rosto humano, no qual Deus, o Onipotente Senhor do céu e da terra quis encarnar-se, esconder a sua glória sob o véu da nossa carne, para revelar-nos plenamente a sua bondade
A primeira a ser preenchida por essa bênção foi Maria, a Virgem, esposa de José, que Deus escolheu desde o primeiro instante da sua existência para ser a mãe do seu Filho feito homem. Ela é a bendita entre as mulheres (Lc 1,42) – como a saúda Santa isabel. Toda a sua vida está na luz do Senhor, no raio da ação do nome e do rosto de Deus encarnado em Jesus, o fruto bendito do seu ventre. Assim a apresenta o Evangelho de Lucas: toda disposta a guardar e meditar no seu coração todas as coisas referentes ao seu filho Jesus (cfr Lc 2, 19.51). O mistério da sua divina maternidade, que hoje celebramos, contém em medida superabundante aquele dom da graça que toda maternidade humana traz em si, tanto que a fecundidade do ventre sempre foi associada à bênção de Deus. A Mãe de Deus é a primeira abençoada e é Ela que traz a bênção, é a mulher que acolheu Jesus em si e o deu à luz para toda a família humana. Como reza a Liturgia: “sempre intacta na sua glória virginal, irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo nosso Senhor” (Prefácio da Beata Virgem maria 1)
Maria é Mãe e modelo da Igreja, que acolhe na fé a divina Palavra e se oferece a Deus como “terra boa” na qual Ele pode continuar a cumprir o seu mistério de salvação. Também a Igreja participa ao mistério da divina maternidade mediante a pregação, que espalha no mundo a semente do Evangelho e mediante os Sacramentos que comunicam aos homem a graça e a vida divina. Em particular no sacramento do Batismo, a Igreja vive essa maternidade, quando gera os filhos de Deus da água e do Espírito Santo, o qual em cada um exclama: “Abbá! Pai! (Gal 4,6). Como Maria, a Igreja é mediadora da bênção de Deus para o mundo: a recebe acolhendo Jesus e a transmite levando Jesus. É Ele a misericórdia e a paz que o mundo por si não pode dar-se e da qual tem necessidade sempre, como ou mais que o pão.
Caros amigos, a paz, no seu sentido pleno e mais alto é a soma e a síntese de todas as bênçãos. Por isto, quando duas pessoas amigas se encontram, se saúdam desejando reciprocamente a paz. Também a Igreja, no primeiro dia do ano invoca de modo especial esse bem supremo e o faz, como a Virgem Maria, mostrando a todos Jesus, porque como afirma o apóstolo Paulo, “Ele é a nossa paz” (Ef 2, 14) e ao mesmo tempo é a via através da qual os homens e os povos podem alcançar essa meta, a qual todos aspiramos.
Papa Bento XVI, homilia proclamada neste primeiro domingo de 2012

Uma presença confortante e animadora
Por Frei Orlando Bernardi

O último capítulo da Regra de Clara, como a de Francisco, trata de funções que, praticamente, pouco têm a ver com o cotidiano da vida das clarissas e dos frades, porém, são de suma importância para o bom andamento das comunidades. Trata-se do papel do visitador, do capelão e do cardeal protetor da Ordem. A razão ou o pano de fundo se encontra nessa afirmação: “Para que guardemos a pobreza e a humildade de N. S. Jesus Cristo e de sua Mãe santíssima e o santo Evangelho que firmemente prometemos observar. Amém!” (c. XII). Percebe-se, então, que a razão dessas três figuras não é, em primeiro lugar, jurídica, mas sim de uma presença que ajuda a permanecerem firmes e seguras no propósito assumido ao abraçar essa forma de vida. Não se trata, portanto, de alguém que entra na comunidade como guarda, estranho ou, pior ainda, como fiscalizador. Embora a função dessas três figuras pertença mais ao extraordinário da vida monacal, a visita, no entanto, pertence ao ordinário, quer dizer ao cotidiano. Tanto Francisco como também Clara desejam que a presença amiga e fraterna dos superiores continue junto aos irmãos e irmãs. Aliás, Clara escreve no c. X que a abadessa “visite as irmãs” de sua comunidade. Veja-se que se trata da mesma comunidade. Para Francisco, talvez, esse mesmo ofício esteja presente na figura da “mãe” da Regra dos eremitérios.
Essas visitas aos irmãos e irmãs das comunidades franciscanas se reportam, inicialmente, ao costume da Igreja nascente em que o fundador da comunidade a visitava com a finalidade de mantê-la firme e segura na fidelidade ao compromisso da fé. A carta de Francisco a um Ministro mostra muito bem qual a direção que se devia tomar a esse respeito. Além disso, com respeito a Clara, Francisco assumiu um compromisso de constante presença (Test.Cl 4). Por ocasião de sua viagem ao Oriente deixara a Frei Felipe Longo para representá-lo. Ao voltar, notou que essa presença se transformara em cargo estável, fato que o aborrecera sobremaneira e a Clara também, certamente. De imediato, pediu ao Papa a revogação. Nomeou a Frei Pacífico como continuador de sua presença junto às irmãs. Ao longo da história posterior, a figura do visitador assumiu mais um acento jurídico que, propriamente, presencial.
Além do visitador, Clara fala de um capelão com um companheiro clérigo. Entende-se essa presença por causa da administração dos sacramentos. Note-se, particularmente, a preocupação e o cuidado com que fala dessas presenças. Prudente e conhecedora das fraquezas humanas quer, de antemão, prevenir futuros abusos ou escândalos de que a história é testemunha!
A figura do cardeal protetor foi introduzida por Francisco (RB 12,4) com a função de “governar, proteger e corrigir… a fim de permanecer súditos e submissos… e observar a pobreza, a humildade e o santo Evangelho”. Assim formulada a exigência de Francisco tem um acento bem mais jurídico que fraterno. No entanto, durante a vida quer de Francisco, quer de Clara, sabe-se como se criaram laços de intimidade e de compreensão mútuas que fizeram dessa figura um consulente e um arrimo nas oportunidades mais importantes das duas Ordens. Para comprová-lo seja suficiente esse trecho da carta escrita pelo Cardeal Hugolino a Clara em que a chama de “mãe de sua salvação”: “Caríssima irmã Clara, desde que a multidão dos afazeres me obrigou a afastar-me de vosso mosteiro e me privou das consolações que me proporcionavam vossas santas palavras e devotas conferências, se apoderou de mim tal amargura de coração, tal abundância de lágrimas e dor tão insuportável que, se não encontro aos pés de Jesus o consolo da habitual piedade, temo cair para sempre naquelas angústias em que, talvez, desfalecerá meu espírito e minha alma se dissolverá. E com razão, pois falta aquela alegria gloriosa que senti ao falar do Corpo de Cristo convosco, enquanto celebrava a Páscoa contigo e com as demais…” (Analecta franciscana III, 183). Posteriormente, essa função foi assumida pela Sagrada Congregação dos Religiosos.


REGIONAL SUDESTE II
Rio de Janeiro e Espírito Santo

ORAÇÃO l
Pai Santo, nós vos louvamos por nos terdes escolhidos a viver em fraternidade como irmãos e irmãs da Ordem Franciscana Secular. Rendemos-vos graças por todos os dons e talentos recebidos de vossa generosidade e que somos chamados a colocá-los em prática a serviço da humanidade. Vosso Filho nos deixou o modelo de vida obediente e servil, ensinando-os que a Boa Nova do Evangelho deve ser vivida no nosso quotidiano, passando do Evangelho à Vida e da Vida, para que vendo nossas boas obras os homens e mulheres do mundo vos glorifiquem. Pedimos a força do Divino Espírito e sua iluminação. A exemplo de São Francisco e Santa Clara sejamos homens e mulheres autênticos no seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo e construtores da  Paz e do Bem. Que nossa Mãe Santíssima encaminhe nossos passos ao encontro de seu Filho. Amém!

ORAÇÃO 2
Ó, admirável Pastor, que há cinquenta anos reaproximastes a Igreja da vivência do seu santo Evangelho através da inspiração de um franciscano secular, permita que também nós, reunidos em capítulo, possamos ter o mesmo ardor do seu Santo Espirito que  aqueles homens tiveram no Santo Concílio. Incendeie nossos corações e mentes, para que iluminados e abrasados de suas santa inspirações possamos construir um mundo mais justo e condizente ao projeto do Reino de Deus. Que, conduzidos pela sabedoria divina, possamos enxergar os caminhos os quais nossa fraternidade regional deve seguir para cada vez ficar mais semelhante aá fraternidade divina, onde os santos e anjos convivem em felicidade eterna. Que possamos sempre, em cons onância ao exemplo que nos deixastes como herança na noite que antecedeu sua paixão, servirmos uns aos outros em espírito de alegria e doação sinceros. Por fim lhe suplicamos, Amado, que tal como Francisco e Clara, tenhamos nossos corações enamorados  pela sua imagem, apaixonados pela sua doce palavra e transfigurados de amor, que nada mais vejamos neste mundo senão as luzes de seus olhos. E não mais viveremos, mas Vós vivereis em nós. Que assim seja. Amém!

ORAÇÃO 3
 Senhor Jesus, a messe é grande, mas os operários são poucos. Rogamos-te, pois que envieis operários para a messe. Então Senhor ao ouvir teu apelo nos colocamos ao teu dispor e  dizemos: EIS-ME AQUI SENHOR. Queremos ser como nosso seráfico Pai São Francisco que lhe perguntou: Senhor que  queres que eu faça? E tu nos respondes: junte-se a outros homens de boa vontade e junte-se a outros homens de boa vontade e construam um mundo mais fraterno; junte-se a outros homens de boa vontade e pelo seu testemunho tomem iniciativas corajosas na promoção da justiça; junte-se a outros homens de boa vontade e comprometam-se com opções concretas e coerentes com sua fé e assumam sua Profissão. Trabalhando, participem na criação e na redenção da comunidade humana. Por isso Senhor, pra responder aoteu apelo de amor. Ajude-nos a sermos  portadores de paz lembrando que ela deve ser construída incessantemente. Ajude-nos Senhor, a semos mensageiros da  perfeita alegria, para que saibamos ter a humildade de ver que pouco ou nada fizemos e que portanto é necessario começar tudo de novo. Que Maria Santíssima, a Medianeira de todas as Graças, estrela da evangelização nos ajude  a chegar as águas mais profundas da santidade e da missão e lancemos nossas redes para melhor servir o nosso Regional.

4- Envie São Francisco e Santa Clara,
Para serem os mensageiros.
Que tocarão os irmãos votantes
Nas escolhas dos Conselheiros.

5 - Não permita em nossas opções,
Qualquer arrogância ou vaidade.
Para que o novo Conselho,
Seja eleito por sua vontade.

6 - E assim a uma só voz,
Possamos todos dizer.
Foi Deus atuando em nós,
Oue fez tudo acontecer. Amém!

 
ORAÇÃO 4
1- Invocando o seu Santo Nome,
Mais pedidos vou fazer.
Sou aquele que muito pede,
E pouco faz por merecer.

2- Com o seu poder infinito,
És o nosso Deus e Senhor.
Mesmo assim peço que ouça,
A oração de um pecador.

3 -No Conselho Regional Sudeste II,
É tempo de eleição.
Espero que o seu amor,
Ilumine a cada irmão.

  



O vermelho e o negro

Rio de Janeiro - Colar o rótulo de bom ou mau, no fundo, é o ofício humano mais freqüente, aberto diante de cada um de nós diariamente, ou melhor, a cada minuto de nosso cotidiano. Se usamos aquela camisa, se vamos ou não vamos a algum lugar, se falamos ou se calamos, se comemos bife com fritas ou sem elas, nos departamentos mais nobres e nos mais prosaicos, não fazemos outra coisa a não ser navegar entre aquilo que nos parece o bem ou o mal, o necessário ou o supérfluo, o devo ou o não devo.
Foi o caso do cidadão que parou o carro na estrada para tomar café e viu que, nos fundos do bar, havia uma briga de galos. Habituado a jogar, quis fazer uma aposta, mas não tinha elementos suficientes para julgar os contendores, um galo vermelho e outro preto. Tomou informações com um espectador que lhe parecia entendido, perguntando qual era o galo bom.
- O preto, respondeu o sujeito, com a convicção de quem era dono da verdade.
O sujeito jogou uma grana forte no galo preto e ficou torcendo pelo contendor que lhe garantiram ser o bom. Contendor que não correspondeu àquilo que chamam de expectativas: foi devidamente surrado pelo galo vermelho, e só não morreu porque o dono jogou a toalha no ringue, tirando-o da luta.
Bem, só restava ao sujeito reclamar da informação recebida.
- O senhor me fez perder dinheiro, dizendo que o galo preto era o bom…
- Foi o que o senhor me perguntou. Agora, o malvado era o vermelho…
Toda a disputa, seja religiosa, política, econômica, esportiva, cultural ou científica, é resumida nessa anedota, que me parece mais do que uma fábula, mas um destino, uma decorrência da condição humana.
Por coincidência, os galos da anedota compunham o mesmo confronto que Stendhal colocou no seu romance mais famoso: “O Vermelho e o Negro”. A lição é a mesma.

Extraído da “Folha de S. Paulo”, 23 de junho de 2004

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FOLDER DISTRIBUIDO NA MISSA DAS 16:15 HS. DO DIA 01 DE DEZEMBRO DE 2012 NA IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


INFORMATIVO

Ano IV  -  DEZEMBRO DE 2012 -  Nº  07

ESPIRITUALIDADE  FRANCISCANA

O BEM-AVENTURADO LUQUÉSIO

   VI. Religiosos no inundo.
                                                                                       (continuação)

A maior parte das horas passava nos hospitais vizinhos, onde desempenhava, sem contar, o papel de enfermeiro. Quanto ao seu próprio hospital, sua casa cheia de doentes pobres, era o domínio de Bonadona: era ela a mãe de todos, trabalhando  andando, preparando unguentos e tisanas, enquanto rezava, cantava e... jamais se sentiu tão venturosa.
Luquésio ia ele próprio procurar os doentes e conduzia-os à sua casa, sustentando-os, tomando-os em seus braços, carregando-os aos ombros.
E assim, certo dia, um rapaz avistou-o acompanhado de dois enfermos e com um terceiro nas costas. Este devia ter uma má aparência, pois na passagem o malcriado disse: — Ai, é o diabo que está sentado nas tuas costas!
— Não, replicou o santo, compadecido, não é o demônio e sim nosso Senhor Jesus Cristo!
Ora, imediatamente o estouvado ficou mudo. Lançou-se aos pés de Luquésio, chorando e lamentando de mãos postas; e o bom Samaritano, tendo rezado, restituiu-lhe o uso da palavra, dizendo suavemente  — Vai em paz e não peques mais contra a santa caridade.

Luquésio cercava os seus queridos enfermos  de cuidados tão maternais e mostrava-lhes uma ternura tão sincera, falava-lhes com tanta persuasão que atingia suas almas enquanto cuidava do corpo; tanto assim que vários deles, a princípio ásperos e revoltantes, se converteram sob o domínio de sua bondade à pobreza e à vida de perfeição.

Somente a caridade alcança idênticos triunfos.
Qualquer desgraça, toda necessidade física ou moral, nele, sem dúvida, encontrava um acolhimento amigo.
Um solicitador é para nós um importuno  suas visitas são consideradas fontes de aborrecimentos e a sua repetição produz geralmente inúmeras apreensões. E é por isso que uma das grandes preocupações do mundo é resguardar-se desses indesejáveis.
Luquésio, porém, os procurava — e nisso  era heróico. Não esperava que lhe viessem pedir auxílio; generosamente ia ao encontro das dificuldades e trabalhos que a caridade impõe. Ficava à espreita da miséria  a fim de remediá-la. O campo de sua caridade alargava-se cada vez mais e sua existência não era mais que um desapego sem interesse. Se o trabalho constituía sua felicidade, é porque havia bem aprendido de Francisco o segredo da "alegria perfeita"; e nunca era demais.
Existiam entre Poggi-Bonzi e Sena vastas planícies paludosas, as Maremmas, focos de febres e de moléstias. Os seus habitantes  dizimados e paupérrimos, eram na maior parte atingidos pela malária e encontravam-se muito abandonados: ninguém por lá passava com receio do espantoso contágio. Isto não podia deixar de solicitar a diligente compaixão de Luquésio: Conservara seu espírito empreendedor  suas iniciativas, porém, eram todas em benefício do próximo.  Fez-se médico, comprou um jumentinho, carregava-o de febrífugos e de tônicos e punha-se a percorrer as Maremmas. De choupana em choupana, sob um sol ardente, na atmosfera sufocante desses pântanos, arriscando-se ao contágio, ia  tratar, consolar, ajudar  amar esses infelizes: e, diz seu biógrafo, que mais do que suas drogas, somente sua presença curava.
Para recompensar-lhe a maravilhosa caridade, Deus dignou-se agora favorecê-lo: Luquésio fazia milagres. Isso o tornava ainda mais humilde e quando lhe faziam elogios, respondia com simplicidade. "Oh! um homem só vale o que é diante de Deus". Mas esse poder sobrenatural lhe confirmava uma influência decisiva da qual ele se aproveitava para atrair as almas ao bem, propagar cada vez mais a Ordem III e nela alistar novos recrutas. Esta Ordem viu congregar-se em seu grêmio a maior parte da população.
Este zelo, esta abnegação, esta sublime bondade eram a chama que subia da fornalha de um outro amor: o de Jesus Cristo  ao qual havia se entregue de corpo e alma. Como seu mestre, o seráfico estigmatizado  estava inebriado deste único amor. Sua vida era uma contínua oração, um fervoroso ímpeto para aquele que o havia conquistado e se tornado seu tudo. Interior ou exteriormente, no trabalho ou em repouso, em caminho ou em casa, seu espírito não cessava de orar. Seu labor excessivo não o impedia jamais de se ocupar da "única coisa necessária", a santa contemplação; na igreja ou, à noite, à cabeceira dos doentes, conseguia encontrar longas horas nas quais, dando largas ao seu coração, evadia-se do mundo, em ardentes colóquios com o Bem-Amado; algumas vezes era visto imóvel, insensível, transfigurado e cercado de uma luz celeste. Saía desses êxtases com a alma renovada e radiosa.
Meditava constantemente sobre a pobreza e os sofrimentos de Jesus e de Maria  Este pensamento lhe arrancava lágrimas e não sabia mais o que inventar, para como eles aspirar à maior pobreza e a mais sofrimento. Com Bonadona levava, por amor de Cristo, uma vida extremamente penosa e mortificante: deitavam-se sobre o ladrilho, traziam cilício e entregavam-se a rigorosas disciplinas; não se permitiam gozar de nenhum prazer, sendo a abstinência e o jejum habituais em sua casa.
Juntos  rezavam, unidos  recebiam o  único pão que tinha ainda sabor ao seu paladar santificado; juntos amavam a Jesus com um amor que, dia a dia, os consumia cada vez mais: e este amor e esta união com o Senhor da felicidade punha em seus corações gozos inefáveis, transportes de uma alegria pura e imensa como o céu, e esta "paz de Cristo que ultrapassa todo sentimento".
Dando tudo, descobriram o Reino dos Céus; encontraram a felicidade.
— Oh! sim, Luquésio, dizia Bonadona, tinhas toda razão: é necessária pouca coisa para ser feliz; basta amar a Deus.
E era com lágrimas de ventura que agradecia a seu esposo o ter-lhe indicado o caminho da felicidade.
Morreram no mesmo dia e exatamente à mesma  hora. Deus fez a tocante graça de poderem, estando unidos na terra por uma união celeste, mais forte do que a primeira  voar à Cidade eterna, para a qual haviam em harmonia viajado e lutado, e de não se terem separado nem uma hora neste mundo nem no outro.
Isso aconteceu a 9 de abril de 1260, entre os perfumes da primavera italiana, depois de 40 anos desta vida heroica.

Continua no informativo – Ano IV -            JANEIRO DE 2013  -  Nº  08

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SANTOS FRANCISCANOS

MES DE DEZEMBRO

1 — B. Antonio Bonfadini, 1ª Ordem
2 — B. Carlos de Blois, 3ª Ordem.
3 — S. Donino, mártir de Ceuta, 1ª Ordem.
4 — B. Pedro de Sena, 3ª Ordem.
5 — S. Hugolino,   mártir   de  Ceuta, 1ª Ordem                  
6 — S. Samuel, mártir de Ceuta, 1ª Ordem
7 — S. Maria José Rosselo, 3ª Ordem.
8 — IMACULADA CONCEIÇÃO
9 — B. João Romano, 3ª Ordem, mártir no Japão
10 — B. Engelberto Kolland, 1ª Ordem, mártir
11 — B. Hugolino Magalotti, 3ª Ordem.
13 — B. Conrado de Ofida, 1ª Ordem.
14 — B. Bártolo de S. Gimignano, 3ª Ordem.
15 — B. Maria   Francisca   Schervier, 3ª Ordem Regular
17 — B. João de Montecorvino, 1ª Ordem, culto ainda não aprovado
22 — S. Francisca Xavier Cabrini, 3ª Ordem.
23 — B. Nicolau Fatore, 1ª Ordem.
25 — SOLENIDADE DA NATIVIDADE DE JESUS
26 — B. Bentivólio de Bonis, 1ª Ordem.
29 — B. Gerardo de Valença, 1ª Ordem
30 — B. Margarida Colona, 2ª Ordem